19 jul

Eu já falei aqui do Nerdboyfriend, blog que traz fotos antigas sensacionais de homens famosos e anônimos, lembram? Hoje, eu descobri um outro site bem legal pra quem curte essa coisa retrô, o Retrozone. Ele é mais simples que o primeiro, mas oferece um bom acervo de imagens de qualidade. Muito divertido e até inspirador ficar vendo as fotos. Tem cada roupa, cada modelo… Saca só:

Fotos-retrozone-retro

Pra ver mais, muito mais, entra lá no site!




17 jul

Londres, por si só, já é uma delícia pra quem gosta de ver estilos e pessoas diferentes… Em qualquer lugar, seja na balada, seja no metrô às 8h da matina, dá pra encontrar pessoas montadíssimas e incríveis. Imagina então quando rola um evento que envolve artes, design, moda e música? Aqui no Creators Project o povo arrasa e, por isso, eu fui pra porta do evento clicar os melhores looks…Olha só!

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PS: As fotos acima foram feitas com meu novo bebê, uma Nikon D70. Ainda tô aprendendo como mexer nela. Por isso, adoraria saber a opinião de vocês sobre minha atuação como fotógrafo… É algo totalmente novo pra mim, mas muito delícia de fazer!




16 jul

ReproduçãoThreadless-camisetas-t-shirts
A cada 3 dias, a Threadless lança novos modelos

Eu já vi e falei sobre muitos sites de camiseta aqui nesse blog, mas o americano Threadless me deixou realmente empolgado. São centenas e centenas de estampas diferentes, lançadas a cada 3 ou 4 dias. Eles fazem o mesmo esquema de muitas outras marcas que vendem na internet: um concurso permanente e mensal pra eleger os melhores modelos postados por qualquer pessoa. Só que aqui, o prêmio é ótimo. Nada menos que US$ 2500!

ReproduçãoThreadless-camisetas-t-shirts-2
E tem femininas, masculinas, pra adultos e crianças

A marca tem modelos adultos e infantis, masculinos e femininos, entrega em qualquer lugar do mundo e ainda faz promoções. Agora, eles estão com alguns modelos à US$ 9. Bom, né? Pra completar, a Threadless ainda vende uns moletons lindos, gravuras originais de artistas plásticos e oferece um programa de associação de 12 meses: a cada mês você recebe em casa uma nova camiseta, com um desenho recém-lançado… Bem legal!




14 jul

Semana muito boa pra mim aqui em Londres. Depois de começar o tão desejado curso na Saint Martins (vou contar sobre ele em outro post) e fechar uma viagem incrível pra Berlim em agosto, recebi o convite para ser o blogueiro oficial do Creators Project em Londres. Eu já fiz um post sobre ele aqui no Descolex, mas vale contar que na edição de Londres estão programados vários nomes bacanas das artes e da música. Clica na imagem pra ver o line-up grandão:

Creators-Project-Londres-line-up

Demais, né? E eu vou estar lá cobrindo tudinho que rola pro blog do evento e pro twitter do Descolex. Se você quiser fazer parte desse projeto, se liga porque ta rolando um concurso cultural. Para concorrer, é preciso se cadastrar em www.creators.viceland.com.br, assistir aos vídeos dos criadores e responder corretamente às perguntas do quiz. São 5 perguntas por semana, 1 por dia, e serão premiados até 3 laptops CCE com Intel Core i3 por quiz.

Pros blogueiros, ainda tem outra mamata: divulguem o concurso em seus blogs e concorram a um laptop por semana. Através dos banners do concurso, os participantes que vierem do seu blog, ficarão vinculados a você e se algum deles ganhar, você também ganha!

No Twitter, sigam: @Creators_Brasil




12 jul

Eu não sou nenhum especialista em moda sustentável. Na verdade, entendo bem pouco… E acho que essa é uma deficiência que precisa ser corrigida em breve. Mas, de qualquer forma, sabe o que eu acho uó? Ver colegas de profissão usando três ou quatros discursinhos prontos e rasos pra falar de sustentabilidade e, o que é pior, sair comprando qualquer ideia de “marca sustentável” que algumas grifes – com a ajuda das assessorias de imprensa – saem vendendo por aí.

Tenho uma amiga repórter de uma respeitada revista sobre sustentabilidade – a “Página 22″, ligada à Fundação Getúlio Vargas – que simplesmente não conseguiu entrevistar alguns nomes, considerados pela imprensa especializada como exemplos de sustentabilidade na moda brasileira, para uma grande matéria que ela está preparando sobre o assunto. Para que os sites e revistas de moda citem parcerias ínfimas e sazonais (do tempo de uma coleção) com um pequeno grupo de bordadeiras de sei lá da onde, as marcas fazem de um tudo. Agora, pra falar sério, elas somem.

E a imprensa de moda muitas vezes corrobora com tudo isso, dando espaço pra notícias sem muita relevância e tratando-as como grandes ações verdes. Por puro despreparo, eu acho. Sei lá, é apenas um pensamento que ocorreu cá com meus botões. Gostaria, agora, de saber a opinião de vocês sobre o assunto. E pra terminar, deixo aqui um texto de uma pesquisadora da Columbia University, a Carolina Murphy, sobre “o que é moda sustentável”. Achei interessante e pertinente.

Reproduçãomoda-ecologica-sustentavel
Isso que é moda verde

“Sabe aquela camiseta de algodão natural do seu armário que traz geralmente uma mensagem amigável, insígnia de banda de rock ou política? Na verdade, a camiseta pode ser a roupa mais ambientalmente tóxica que você possui. E no Brasil cerca de 450 milhões de peças de camisetas são produzidas por ano. De acordo com estudo do IISD (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável), para confeccionar uma camiseta de 250 gramas, na China, utiliza-se, em média, 160 gramas de agrotóxicos. Uma pesquisa do Departamento Agrícola dos Estados Unidos aponta ainda que cerca de um terço dos pesticidas e fertilizantes produzidos no mundo são pulverizados sobre o algodão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 25% dos inseticidas produzidos mundialmente são utilizados na plantação do algodão e quase metade deles são extremamente tóxicos. O Aldicarbe (ou Temik 150) é, por exemplo, o segundo pesticida mais utilizado na produção de algodão mundial e apenas uma gota dele, absorvida pela pele, é suficiente para matar um adulto. Levantamento do IISD em conjunto com o Centro para Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Academia Chinesa das Ciências Sociais de Beijing revela que o algodão está no topo da lista de produtos que precisam de controle ambiental. Isso porque a água, os agrotóxicos utilizados no cultivo de algodão, os resíduos deixados nos rios e os restos despejados em aterros fazem com que o ciclo de vida da sua humilde camiseta de algodão tenha deixado um rastro ecológico gigantesco.

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Algodão está no topo da lista de produtos que precisam de controle ambiental

Isso explica por que celebridades, como Jason Mraz, apareceram nos Grammys usando ternos de plástico reciclado. Mas o movimento de “ecologização” da indústria da moda levanta uma pergunta ainda mais relevante: o que seria a moda sustentável? Para encontrar respostas coerentes e práticas seria necessária a opinião de profissionais do lado menos atraente da indústria da moda, como pesquisadores ambientais e engenheiros de produção especializados na fabricação de tecidos, envolvidos em estudos de impacto ambiental.

Para desenvolver uma peça de roupa verdadeiramente orgânica que não seja financeiramente exorbitante, designers, estilistas e consumidores de moda, precisam trabalhar em conjunto com profissionais especializados em gestão de sustentabilidade. No entanto, para ser qualificado como orgânico, o algodão ou lã precisam passar por inspeções e processos sofisticados para não serem tocados por produtos químicos e substâncias tóxicas. Mas a indústria têxtil mundial encontra grande dificuldade para definir os padrões de qualidade mínimos necessários à criação de um produto realmente orgânico e sustentável.

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Jason Mraz e seu “eco-tux” feito com garrafas pet recicladas

No Brasil, diversos produtores da Paraíba já trabalham com a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements) para atender à legislação referente a produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos. Em 2007, cerca de 7.500 hectares nos Estados Unidos foram dedicados à safra de algodão orgânico. E programas como o “North American Organic Fiber Processing Standards” já estão se popularizando junto à indústria da moda.

De acordo com as projeções do DataMonitor, o mercado varejista de vestuário no bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) deverá chegar a US$ 253,6 bilhões em 2013. Por ser o principal produtor e importador de algodão cru e o maior exportador de tecidos de algodão e vestuário acabado do mundo, a indústria têxtil chinesa tem grandes interesses neste novo cenário. Sendo assim, ela já está se organizando para estabelecer requisitos necessários à obtenção de escala na cadeia de produção de roupas orgânicas. Sua cadeia produtiva já passou por danos que precisam ser resolvidos. O avanço do vasto deserto de Takla Makan, por exemplo, cujas dunas engoliram cidades inteiras e apavoram os moradores dos subúrbios de Beijin, tem sido associado à produção industrial do algodão em larga escala na província árida de Xinjiang ocidental.

Além da indústria têxtil, o universo da moda também está se mobilizando. No mês passado, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em Genebra, realizou a EcoChic: um desfile de moda sustentável, em que designers conhecidos criaram peças de fibras naturais fabricados de forma mais sustentável. Em fevereiro de 2010, na Fashion Week de Londres, a exposição “Estethica” foi dedicada à moda ecologicamente sustentável. Em março de 2010, o Fashion Institute of Technology em Nova York, uniu forças com a Universidade de Delaware e com a escola de design Parsons para montar uma exposição de moda sustentável, intitulada “Passion for Sustainable Fashion”, na qual os estudantes criaram roupas com matérias de origem ética e matérias-primas ecologicamente neutras.

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Desfile de uma das marcas participantes do “Esthetica”, dedicada à moda ecologicamente sustentável, durante a Semana de Moda de Londres

Outra alternativa seria o processo de reaproveitamento de produtos descartados como o Upcycling, do qual o terno de Jason Mraz é um bom exemplo. O problema é descobrir como fazer o Upcycling em escala comercial. O importante é a conscientização de que sustentabilidade não se trata de modismos passageiros e sim de um assunto que deve ser abordado de forma coerente e séria.”

Carolina Cabral Murphy é pesquisadora da Columbia University e fundadora da MicroEmpowering.Org com sede em Nova York (EUA)
e-mail: acm2134@columbia.edu

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Update, em 19 de julho: Saiu a matéria da Carolina Derivi na “Página 22″. Recomendo muito a leitura!




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