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8 abr

Divulgação
Camisetas da Do.Ce

Essa história de famoso lançando marca tá pegando aqui no Brasil, né? Depois do jogador Roberto Carlos (com a RC3), de Marcelo D2 (com a Manifesto 33 e 1/3) e de Falcão (com a Jonny Size), descobri que o Chorão, do Charlie Brown Jr. também tem uma grife, a Do.Ce. Daí, lá fui eu dar uma olhada no conceito da marca e na coleção de inverno. As roupas são bem a cara dele: muita blusa de moletom, camisetões, calça jeans, bermudas… Tem até uma estampa de muffin bem divertida, aplicada com esperteza em algumas peças. Mas, se você olhar num geral, vai ver que a grife é tão igual às dezenas de outras que estão nos shoppings mais populares.

Divulgação
O muffin é um dos símbolos da marca

Ou seja, a marca do Chorão não tem nada de novo ou diferente. E não é que eu esteja criticando só por criticar, não. É que a Do.Ce é mais um exemplo de como existem pouquíssimas marcas de streetwear nacionais bacanas mesmo. Cansei de dar notas aqui no blog de labels gringas, que muitas vezes nem têm uma produção enorme, mas fazem sucesso com roupas bem pensadas pra uma galera que tá ligada em moda, tecnologia, música… Porque os moletons mais legais, as estampas mais divertidas, as cores mais bonitas e os acessórios mais incríveis têm que ser lá de fora? Será que a culpa é do consumidor brasileiro, que curte uma mesmice? É de se pensar.

1 abr

Reprodução
“Peek-A-Boo Jesus”, de Maki 105

Pra quem gosta de grafite, street art e congêneres, o site da Wooster Collective é imperdível. Fundado em 2001, ele “mostra e celebra a arte efêmera das ruas”. Foi lá, inclusive, que eu vi uma história mega curiosa: um artista conhecido como Maki 105 colou do lado de fora de uma locadora em New Beford, na Inglaterra, um lambe-lambe de Jesus. Uma pessoa viu, se emocionou e colocou a imagem na internet. E em apenas uma hora, 35 pessoas foram ao local só pra rezar para a imagem “milagrosa”. Levaram flores, acenderam velas…Coisa de louco! Isso sim que eu chamo de arte com efeito. Deu até no jornal local. Enfim, se você curtiu, passa nesse site, porque vale o clique.

11 nov

Produzindo pra um editorial há cerca de um mês, cai numa loja de roupas pra skatista…. Entre tênis, camisetas, calças largas e muitos bonés, o que fez meus olhos brilharem foram os shapes, que nada mais são do que as pranchas de madeira usadas como base para as manobras. Tem cada shape incrível! Comecei a pesquisar e descobri que eles são verdadeiros suportes para obras de arte. Daí, descobri que o Sesper, um artista plástico super bacana, tem uma paixão por shapes. Tanto que está fazendo um documentário sobre os principais nomes da skateart brasileira:

Tentei uma entrevista com ele pra entender mais essa história, mas passou um tempão e ele não me respondeu. E pra tristeza maior, descobri que ele está reformulando o blog dele. Uma grande quantidade de fotos de shapes e vídeos foram removidos. E como eu não agüento de vontade de postar, resolvi escrever assim mesmo.


Sesper e seu shape Steadham, de 88

Aparentemente, pelas minhas pesquisas, Reboard, como é chamado o doc, ainda não está pronto, mas dá pra saber quais são os nomes que nele estarão: Apo Fousek, Billy Argel, Eduardo Yndyo, Fabio Bitao, Felipe Motta, Flavio Samelo, Full House, Magoo Ccfly, Marcelo Barnero e Ragueb Rogério. Entrei no site deles, um por um, e digo que é um passeio incrível. O trabalho de design e ilustração são, além de bonitos, inspiradores. Abaixo, mostro alguns decks (o outro nome pra shape):

“Custom Decks”, de Billy Argel, 2008. Em 1985 Billy deu início as atividades da que seria a maior agência de skate que existiu no país, a Highgraph.

Shapes de Apo Fousek

Decks de Felipe Motta, que surgiu na década de 90

- No blog do documentário, dá pra encontrar muitos outros desenhos de decks, além de um pouco da história dos mais importantes nomes dessa área no país. Aqui, deixo vocês com mais um vídeo do filme:

- Esse site é legal para conhecer (e comprar!) várias marcas que vendem decks bacanas.

- Esse blog sobre skate também é bem muito interessante.

- Skate for dummies: “shape”ou “deck” é a peça fundamental deste esporte. Compostos por madeira leve e resistente e disposto em folhas, existem vários modelos disponíveis no mercado, com inclinação e larguras variadas, tornando possível escolher o mais adequado para cada manobra e estilo. Quem pratica street prefere os mais estreitos, no vertical os mais largos são ideais e para iniciantes o melhor é um shape fino e leve.

Decks de Magoo McFly, 1995, criados sem o auxílio digital, com técnicas de iustração tradicional e aerografia

“Custom Decks” de Flavio Samelo, 2006. Tiragem limistade de 60 exemplares para a expsoição realizada no mesmo ano na Galeria Choque Cultural

16 set

Considerando-se que Nova York não é uma cidade onde se espera grandes inovações ou um show de criatividade, esta temporada Primavera-Verão 2009 que acaba de terminar me pareceu bem boa… E nas ruas, pelo que andei vendo, nada de muito novo no front. As calças mais soltas, enroladas na barra, que eu já tinha comentado aqui, cada vez mais ganham adeptos:

Para as meninas, uma tendência de passarela que já ta nas ruas faz um tempo e continua com força total são as cinturas altas e/ou marcadas por cintos:

No caso dessa foto acima vale algumas observações. A primeira é que, como bem me disse o super stylist Felipe Veloso, cintura alta não é um shape que favorece as brasileiras. Para usar bem um look assim, é preciso ter pouco quadril e ser alta. Outro detalhe interessante dessas fotos é reparar no comprimento das saias… Tudo elegantemente na altura dos joelhos. Porém, isso não quer dizer que os curtinhos ou os longos não estão sendo usados nas ruas de NY. Por lá, a mulherada apostou em tudo.

Daí, tem outras tendencinhas que você vê aos montes: branco total, macacão, pantalona, skinny… Mas, pra não me alongar e chover no molhado, destaco os visuais mais inusitados e o detalhes que fazem toda a diferença:

1- O terno é todo cinza, a camisa é branca… Tinha tudo pra ser um visual careta. Mas, o detalhe da meia amarela com a calça mais curta fez tudo ficar mais divertido e com personalidade. 2- Esses suspensórios apareceram ao montes. E sempre acompanhados de calça mais curta e justa. 3- Adoro esse visual hip-hop moderninho, longe daquela linha “olha quantos diamantes eu tenho”. 4- O visu escalafobético entra na categoria “tá aqui porque você precisava ver isso”

5- Se encaixa no item 4. 6 e 7- Não consegui descobrir se a menina é a mesma, mas além do looks bem diferentes, as duas estão de gravata borboleta e uma coisa meio “smoking desconstruído”. Acho tudo! 8- A botinha de Peter Pan dele, com franjinha e tudo, é super charmosa… O duro é se montar com ela e o shortinhos e sair pra dar uma volta, sei lá, pela Paulista. Pra mim, esse é o tipo de look pra uma semana de moda ou pra uma festa do Glória.

E o que vocês acharam desses looks? Dá pra usar aqui no Brasil? Tem algo que chamou mais atenção de vocês? Tem mais alguma coisa que vocês viram nos sites por aí – dentro e fora das passarelas – que vocês acharam muito incrível? Conta aí nos comentários! Assim a gente debate e pensa num monte de idéias novas pra se vestir de um jeito bem legal.

27 ago

Então, não perca as inscrições para o curso de graffiti da Agência Quixote Spray Arte. Criado pelo Projeto Quixote, o curso está em sua 5a edição e reúne profissionais da área para três meses de curso. Com aulas teóricas e práticas, os professores ensinam técnicas da arte, como noções de desenho artístico, tags (assinaturas) e técnicas de utilização do spray. No final, os alunos grafitam um muro como conclusão do curso e ganham o livro ”Por Trás dos Muros – Horizontes Sociais do Graffiti”, obra lançada recentemente Projeto Quixote.

Curso de Graffiti
Inscrições até o dia 29
r. Coronel Lisboa, 713 – Vila Clementino
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