Quem freqüenta, sabe: se tem uma coisa que não falta em qualquer rave, em qualquer festa ou balada de música eletrônica é óculos escuros. No primeiro dia de Skol Beats – o único em que eu fui – não podia ser diferente. Mas isso não é novidade para ninguém. O que realmente chamou a atenção foi a enorme quantidade de chapéus desfilados… Uma amiga até comentou: “Agora nem tem mais graça usar chapéu. Todo mundo tem”. Entre os modelos mais comuns estavam as tocas “à la Jamiroquai” e o chapéu no estilo gângster.

Outro fato interessante é que a edição de 2007 do maior festival de música eletrônica da América Latina reuniu tribos mais variadas. Este ano, os moderninhos e os tradicionais (porém, poucos!) cyber-manos dividiram espaço com o pessoal do hip hop. Tudo por conta da tenda Terra Urban Beats, que reuniu várias atrações de hip hop e black music.

Enquanto a organização apostava em nosso estilos musicais, o público antes cativo de psytrance ficou de fora. Segundo matéria publicada na Folha de S.Paulo, “os ‘chapéus de gnomo’, sucesso em raves do género, ficaram encalhados nas prateleiras da tenda Mercado Mundo Mix”.
Na tenda DJ Mag, Diesel e Armani eram quase uniforme dos musculosos sem camisa que lotaram a apresentação de David Guetta, uma das atrações mais aguardadas entre os gays. De resto, muitos shorts (mesmo com aquele frio do cão!), cabelos repicados, roupas justas, muitos acessórios e , é claro, as indefectíveis botas de cano alto com salto plataforma.
- As imagens são de Murilo Ganesh, do site Balada Planet
Matéria publicada no site do Trama Universitário, pela querida jornalista Tatiana Dias.
Cristiane Poelking e Ingrid Isoppo, estudantes de moda na Universidade do Estado de Santa Catarina, têm grande desafio para 2007: são elas que representarão o Brasil no “Arts of Fashion”, concurso internacional de novos talentos da moda. Os projetos das estudantes, classificados para as semifinais, concorrerão com outros sessenta trabalhos de estudantes do mundo inteiro.
“Tinha universidade de moda até do Uzbequistão participando”, conta Ingrid. Essa é a primeira edição internacional do “Arts of Fashion”, que, para Ingrid, foi “mal divulgada”. Mesmo assim, participaram 420 universitários de noventa escolas de moda do mundo. Cristiane e Ingrid ficaram sabendo do concurso por professores da faculdade, que também “deram uma força”. Ingrid já tem experiência com moda – foi modelista de vestidos de noiva e “estagiária explorada”, como conta, de uma marca internacional. Cristiane, não. As estudantes entraram com cara e coragem no tema “Confusão”, proposto pela organização do evento.
Croqui de Ingrid
“O tema é muito legal, te dá idéias mil. Me inspirei no trabalho do artista Vik Muniz, e sua recriação sobre lixo, e pensei numa pessoa em construção”, conta Cristiane, que criou a coleção “Eu e nós”. Ingrid fez outra viagem: se inspirou nas neuroses humanas e nos problemas causados pela tecnologia e criou a coleção “Mentes confusas”.Nessa primeira fase, classificatória, as estudantes enviaram três looks da coleção e amostras de tecido. Agora, devem confeccionar os modelos e preparar um desfile para ser apresentado em Miami, nos dias 2 e 3 de novembro. Além do trabalho, Ingrid e Cristiane têm outro desafio: precisam de patrocínio. “A universidade tem nos apoiado, mas não tem como arcar com patrocínio”, explica Cristiane. Por isso, agora elas estão visitando lojas e empresas em busca de parcerias.
Croqui de Cristiane
Na final em novembro, as universitárias podem ganhar estágios com estilistas internacionais, cursos e uma bolsa de 80% de mestrado em Paris. As duas universitárias já planejavam uma carreira internacional. “Já pensava em fazer especialização fora quando me formasse, mas nunca me passou pela cabeça que as coisas pudessem ser antes”, conta, empolgada, a estudante Cristiane.