/ Categoria / viagem



31 out

Matérias sobre o Minas Trend Preview pré-inverno 2012 dá pra encontrar em vários sites e blogs que cobriram o evento. Por isso, neste post, pensei em fazer uma coisa mais pessoal e contar como foram os dias aqui em Belo Horizonte – a primeira vez na vida que estive na cidade! Posso afirmar com certeza, que de todas as cidades que conheci no Brasil, esta ocupa a terceira posição no ranking do meu coração (que cafona!). Mas é sério, gente. Depois de SP e Rio, BH me encantou por três motivos:

1. A comida ma-ra-vi-lho-sa

Glauco Sabino
Bar-restô-livraria imperdível!

Nesse quesito, se você vir à BH, recomendo conhecer o “Café com Letras” e o “Redentor”. O primeiro é um misto de bar-restaurante-livraria super charmoso. No dia que eu fui, ficamos com mesas na calçada, enquanto rolava um sonzinho de um DJ. Prove o pão de queijo com queijo cambert e geléia de Damasco. Sensacional! Já o “Redentor” lembra muito o “Belmonte” do Rio – tem até a calçada igual à de Ipanema, com suas ondas. E, numa terra onde a cachaça é o carro chefe, a carta de chopes deles surpreende. Pra comer, duas sugestões: “Jabá Porta Bandeira” (jornalista adora um jabá, né?), que é uma carne-seca desfiada acebolada e puxada na farinha; e o bolinho de picanha recheado com queijo coalho. My god! A perfeição existe.

2. Gente linda

Uma pessoa querida que tirou pra gente
Eu e o Caio Braz na abertura do Minas Trend. SP e Recife representando!

Seja você gay ou hétero, homem ou mulher, vai se dar bem em BH. Ô povo bonito, sô! Fiquei passado… Eu fui em duas baladinhas numa quarta-feira, único dia que tinha disponível. A dDuck é micro: sobe uma escada, tem uma pista com um bar, uma área de fumante e that’s it. O povo é mais arrumadinho, o som é mega eclético e bem gay; pouquíssima mulher. Depois fui pra Velvet, onde tava rolando um Halloween. E esse tipo de festa é sempre exótica, né? A balada é meio podrinha, maior que a dDuck e bem mais cheia. O som também é a mesma coisa, mas ainda rola uns funks. Tem muito teenager, mas dá pra garimpar uns tatuados sujos bacanas… hahaha. Ainda me falaram da Obra e da Josefine. Diz que são o máximo, mas não deu tempo de conhecer.

3. Povo simpático

Glauco Sabino
Mercado Central de BH

Não sei se era eu que tava nesse clima “turistando”, mas achei o povo aqui tão simpático. Adoram uma prosa! São solícitos, educados e têm um sotaque que é muito delícia. No Mercado Central, onde você compra “diuntudo”, você vai passando por aqueles queijos maravilhosos e vai provando, conversando com os vendedores. Não tem cara feia, sabe?

Glauco Sabino
Diuntudo: de farinha-de-qualquer-coisa a flores

Os taxis também foram surpreendentes. Além de muito mais baratos que os de SP, não fiquei nenhuma vezinha sequer com aquela sensação que tava sendo enganado, saca? Acontece muito quando viajo e não conheço o lugar.

4. Por fim e não menos importante, as modas

Glauco Sabino
A entrada do MTP, no Expominas

O Minas Trend é um evento enorme, muito organizado (tem lá seus problemas, mas nada que fuja do normal). Eu vim para cobrir com o GNT Fashion uma única apresentação, a da Mary Design – no lugar de um desfile tradicional, ela armou uma performance no bonito Museu de Artes e Ofícios. Mary faz bijuterias sustentáveis muito especiais, todas manufaturadas por comunidades carentes de uma cidade próxima, chamada Caeté.

Glauco Sabino
Alguns looks da coleção da Mary Design

Aliás, manufatura é a palavra pra definir a moda mineira. Eles têm esse apreço e talento pelo artesanal, pelo bordado, pelo tricô… Tudo muito bonito. Destaque também pra Apartamento 03, de Luiz Claudio, que mostra que é possível unir a tradição artesã com uma moda contemporânea e pro bordado precioso de etiquetas como Barbara Bela e Patrícia Bonaldi.

Uma coisa que eu achei supercuriosa é que a primeira fila do MTP tem “lugares eternos”: eu era A21 e em todos os desfiles seria sempre no mesmíssimo lugar. Bom isso, né? Mas só funciona lá. Também dei um role pela famosa Savassi. Eu achava que era tipo uma rua Oscar Freire, mas é um bairro onde as lojas e os points estão todos espalhados. Queria muito ter ido na loja do Ronaldo Fraga, mas não deu. Em compensação, conheci duas lojas bem simpáticas:

Glauco Sabino
O Caio, que me levou pelo tour pela Savassi, fez as vezes de modelo também!

Glauco Sabino
Olha o macacão de bebê que fofo!

A Chari tem camisetas com estampas muito bacanas, meio pop. Tem umas roupas de bêbe fofas e uns colares de MDF bem divertidos.

Glauco Sabino
A papelaria Patrícia de Deus

Já a papelaria Patrícia de Deus tem agendas, calendários e toda uma lista de coisinhas de escritórios muito fofas e lindas. As vendedoras são uns amores e dão toda a atenção que a gente gosta!

Todos os lugares que eu citei no post, estão linkados pros sites pra você poder pegar os endereços. Se você não conhece BH, tem que ir! Dá próxima, quero ir pra ficar unas 10 dias e ver se eu tenho mais sorte e conheço a famosa Inhotim, que tive que deixar pra traz por conta de um chuvão que deu bem no único dia que eu tinha pra fazer esse passeio.

13 set

Se tem uma coisa que me deixa profundamente preocupado quando eu decidir voltar pro Brasil é sobre como eu vou fazer pra carregar tantos livros que eu já comprei aqui em Londres (e em Berlim também!) na mala. Gente, sabe aqueles livros de fotos incríveis e enormes que a gente vê na loja e fica babando sem nunca levar porque custam 300 contos? Aqui, dá pra encontrar um monte deles por, tipo, 50 reais. É muito muito barato mesmo. E o meu problema ficou maior ainda depois que a Thais Losso, estilista queridíssima, passou por aqui e me deu a dica de quatro livrarias de moda sensacionais. Cada uma tem sua particularidade, mas são visita obrigatória pra quem está planejando uma futura viagem pra cá:

ReproduçãoSoho-Original-Books

Soho Original Books
Localizado na região gay mais turística de Londres, é um misto de livraria e sex shop. Mas, esqueça aquele ambiente obscuro de inferninho com vibradores pendurados nas paredes, ok? Trata-se de um lugar super cool, de decoração charmosa, com gente interessante passeando pelas prateleiras que misturam livros de fotografia erótica com obras dedicadas ao design e à arquitetura numa boa. Sem falar nos livros raros de moda, nas melhores revistas do mercado e coisinhas para presente.

121 Charing Cross Road
Estação do metrô mais próxima: Tottenham Court Road

Reproduçãoclaire-de-ruen-books

Claire de Rouen
Saindo da Soho Original Books, você entra numa portinha à direita e sobe as escadas. Você estará na Claire de Rouen, a livraria preferida dos estilistas David Bailey e Giles Deacon. Fundada pela ex-gerente da legendária e defunta livraria de arte “Zwemmers”, o espaço é dedicado exclusivamente à moda e fotografia. Tanto que nela há dois espaços de exposição, um deles reservado somente para apresentar novos talentos. Nos seus estoques, diversos títulos, incluindo edições raras, antigas, de colecionadores e algumas assinadas pelos próprios autores. Marcando um horário, a própria Claire acompanha você na sua pesquisa, te deixando de boca aberta com seu conhecimento e memória referencial de moda.

125 Charing Cross Road
Estação do metrô mais próxima: Tottenham Court Road

Reproduçãord-franks-books

RD Franks
Fundada em 1877, a RD Franks é o melhor destino para os apaixonados por revistas. Dizem que é a que possui a maior variedade de títulos especializados em moda aqui em Londres. Me contaram que, uma vez, uma cliente estava desesperada já, procurando a edição da Vogue Itália dedicada aos negros. É realmente bem difícil encontrar a versão italiana da publicação por aqui e ela precisava muito da revista. Sugeriram que ela ligasse na Franks. O vendedor do outro lado responde: “Temos sim”. Sem acreditar, ela diz: “Mas, vocês têm certeza que é aquela com a Naomi Campbell na capa?”. A voz do outro lado: “Claro. Quer reservar?” Ela: “Com certeza”. O vendedor: “Para quem devo reservar?”. E ela: “Naomi Campbell”. Verdade ou mentira, pelo menos a história é boa.

5 Winsley Street
Estação do metrô mais próxima: Oxford Circus

Reproduçãothe-dover-bookshop

The Dover Bookshop
Essa é perfeita pra quem vem a Londres fazer pesquisa de referência, seja estilista, designer ou ilustrador. É que a loja é especializada em material “copyright and permission free”. Você pode escolher levar o livro inteiro ou CDs de imagens e depois fazer o que bem entender com elas quando chegar em casa, sem se preocupar com direitos autorais. Desde 1986 eles pesquisam, reúnem e colecionam esse tipo de material. Portanto, o arquivo deles é extenso, cobrindo diversos estilos e épocas. No site, da para pesquisar uma parte desse acervo, mas se você quer algo especifico, pode solicitar pessoalmente ou por e-mail. É de cair o queixo.

18 Earlham Street
Estação do metrô mais próxima: Covent Garden

25 ago

Glauco SabinoBerliner-Dom-Berlim
Berliner Dom

Vou confessar que estava super com pé atrás de ir pra Berlim. A cidade nunca foi meu objetivo ao vir pra Europa, mas acabei decidindo em ir porque as passagens estavam realmente baratas. Tinha essa impressão errônea de que os alemães são frios e estava apavorado com o fato que eu não sabia uma palavra da língua. Enorme engano meu. Lá, só tive o prazer de encontrar pessoas ótimas, simpáticas e que falavam inglês perfeitamente. Super tranqüilo: pude me comunicar numa boa com todo mundo mesmo, do vendedor da lojinha de cigarros até o motorista de ônibus. Fiz todos os programas básicos de turista: visitei o Checkpoint Charlie, a linda “Ilha dos Museus”, tirei fotos no Muro, conheci o Portão de Brandenburgo, o impressionante Memorial do Holocausto… Mas, o que mais vai ficar na minha memória é a vibração da cidade, cheia de gente jovem, muitos artistas, galerias de arte alternativas, cafés de uma charmosa decadência e incríveis baladas.

Glauco SabinoMemorial-Holocausto-Berlim
Memorial do Holocausto

A mais incrível de todas, que por sinal é considerada a número 1 do mundo segundo ranking da revista inglesa DJ Mag, é a Berghain-Panorama. Como todos os clubes e bares que eu conheci na capital da Alemanha, ela tem um ar bem underground. Fica no meio do nada, numa zona de fábricas desativadas do leste berlinense. Não há letreiro, nem número. Você só sabe que está chegando perto quando começa a ver uma movimentação de pessoas rumo à entrada dessa usina abandonada às 5h da manhã. Peguei uma fila tranqüila, de 20 minutos. Mas, muitos amigos disseram que chegaram a ficar mais de duas horas esperando para entrar até serem barrados na porta por um host pavoroso. O cara é de dar medo mesmo. Mas, acho que tive sorte. Entrei fácil.

ReproduçãoBerghain-Panorama-Berlim
A entrada do Berghaim-Panorama, uma das baladas mais lokas que eu já fui na vida

Lá, todo mundo se mistura: gays e héteros, roqueiros e hippies, patricinhas e lethers… No térreo, há uma lojinha improvisada e a chapelaria. Subindo uma escadaria, chega-se à pista principal, que é a porção Berghain do clube. Com pé-direito de uns 15 metros, tem som entre house e techno. Outro lance de escadas leva ao segundo andar, a metade Panorama do espaço. A pista funciona no centro de um grande recinto quadrado, com paredes de ladrilhos brancos. O DJ toca num balcão baixo, bem ao alcance do público, vertentes de house, tech house, deep house… Incrível é quando, no auge da festa lá pelo meio-dia, eles abrem por segundos as enormes persianas do espaço deixando a luz do dia entrar. A galera fica eufórica.

Divulgaçãoberghain-flyer-2010-08-1
Flyer do mês de Agosto

Só que as pistas são só uma parte do programa: um passeio pelos corredores da usina revela lounges, com sofás muito velhos, ante-salas para banheiros fervidíssimos e até um jardim, onde, lá pelas 15h, rola uma terceira pista improvisada que lembra uma mistura de rave com pool party. Enfim, Berghaim-Panorama é uma balada que merece o título que tem, onde é fácil conhecer pessoas e o único desejo de quem vai ali é de se divertir como se não ouvesse amanhã. Já quero voltar pra lá.

Glauco SabinoEast-Side-Gallery-Muro-Berlim
East Side Gallery, no Muro de Berlim

No Flickr do Descolex, eu postei uma galeria de fotos da East Side Gallery, maior trecho remanescente do Muro de Berlim, onde artistas de diversas partes do globo fizeram intervenções. Algumas pinturas e grafites são bem legais, outras parecem mais um desenho tosco de criança. Enfim, vocês podem opinar…

Já no site do iG Moda, saiu uma reportagem minha sobre a moda em Berlim, com um guia de lojas e brechós imperdíveis. Tem até uma loja second hand enooorme, onde a roupa é vendida por quilo! Vai lá ver.

13 ago

Reproduçãoberlim-brandemburgo
Portão de Brandemburgo

Queridos, estou embarcando hoje para Berlim para uma semaninha de férias. Tenho que aproveitar que já estou desse lado do oceano pra conhecer mais as Oropa, né? Mas, na próxima sexta, eu volto contando tudo o que rolou de mais legal na terra do chucrute, das baladas underground e da melhor cerveja do mundo. Bis bald!

6 ago

E eu continuo aqui tentando dar uma de videomaker, fazendo meus vídeos de Londres com uma camerazinha portátil e um movie maker capenga. Mas, tô adorando! Nesse novo vídeo, vocês conferem como foi a Parada Gay de Londres, que rolou no dia 3 de julho. Eu sei que faz um tempinho, mas dêem um desconto: editar vídeos dá um trabaaalho. Espero que gostem e comentem!

Página 1 de 3123»