22 de Outubro | 2012
House of Style de volta à MTV gringa


Não é de hoje que venho falando do retorno dos anos 90 à moda… E o lançamento da MTV americana na semana passada só vem pra corroborar essa idéia: apresentado pela primeira vez por ninguém menos que Cindy Crawford, o sucesso “MTV House of Style” está de volta! Dessa vez, quem assume o programa, que primeiro será veiculado na internet pra depois ir ao ar na TV, é a dupla de beldades Karlie Kloss e Joan Smalls. No primeiro episódio da nova versão, as tops mostram a correria da vida delas entre provas de roupa e desfiles. Também entrevistam Stella McCartney e Jean Paul Gaultier e contam sobre infância, adolescência – Joan Smalls usava duas meias pra disfarças as canelas finas – e o começo da carreira. Olha que legal:
É muito cedo pra dizer se o programa terá o mesmo sucesso que nos anos 90, mas fato é que, pra bombar o lançamento, o canal disponibilizou na internet o arquivo completo de 10 anos de programa! Tem entrevistas incríveis com nomes como Gianni Versace e Franco Moschino, além de muitas cenas de bastidores da trindade dos anos 90 (Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington) em ação…
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A MTV gringa disponibilizou na internet o arquivo completo de 10 anos de programa comandado por Cindy Crawford
Só um aviso: se você entrar pra ver o arquivo, é capaz que não consiga voltar ao trabalho pelo resto do dia…rs.
19 de Outubro | 2012
A arte radical de Tehching Hsieh


Tá rolando até o dia 9 de dezembro a 30ª Bienal de São Paulo, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Sob o título “A iminência das poéticas” e curadoria de Luis Pérez-Oramas, a mostra recebe 110 artistas neste ano, sendo 21 deles brasileiros. Dei um pulo lá no último sábado e passei quase um dia inteiro pra ver tudo – pra quem gosta, recomendo, aliás, dois dias de visitas, pra conseguir ver todas as obras com bastante calma. E, de todas as coisas legais que vi, o que mais me impressionou foi o trabalho do taiwanês Tehching Hsieh… É de ficar de queixo caído! Pra explicar, reproduzo aqui o texto da curadoria da Bienal:
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Entre 78 e 79, o artista permaneceu um ano confinado em uma cela em seu estúdio – sem ler, escrever, conversar, escutar rádio ou ver televisão
“Colocando-se em situações limite que levantam indagações sobre as fronteiras entre a experiência artística e as vivências cotidianas, Tehching Hsieh foi responsável pela elaboração de uma das obras mais radicais produzidas na cena artística contemporânea. Seus cinco primeiros trabalhos tiveram duração de um ano cada – “As performances de um ano” – e foram compostos por uma sequência de desafios de extrema dificuldade física e mental e que o artista se auto-impôs.
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Entre os anos de 1980 e 1981, comprometeu-se a registrar, com um relógio-ponto, todas as horas do dia ao longo do período de um ano
Em sua primeira performance, realizada entre 1978 e 1979, Hsieh permaneceu um ano confinado em uma cela em seu estúdio – sem ler, escrever, conversar, escutar rádio ou ver televisão. Entre os anos de 1980 e 1981, comprometeu-se a registrar, com um relógio-ponto, todas as horas do dia ao longo do período de um ano. Na terceira experiência, datada dos anos 1981 e 1982, passou 365 dias vivendo nas ruas de Nova York sem entrar em nenhum espaço coberto.
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Na terceira experiência, datada dos anos 1981 e 1982, passou 365 dias vivendo nas ruas de Nova York sem entrar em nenhum espaço coberto
Entre 1983 e 1984 o artista ficou amarrado a uma mulher – a também artista Linda Montano – sem poder tocá-la. Sua última performance de um ano, realizado entre 1985 e 1986, anunciava um distanciamento do mundo da arte e levou o artista a permanecer um ano sem ler, ver, fazer ou falar sobre arte. A partir de então, Tehching Hsieh propôs-se a viver treze anos produzindo arte sem mostrá-la – até completar 49 anos, quando, na virada do milênio, concluiu seu plano e deixou, definitivamente, de atuar como artista.”
Pagou um pau pro cara? Então, não deixe de conferir o trabalho dele pessoalmente! Fica logo no primeiro andar.
30ª Bienal de São Paulo – “A iminência das Poéticas”
Pavilhão Ciccillo Matarazzo: Parque do Ibirapuera
De 7 de setembro a 9 de dezembro, de terças, quintas, sábados e domingos (9h às 19h); quartas e sextas (9h às 22h)
Entrada: gratuita com vans saindo para o metrô Ana Rosa de 15 em 15 minutos.
17 de Outubro | 2012
Talento: conheça Aitor Throup


Divulgação
Shiva Skull Bag, criação de Aitor Throup
Legal essa bolsa de caveira, não? Tão legal que me fez ir atrás do designer dela. E que boa surpresa eu tive! Batizada de “Shiva Skull Bag”, ela é criação de um dos nomes mais promissores da nova safra de designers a desfilar em Londres. Nascido na argentina, Aitor Throup tem tamanha paixão pelo desenho, que foi fazer design de moda na Manchester Metropolitan University. Ali, se graduou com honras de primeira classe, em 2004. Dois anos depois, ele completou um mestrado em moda masculina no Royal College of Art, em Londres.
Neil Bedford/ Reprodução
Aitor Throup em seu ateliê, em Londres
A bolsa que motivou esse post faz parte do projeto “New Object Research”, em que ele rejeita os ciclos de seis meses das coleções de moda e propõe um ciclo próprio, mais longo e não necessariamente de criações inéditas. A proposta do projeto é criar 22 produtos, chamados por ele de arquétipos, que estão sendo lançados na badalada (e super cool) loja Dover Street Market, em Londres. Aitor é fascinado com a anatomia e movimentos. Seus personagens desenhados à mão de forma primorosa são sua principal ferramenta na exploração do tema.
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Aitor é fascinado com a anatomia e movimentos
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Seus personagens desenhados à mão são sua principal ferramenta na exploração do tema
Não é a toa que ele vem sendo disputado por grandes grifes para redesenhar seus produtos clássicos. Este é o caso da Umbro, que o convidou para recriar o kit esportivo da seleção inglesa de futebol durante as últimas Olímpiadas.
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A Umbro convidou Aitor para recriar o kit esportivo da seleção inglesa de futebol
Soma-se a isso o trabalho de direção de arte e produção de moda para publicações top como i-D magazine, Arena Homme+, V-Man e GQ Style, além de parcerias com marcas como Topshop, Levi’s e CP Commpany. É dele também a direção de arte do clipe “Switchble Smiles”, do grupo Kasabian.
Além da anatomia, Aitor traz uma abordagem política no seu trabalho. Na temporada de outono-inverno 2008/09, ele apresentou um desfile chamado “The Funeral of New Orleans”. Junto com a coleção, um vídeo produzido em parceria com o incrível ShowStudio contava a história de cinco músicos e suas lutas para sobreviverem às devastações causadas pelo furacão Katrina em Nova Orleans. Os looks – quase idênticos uns aos outros – só de diferenciavam pelos ombros e golas, que ganhavam peças destacáveis, para proteção contra condições climáticas extremas. E estas mesmas peças, quando destacadas, serviam para proteger instrumentos num engenhoso sistema de zíperes.
Demais, né? Nesse vídeo, é possível ver uma retrospectiva de seu trabalho entre 2004 e 2010 só (!!!) com estudos de modelagens de calças:
Taí um nome pra acompanhar de perto! E se você quiser saber mais, o Luigi Torre falou dele lá no About Fashion e o Sylvain Justum, antenadíssimo, já apresentava o rapaz em 2007 em seu Hypercool. Ah, tem também uma entrevista bem boa, em inglês no blog Style Savage.
09 de Outubro | 2012
Vote no Desafio das Cores!


Queridos leitores, o Descolex está participando do Desafio das Cores da Converse e eu gostaria muito de pedir o voto de vocês! Depois de passar por duas fases e vencer de concorrentes bem fortes, estamos numa final emocionante… Tá pau a pau! A votação termina hoje e queria muito a ajuda de vocês. É bem simples:
- Entra nesse link: conv.rs/desafio
- Autoriza o app (relaxa, ele não vai publicar nada no seu perfil do Facebook… é só pular essa opção!)
- Vota no time vermelho e pronto, tá feito!
Não demora nem 2 minutinhos e você terá feito sua boa ação do dia. Se você gosta do blog, dá uma forcinha?
Super obrigado desde já!












