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23 jul

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Sesper e alguns dos 200 decks da mostra Re:Board

Há vários meses eu falei de um documentário sobre skate art que estava sendo produzido no Brasil pelo Alexandre “Sesper” Cruz. E não é que o filme ficou pronto e foi lançado nessa quarta (22/7)? “Re:Board” tem 75 minutos e, segundo o Sesper, não é uma pesquisa cronológica das artes produzidas para os decks no Brasil. “O foco do filme é o estilo de vida e visões atuais de artistas envolvidos com a criação de artes para shapes de skate e que, por consequência, criaram a identidade das marcas por onde passaram, com uma visão mais analítica da geração”, detalha. O doc registra depoimentos de alguns skatistas e colecionadores que acompanharam a evolução do skateboarding no país desde os anos 70, além de artistas que formataram a estética do esporte que – preste atenção – é o segundo maior em número de praticantes no Brasil! A trilha sonora é composta exclusivamente por artistas brasileiros em trabalhos instrumentais.

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Billy Argel, um dos artistas mais importantes do skate brasileiro

A estreia do filme ontem, na Matilha Cultural, em SP, marcou também o início da exposição de um acervo de mais de 200 decks, incluindo arte final e estudos de inúmeros trabalhos clássicos. Há ainda, pela primeira vez na cidade, uma retrospectiva da obra de Billy Argel, a Deckographia, que fica em cartaz até 26 de agosto. Billy Argel é um dos artistas mais importantes do skate brasileiro, além de ser skatista e guitarrista da banda Lobotomia. Produziu os mais famosos modelos de shapes da década de 80 e é reconhecido por formatar grande parte da identidade visual do skate no país. Resumindo: não perca a exposição e aproveite para assistir ao filme, que estará disponível em sessões semanais, abertas ao público. Imperdível!

Re:Board no Cinema da Matilha
De 25/07 a 26/08. Quartas, às 19h e sábados, às 18h
Sessões extras divulgadas no site
Matilha Cultural: r. Rego Freitas, 542, Centro, SP
Informações: (11) 3256-2636

20 abr

Mariana Maltoni
Olha eu sem calça!

Na última quinta, dia 16, rolou o aguardado No Pants. Por conta da história da compra do Fashion Rio pelo SPFW (confira no meu post sonoro, na barra lateral!), eu não consegui postar minhas impressões. Faço agora. Bom, eu acabei mega me atrasando por conta do trânsito e por isso não consegui conferir a concentração. Só peguei o final do flash mob – criado pelo grupo americano Improv Everywhere, de NY – ali na estação Trianon. Segundo a organização da ação aqui em SP, pelo menos 300 pessoas andaram de cueca e calcinha no metrô… Eu não vi tanta gente assim no final. De qualquer forma, foi mega divertido. No começo rola certa dúvida: será que eu não vou ser preso? Só descobri que era tranqüilo quando um amigo falou que ficar sem calça, mas de cueca, não caracteriza atentado ao pudor. Daí, tirei a roupa feliz da vida.

É como um dos participantes me falou: “Precisava contar pros meus filhos que eu fiquei de cueca no metrô”. O inventor da coisa, o Chad Nicholson, diz que tirar a calça é uma espécie de protesto em prol do conforto e blá blá blá. Pra mim, isso não passa de um bando de gente querendo causar, se divertir. Um exemplo de como a internet (plataforma onde tudo foi organizado e difundido pro resto do mundo) é poderosa. Adorei ter participado, adorei ter visto que o pessoal caprichou na escolha da cueca/calcinha e adorei ter visto a cara de pastel dos guardinhas do metrô… Mas adoraria muito mais ver as pessoas colocando toda essa energia numa campanha a favor da educação no trânsito, da reciclagem ou até mesmo, não importa, da conscientização das pessoas de que não se pode jogar lixo na rua. Confira abaixo a seleção dos meus looks favoritos no No Pants:

Mariana Maltoni

Mariana Maltoni

No Blog LP, eu e Mari fizemos um Moda Rua completo… Vai lá conferir!

8 abr

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Camisetas da Do.Ce

Essa história de famoso lançando marca tá pegando aqui no Brasil, né? Depois do jogador Roberto Carlos (com a RC3), de Marcelo D2 (com a Manifesto 33 e 1/3) e de Falcão (com a Jonny Size), descobri que o Chorão, do Charlie Brown Jr. também tem uma grife, a Do.Ce. Daí, lá fui eu dar uma olhada no conceito da marca e na coleção de inverno. As roupas são bem a cara dele: muita blusa de moletom, camisetões, calça jeans, bermudas… Tem até uma estampa de muffin bem divertida, aplicada com esperteza em algumas peças. Mas, se você olhar num geral, vai ver que a grife é tão igual às dezenas de outras que estão nos shoppings mais populares.

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O muffin é um dos símbolos da marca

Ou seja, a marca do Chorão não tem nada de novo ou diferente. E não é que eu esteja criticando só por criticar, não. É que a Do.Ce é mais um exemplo de como existem pouquíssimas marcas de streetwear nacionais bacanas mesmo. Cansei de dar notas aqui no blog de labels gringas, que muitas vezes nem têm uma produção enorme, mas fazem sucesso com roupas bem pensadas pra uma galera que tá ligada em moda, tecnologia, música… Porque os moletons mais legais, as estampas mais divertidas, as cores mais bonitas e os acessórios mais incríveis têm que ser lá de fora? Será que a culpa é do consumidor brasileiro, que curte uma mesmice? É de se pensar.

1 abr

Reprodução
“Peek-A-Boo Jesus”, de Maki 105

Pra quem gosta de grafite, street art e congêneres, o site da Wooster Collective é imperdível. Fundado em 2001, ele “mostra e celebra a arte efêmera das ruas”. Foi lá, inclusive, que eu vi uma história mega curiosa: um artista conhecido como Maki 105 colou do lado de fora de uma locadora em New Beford, na Inglaterra, um lambe-lambe de Jesus. Uma pessoa viu, se emocionou e colocou a imagem na internet. E em apenas uma hora, 35 pessoas foram ao local só pra rezar para a imagem “milagrosa”. Levaram flores, acenderam velas…Coisa de louco! Isso sim que eu chamo de arte com efeito. Deu até no jornal local. Enfim, se você curtiu, passa nesse site, porque vale o clique.

11 nov

Produzindo pra um editorial há cerca de um mês, cai numa loja de roupas pra skatista…. Entre tênis, camisetas, calças largas e muitos bonés, o que fez meus olhos brilharem foram os shapes, que nada mais são do que as pranchas de madeira usadas como base para as manobras. Tem cada shape incrível! Comecei a pesquisar e descobri que eles são verdadeiros suportes para obras de arte. Daí, descobri que o Sesper, um artista plástico super bacana, tem uma paixão por shapes. Tanto que está fazendo um documentário sobre os principais nomes da skateart brasileira:

Tentei uma entrevista com ele pra entender mais essa história, mas passou um tempão e ele não me respondeu. E pra tristeza maior, descobri que ele está reformulando o blog dele. Uma grande quantidade de fotos de shapes e vídeos foram removidos. E como eu não agüento de vontade de postar, resolvi escrever assim mesmo.


Sesper e seu shape Steadham, de 88

Aparentemente, pelas minhas pesquisas, Reboard, como é chamado o doc, ainda não está pronto, mas dá pra saber quais são os nomes que nele estarão: Apo Fousek, Billy Argel, Eduardo Yndyo, Fabio Bitao, Felipe Motta, Flavio Samelo, Full House, Magoo Ccfly, Marcelo Barnero e Ragueb Rogério. Entrei no site deles, um por um, e digo que é um passeio incrível. O trabalho de design e ilustração são, além de bonitos, inspiradores. Abaixo, mostro alguns decks (o outro nome pra shape):

“Custom Decks”, de Billy Argel, 2008. Em 1985 Billy deu início as atividades da que seria a maior agência de skate que existiu no país, a Highgraph.

Shapes de Apo Fousek

Decks de Felipe Motta, que surgiu na década de 90

- No blog do documentário, dá pra encontrar muitos outros desenhos de decks, além de um pouco da história dos mais importantes nomes dessa área no país. Aqui, deixo vocês com mais um vídeo do filme:

- Esse site é legal para conhecer (e comprar!) várias marcas que vendem decks bacanas.

- Esse blog sobre skate também é bem muito interessante.

- Skate for dummies: “shape”ou “deck” é a peça fundamental deste esporte. Compostos por madeira leve e resistente e disposto em folhas, existem vários modelos disponíveis no mercado, com inclinação e larguras variadas, tornando possível escolher o mais adequado para cada manobra e estilo. Quem pratica street prefere os mais estreitos, no vertical os mais largos são ideais e para iniciantes o melhor é um shape fino e leve.

Decks de Magoo McFly, 1995, criados sem o auxílio digital, com técnicas de iustração tradicional e aerografia

“Custom Decks” de Flavio Samelo, 2006. Tiragem limistade de 60 exemplares para a expsoição realizada no mesmo ano na Galeria Choque Cultural

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