
Quem viu os convites mega-fofos para a apresentação da Sommer nesse Fashion Rio? A marca – que pretende transportar o público para outras galáxias com suas peças cheias de referências psicodélicas – distribuiu art-toys para convidar o povo para o desfile que rolou hoje no Planetário carioca. Adoooorei! Para quem ainda não conhece, o movimento toy art surgiu no Japão (sempre, né…rs) lá pela década de 90. A designer Keiko Miyata, que estufava bichos de pelúcia em uma fábrica, teve a idéia de produzir bonequinhos exóticos, de diversas cores e tamanhos… fez sucesso depois de uma exposição em Londres e espalhou a moda pelo o mundo. Com a toy art, os brinquedos perdem a função de agradar o público infantil, e são reinventados por artistas, criando uma nova vertente da arte contemporânea que une linguagens do design, da moda e da arte urbana.

O sucesso é tanto que diversas marcas e estilistas andam criando seus brinquedinhos. Roberto Cavalli, por exemplo, lançou neste mês o Qee, um boneco de vinil super extravagante, que usa um vestido de noiva de tule com estampa prateada da coleção 2007, apresentado na passarela pela top-model Naomi Campbell. A partir de hoje, o bichinho estará disponível para compra no
e-Bay e a arrecadação das vendas será destinada a para a versão italiana do
TeleTon.
Já no Brasil, um dos principais núcleos de toy art é a
Plastik, em São Paulo. Com projeto arquitetônico do hypado Marcelo Rosenbaum, a loja é o lugar ideal para quem busca um presentinho bacana e moderno a preços que variam de R$ 20 a R$ 1000. Projeto da museóloga e colecionadora de toy art Nina Sander, a loja conta ainda com uma galeria no segundo andar e também vende livros de arte e gravuras de artistas da tudo-de-bom galeria
Choque Cultural. A coisa anda tão forte por aqui que em Setembro de 2006 rolou a
Mocotoy, primeira Mostra Coletiva de Toy Art Brasileira. Titi Freak, Nina, Silvana Mello, Flip, Nunca e outros nomes de peso das canetas, pincéis e sprays assinaram os bonecos da exposição que aconteceu na Galeria Melissa.
Para quem ainda não conhece essas belezinhas ou ficou com vontade sair comprando, recomendo dois endereços na web: o fotolog da Dpersona e o site da Tosco Toys. Se joga!

Serviço: Plastik (rua Dr. Melo Alves, 459, Cerqueira César, região oeste, tel. 11 3081-2056)
- A primeira foto, o convite para o desfile da Sommer, foi retirado do site da Erika Palomino.
- A segunda foto, o Qee de Roberto Cavalli, foi retirado do italiano Toys Blog.
- A terceira foto foi retirada do fotolog da Dpersona
Mandaram um link para mim de um blog muito engraçado chamado “Moda, Dor e Suor”. Acho que perdi mais de uma hora lendo ele… Hiper-ultra-mega-politicamente incorreto, ele conta “tudo que rola nos backstages da vida e ninguém tem coragem de contar”. Sob os pseudônimos de Tanza, Chicosa e Patomino, os autores desse blog descem o pau em todo mundo, de Regina Guerreiro à Alexandre Hercovitch. Verdades ou mentiras a parte, dá pra rir muito com texto pra lá de viperino deles. A única coisa chata é que aparentemente o blog foi abandonado, já que o último post data de Julho do ano passado. De qualquer forma, vale a visita
Ah, depois não esqueçam de dizer o que acharam do blog…

As festas open-air realizadas quase que semanalmente pelo país afora estão contribuindo para a popularização de uma arte milenar: o malabarismo. Dia após dia pipocam encontros de pessoas interessadas em aprender novos truques e trocar informações. Em São Paulo, o mais tradicional é o Encontro no Beco, que acontece toda segunda-feira na Vila Madalena. Ali, a mistura é total. Enquanto no som rola de mpb a psytrance, artistas de rua, estudantes e os mais diversos profissionais lançam no ar ao mesmo tempo, muitas bolinhas, claves de fogo e fitas coloridas.
“As segundas-feiras deixaram de ser tão chatas. A gente vem, encontra os amigos, um ensina os truques para o outro”, diz a estudante de jornalismo Carolina Derivi, que teve contato com o swing poi (um tipo de malabares que utiliza correntes e um peso com fitas coloridas amarradas nas extremidades) há poucos meses. “Fui para a Universo Paralello no final do ano passado e me apaixonei”, conta.
Os motivos do maior interesse pelo malabarismo são vários: desde as apresentações em raves até os benefícios físicos que a brincadeira traz. O fato é que essa é uma arte que vai passando de um praticante para outro, no boca-a-boca. “Eu já ensinei para outras amigas. Elas me vêem fazendo e pedem para aprender”, conta Ana Carolina, produtora de eventos que freqüenta o Beco há dois meses.
Surgido na China, o malabarismo aos poucos foi se espalhando pelo mundo e teve seus conceitos difundidos quando foi incorporada à cultura clubber, justamente por trazer alegria e interação entre os praticantes. Desde a metade dos anos 90 os malabares eram jogados em festas em Londres. Não demorou muito para os brasileiros conhecerem a moda, gostarem da idéia e trazê-la ao país.
Para quem se interessa pelo assunto ou para quem sempre teve vontade de fazer malabares e não sabe como começar, uma passada no Beco pode ser uma boa pedida. O local faz parte de um projeto de revitalização de uma área abandonada e degradada, que se transformou numa verdadeira galeria de arte a céu aberto: nas paredes, um incrível trabalho de grafitagem desenvolvido por integrantes do Projeto Cidade Escola Aprendiz.
Ali, uma vez por mês, acontece também o “Circo no Beco”, um espetáculo aberto, que busca promover e difundir a arte circense e a arte de rua. Além dos malabares, são realizadas apresentações de acrobacia, monociclo, trapézio, tecido, perna de pau e outras linguagens artísticas, como teatro, dança, poesia, artes plásticas e música. A organização e a produção têm uma estrutura de funcionamento aberta e horizontal e não conta com nenhum apoio financeiro, apenas o bom e velho chapéu.
Benefícios Físicos
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Regensburg, na Alemanha, e publicada na revista científica “Nature” traz uma boa notícia: a prática de malabares pode gerar mudanças na estrutura cerebral. Os pesquisadores acompanharam um grupo de 12 pessoas que começou a treinar malabares. Após três meses, os pesquisadores descobriram, com uma técnica que mede a concentração do tecido cerebral, que houve um aumento de 3% em duas regiões responsáveis pelo processamento visual das pessoas desse grupo. Nos três meses seguintes, a orientação foi a de que o grupo parasse o treino. Um novo exame mostrou que as regiões haviam voltado quase ao estágio inicial.
ENCONTRO NO BECO. Toda 2ª feira, das 18h às 22h, na r. Belmiro Braga, esquina com r. Luís Murat, Vila Madalena, São Paulo.

Essa matéria foi originalmente publicada no Psyte.
A segunda foto foi retirada do site PlayPoi e o malabarista é Nick Woosley.