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7 set

Em Novembro tem Casa de Criadores… Talvez, por ser um evento que mostra os trabalhos de novos estilistas, essa semana de moda é a que reúne, na minha opinião, o pessoal mais jovem e mais descolado ever. É onde sempre tem umas montações super legais e diferentonas. Por isso, para já ir entrando nesse clima, fiz uma seleção de sites legais onde tenho visto peças super descolex. Espero que gostem!

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A marca australiana Hayley Mei tem um monte de acessórios em acrílico. O da última foto vem com uma canetinha para você poder escrever o que quiser. Tipo, dá para ferver na balada, usando um apelido. Depois, é só apagar com álcool. Você pode comprar por aqui e aqui. Dica: na Galeria Ouro Fino também dá pra encontrar acessórios super parecidos.

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A Not Bad For a Girl faz camisetas coloridas e com frases legais em estampas bem grandonas. Aliás, eu tenho visto bastante essa coisa de maxi-silks nas camisetas…

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Se esfriar, dá para se jogar nas jaquetinhas da Hellz Bellz. Agora, olha que legal a camiseta que a marca criou: ela traz o lenço marroquino, hit do inverno (bem Balenciaga!), estampado já! Dá para comprar aqui e aqui.

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Para terminar, alguns looks do outono-inverno da nova-iorquina MOB (Most Official Bitches). A marca faz um streetwear para meninas, desenhado por meninas… Como explica um textinho do site, “uma reação às poucas street brands femininas”. Nesse mesmo texto fala-se das inspirações da grife: “design inspiration for the label is literally up from the streets of New York and its clubs, secret hang-out spots and smoke-filled parties, making MOB equal parts chic, smart-mouthed, and definitely not-to-be-messed with.” Cool, né?

21 ago

Alguém me conta uma coisa: esses sapatos bico fino são tendência pra meninos? No blog Vista, Sim! eu vi que eles são “estilo Rocco”. Achei feio… Prontofalei.

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14 ago

Esse blog ama camisetas e eu fico super feliz quando descubro/conheço novas marcas e iniciativas na área. E na semana passada a felicidade veio em dose dupla!

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Fabio Ribeiro, designer têxtil, cria camisetas em homenagem à arte. As peças exclusivas da grife The Lifer são tingidas a mão, apresentando um aspecto envelhecido e trazem estampas lúdicas e criativas. Como ele mesmo explica no blog da marca, suas inspirações são Aleijadinho, Arthur Bispo do Rosário, Gerar David, Hugo Van der Góes, Leonardo da Vinci, Mattia Preti, Sasseta, Oswaldo Cippola e Rembrandt. Bom, acho que os meio intelectuais, meio de esquerda vão adorar (eu amei!). Passa lá pra conferir e comprar a sua…

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Já o querido site SneakersBR, o primeiro do Brasil a tratar da cultura sneaker está lançando uma coleção em parceria com a marca catarinense Korova. Com temas que giram em torno dos grandes ícones desse universo sneaker, a coleção também importa uma outra febre internacional, a das camisetas em edições ultra limitadas, já que, de cada combinação estampa+cor, serão produzidas apenas 30 unidades, vendidas em uma única loja física, ou via internet (com entrega para todo o território nacional). As estampas são desenvolvidas por artistas gráficos brasileiros, com um ponto em comum: “são todos sneaker viciados, incluindo o pessoal da Korova!”, explica Ricardo Nunes, criador do site. As camisetas chegam ao mercado essa semana e poderão ser encontradas na loja Maze, na Rua Augusta, ou no site da Korova.

P.S: A camiseta da esquerda, na última foto, tem quatro ícones de marcas famosas de tênis “escondidos” na estampa. Eu só identifiquei dois: Adidas (três listras vermelhas) e Vans (quadriculado). Você consegue sacar os outros dois?
 

2 ago
Começa nessa sexta-feira a Segunda Mostra de Filmes Hip Hop de São Paulo, no Cinesesc. Serão treze títulos nacionais e estrangeiros, distribuídos em 21 sessões… Tudo de graça. Mesmo para quem não curte muito o gênero, é um oportunidade bacana de conhecer e entender um pouco mais essa cultura que tanto influenciou (e influência!) o streetstyle mundo afora. Um exemplo? O documentário Just for Kicks (De Thibaut De Longeville e Lisa Leone), que investiga a obsessão que a cultura hip hop tem, desde sempre, com tênis. Durante 80 minutos, artistas de rap, atletas, empresários e colecionadores filosofam sobre as razões por trás do fenômeno que fez o calçado se tornar um dos acessórios mais usados no mundo todo. De quebra, dá ainda pra babar nas gigantescas coleções de Nikes, Adidas e Pumas dos caras que aparecem no filme.

Aliás, eu acho que essas são marcas têm muito a agradecer ao Hip Hop. Por serem mais confortáveis na hora de dançar e por terem um preço mais acessível, as calças largas e os itens esportivos viraram quase um uniforme dessa galera. A Nike tanto sabe disso que adotou uma prática que eles definem como “bro-ing”: no começo, uma equipe de marketing ia até as quadras de basquete da periferia para perguntar algo como “e aí, bro, o que você acha desse tênis, dessa calça, dessa camiseta?”. Enfim, pesquisa de opinião. A coisa funcionava tanto que, hoje, a empresa cria e apoia centros de recreação pra periferia, promovendo campeonatos e, é claro, testando seus produtos.

Roupas largas e confortáveis na hora de dançar e jogas basquete

Outro caso interessante é o da Adidas. Reza a lenda que uma vez Russell Simmons, presidente da gravadora Def Jam, procurou executivos da Adidas em busca de patrocínio para o lendário grupo Run DMC, que além de vestir a marca dos pés à cabeça, ainda gravaram o hit “My Adidas”. Os caras da empresa não deram a mínima. Foi aí, então, que Simmons convidou os executivos à assistirem a um show do grupo… Num determinado momento, quando eles cantavam a tal música, um dos integrantes gritou “Ok, todos balançando seu Adidas agora”. Não demorou cinco minutos: enquanto 3 mil pares de tênis balançavam no ar, os executivos sacaram o talão de cheques e começaram uma parceria que levaria a marca ao sucesso.

O look “Adidas da cabeças aos pés” do Run DMC…

… e o tênis comemorativo de 35 anos do modelo Run DMC Superstar
E não são só as grifes esportivas que se utilizam do hip hop pra turbinar as vendas, não. Em 2004, Steve Stoute, ex-produtor de artistas do gênero e consultor de empresas interessadas em se comunicar com um público mais novo, emplacou um sucesso trabalhando para Tommy Hilfiger. O desafio era revitalizar a linha de perfumes da marca. Por sugestão de Stoute, a grife contratou a cantora Beyoncé Knowles como garota-propaganda de uma nova fragrância, a True Star. O estardalhaço feito na campanha contribuiu para fazer do produto o mais bem-sucedido da empresa nessa linha nos últimos dez anos.


Camapanha da Tommy Hilfiger para o perfume True Star, com Beyoncé

Enfim, tudo isso me pensar o quanto os senhores Adorno e Horkheimer estavam certos: a indústria cultural engole e massifica tudo. Vou explicar. Quando surgiu no final da década de 60 e explodiu em meados dos anos 80, o Hip Hop tinha o mesmo caráter de rebeldia e protesto dos primeiros tempos do punk (lembra do meu post semana passada?) e do rock’n'roll. Mas, a exemplo do que ocorreu no passado, rapidamente o estilo musical foi absorvido pela indústria de consumo, transformando-se em uma máquina de fazer dinheiro. E não é só com a venda de discos e ingressos para shows, viu? Uma matéria da revista Exame diz que, de acordo com a consultoria NDP Group, “somente o mercado de vendas de roupas inspiradas no figurino dos astros do momento da música negra movimentou 2,6 bilhões de dólares no ano passado nos Estados Unidos”. É por essas e por outras, que eu termino o post cantando junto com o Public Enemy: “Don’t Belive the Hype”…rs

Pós-post


- Pensei em escrever esse texto no mesmo estilo da semana passada: com um breve histórico do movimento. Pesquisando o material, vi que isso seria impossível. O Hip Hop tem quatro elementos básicos (break dance, grafite, DJ e MC) que demoraraim uma vida para serem explicados, sem contar o monte de subgêneros e vertentes. Espero que tenham gostado do jeito que eu fiz.

- Para quem quiser se aprofundar no tema, tem um livro chamado “Can’t Stop, Won’t Stop – A History of the Hip Hop Generation” (não pode parar, não vai parar – uma história da geração hip hop) que parece ser muito bom. Escrito por Jeff Chang e lançado em 2005, recebeu críticas calorosas da revista New Yorker e do badalado site de música Pitchfork.

- Se você acha o máximo aquela batalhas de MCs, vá ao Studio SP no dia 17 de outubro. Lá irá rolar as eliminatórias da Liga dos MCs 2007, que pretende eleger o melhor MC do Brasil.

- A Wikipedia tem um resumão interessante do movimento Hip Hop

- Esse post foi originalemnte publicado no BlogView

1 ago
Começa essa sexta-feira, dia 3, a Segunda Mostra de Filmes Hip Hop, no Cinesesc. Com entrada gratuita, o evento trará um panorama da cena com documentários, longas de ficção e curtas brasileiros e estrangeiros. Serão 13 títulos, distribuídos em 21 sessões. Ótima oportunidade de conferir “Just for Kicks”, dos diretores Thibaut de Longeville e Lisa Leone. Rodado em 2005, o filme conta a história do surgimento do fenômeno sneaker (a galera que gosta de colecionar tênis) e traça um panorama desse mercado, que chega a movimentar por ano cerca de US$ 26 bilhões em todo mundo. Confira um trechinho aí em cima.

- Esse post foi originalmente publicado no FilmeFashion

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