Tô passado! Tá todo mundo falando de atitudes eco-responsáveis, sustentabilidade, seqüestro de carbono… E acabo de ler no Terra que a Cantão foi autuada pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), no Rio de Janeiro, acusada de crime ambiental! Sabe qual o motivo? As sandálias da coleção 2007, que custam módicos R$ 1,2 mil o par, trazem borboletas mortas nos seus saltos de acrílico… As espécies ainda não foram identificadas pelo Ibama. Mas, se forem da fauna brasileira, a empresa deverá apresentar em até 20 dias a nota fiscal de criador nacional. Se forem estrangeiras, será exigida nota de importação. A multa é de R$ 8 mil. Tesc, tesc, tesc…
Li no Rraul que o Skol Beats vai ser dividido em dois dias neste ano, em vez de um só, como sempre foi. Achei ótimo! Ano passado jurei que não voltava mais… Lembra a angústia que foi o show do Prodigy? Incusive, a festa foi considerada o pior evento de 2006 pela Veja São Paulo. A organização quer seguir a linha do Nokia Trends, que preferiu um evento menor e fez sucesso. Quanto ao line-up, Thiago Ney, da Folha de S.Paulo, adiantou uns nomes: Miss Kittin (amooo), Laurent Garnier, M.A.N.D.Y, David Guettam, Donnacha Costello. Ah, também ta circulando um papo de que a festa irá voltar para sua antiga casa, o Autódromo de Interlagos. Tomara!
E vocês? O que acham do Skol Beats? Perdeu a graça? Vale a pena ir?
Quem circulou pelo SPFW certamente já entende todo o conceito por trás da expressão “carbon free”. Resumidamente, carbon free é qualquer coisa produzida de forma neutra, sem a emissão de carbono. A ffwMAG! desse mês, por exemplo, é assim: especialistas calcularam quantas árvores deveriam ser plantadas para que todo o carbono desprendido na sua produção fosse neutralizado. Idéia bacana, não? Mas, agora, saca essa: um pessoal da Holanda está criando clubes energeticamente auto-sustentáveis!
Funciona mais ou menos assim: o movimento das pessoas dançando sobre uma pista apoiada em pistões geraria uma quantidade de energia mecânica suficiente para ser transformada em grande parte da eletricidade necessária para o funcionamento do clube. Além disso, a boate não teria ar-condicionado, apenas turbinas de vento no teto. Há também outros detalhes, como abastecimento dos banheiros com água da chuva, flyers em papel carbon-free e bebidas orgânicas no bar. O projeto idealizado pela empresa de sustentabilidade Enviu e pela produtora Döll se chama “Sustainable Dance Club” e foi apresentado oficialmente em outubro na festa The Critical Mass, que levou 1500 pessoas ao clube Off Corso, em Roterdã. Com apelo fortíssimo baseado no “aproveite a vida ajudando o planeta”, a idéia deve ser implantada em esquema de parcerias. Nova York e Melbourne já estariam na lista para ter clubes sustentáveis.
Para entender um pouquinho melhor esse lance da pista, vejam o vídeo:
Ai, como os Holandeses são mudernos….