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31 out

Eu prometi, algumas pessoas escreveram cobrando e eu pago a divida agora. Como vocês sabem, vivi um drama fashion pré-Moda Brasil. Conversei com diversos amigos e todos foram unânimes: terno é um investimento. Apesar da grana ser alta na hora de pagar, é o tipo de roupa que você sempre vai ter e sempre vai precisar. Como vida de jornalista em começo de carreira não é nada mole, tive que pedir um “paitrocínio”. Dei o xavequinho de que para ele seria um orgulho ver o filho dele de terno, todo “hominho, que um terno dado pelo pai é carregado de simbologia… Enfim, toda aquela psicologia de botequim que super deu certo: recebi um ok de R$ 600. Minha missão, portanto, era achar um look que coubesse dentro desse orçamento. Na VR da Oscar Freire encontrei o costume (em tempo: terno é quando tem colete. Sem colete, é costume, ok?) que tinha o melhor custo-beneficio. Por R$ 650, levei o traje mais uma camisa azul clarinha super bacana.

Pena que não aparece o tênis! Não tem uma foto de look inteiro, humpf. (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)

O pulo do gato foi comprar a linha infantil, que mesmo assim precisou de muuuitos ajustes. Tiveram que diminuir e apertar tudo. Não ficou um Dior, mas ficou bem bom. Daí, faltava cinto, sapato e gravata. Gente, sapato legal tá pela hora da morte! Quem me salvou foi o Dadi Rodrigues, o queridíssimo produtor deste blog, que me emprestou um tênis Lacoste dele. Ficou ótimo! Era tudo o que eu precisava pra dar uma quebrada na seriedade da coisa e deixar o visual mais a minha cara. Pra completar, usei um chapéu e um colete de alfaiataria que eu já tinha. O Rick Salgado, outro produtor amigo-mega-fofo, me emprestou uma gravata preta fininha e, no final, o resultado era um look “wanna be Justin”. Adorei! E saí do evento com o maior sentimento de dó dos bancários: terno é um inferno de quente. Sou mais meu jeans, camiseta e tênis.

Gente, a minha foto com o look ta aí. Diz nos comments o que vocês acharam, vai?

21 out

Como muitos fashionistas sabem, na próxima quarta tem a entrega do Prêmio Moda Brasil, que irá eleger os 17 profissionais de maior destaque do setor no país, segundo um júri especializado. A festa, que rola no Teatro Municipal, vai ser bafo, com diversos shows… Tudo muito bom até que eu descubro hoje que o convite do evento pede “traje passeio completo”. Drama! Como o próprio Descolex comprova, eu sou zero ligado em trajes mais clássicos. Nem na minha formatura eu fui de terno! E, agora, estou numa enrascada. Tenho duas opções: comprar ou alugar, certo? A primeira alternativa está fora de cogitação. Um terno decente não sai por menos de mil reais. E, nesse caso, prefiro pegar essa grana e viajar, do que comprar uma coisa que vai ganhar mofo no armário. Comprar um terno meia-boca também não rola muito. Afinal, é um prêmio de moda!


Terninhos Dior Homme (alguém quer me dar um?)

A segunda opção é alugar. Só que alguém aí sabe me dizer onde eu alugo um terno bacana, menos careta, com bom caimento pra um cara de 1.68m? E mesmo que o terno role, ainda tem a odisséia do sapato. Nunca vi um lugar que alugasse um sapato ok, elegante. São sempre coisas tenebrosas e até bregas. O que eu faço? “Se ficar, o bicho pega. Se correr, o bicho come”. Nessas horas, queria muito ser mulher. Lá no trampo, em dois minutos todas tinham roupa pro evento. Uma emprestou da outra, a terceria pegou da prima, da vizinha, da irmã da cunhada da menina da academia… E eu com cara de tacho. Outro desejo neste momento difícil era de que isso fosse um red carpet e eu uma celebridade pooooodre de famosa: em dois minutos teria umas 20 marcas querendo me vestir dos pés à cabeça! Só que como isso aqui não é Hollywood, conto com a ajuda de vocês com idéias milagrosas. Nossa-senhora-do-terno-Dior, valhei-me!

P.S: O Luigi, que ta passando pelo mesmo perrengue, vai fazer um post no About Fashion com entrevistinhas-auto-ajuda com stylists e jornalistas. Se você ficou interessado em acompanhar nosso drama, acessa lá depois!