Cara, eu adoro All Star. Desde quando era moleque eu usava aquele basiquinho preto e até hoje eu coloco com tudo. Até na formatura eu fui com ele, tipo terno e tênis, manja? Sempre dou uma olhada na Loja Vírus pra ver o que eles têm de novidade (aliás, tô doido pelo tênis de moletom mescla que eles lançaram… Quem quiser me dar, tamanho 38, tá? Rs), mas nunca na vida tinha entrado no site da marca aqui no Brasil.
Do nada acessei esses dias e até gostei do que eles fazem por lá. A marca tem uma espécie de programa quinzenal chamada Conexão Converse. São videozitos de 3 minutos falando de diversos assuntos: tem desde Cosplay e mangás até cinema independente. Para a temporada 2009 eles prometem abordar temas como música, arte, moda e skate. O primeiro vídeo desse ano, por exemplo, fala das bandas The Who, Black Sabbath, The Doors e Kurt Cobain, a mente e voz do Nirvana. E não é a toa, né?
Como eu contei aqui, recentemente a marca lançou a coleção Music, dedicada a esses nomes do rock. Enfim, é só uma dica pra vocês passarem lá pra dar uma olhada. Não é nada suuuper incrível, mas a proposta é boa. Só acho que talvez eles pudessem fazer algo um pouco maior, mais completinho. Afinal, falar de 4 bandas foda em 3 minutos é meio impossible.
Produzindo pra um editorial há cerca de um mês, cai numa loja de roupas pra skatista…. Entre tênis, camisetas, calças largas e muitos bonés, o que fez meus olhos brilharem foram os shapes, que nada mais são do que as pranchas de madeira usadas como base para as manobras. Tem cada shape incrível! Comecei a pesquisar e descobri que eles são verdadeiros suportes para obras de arte. Daí, descobri que o Sesper, um artista plástico super bacana, tem uma paixão por shapes. Tanto que está fazendo um documentário sobre os principais nomes da skateart brasileira:
Tentei uma entrevista com ele pra entender mais essa história, mas passou um tempão e ele não me respondeu. E pra tristeza maior, descobri que ele está reformulando o blog dele. Uma grande quantidade de fotos de shapes e vídeos foram removidos. E como eu não agüento de vontade de postar, resolvi escrever assim mesmo.
“Custom Decks”, de Billy Argel, 2008. Em 1985 Billy deu início as atividades da que seria a maior agência de skate que existiu no país, a Highgraph.
Shapes de Apo Fousek
Decks de Felipe Motta, que surgiu na década de 90
- No blog do documentário, dá pra encontrar muitos outros desenhos de decks, além de um pouco da história dos mais importantes nomes dessa área no país. Aqui, deixo vocês com mais um vídeo do filme:
- Esse site é legal para conhecer (e comprar!) várias marcas que vendem decks bacanas.
- Esse blog sobre skate também é bem muito interessante.
- Skate for dummies: “shape”ou “deck” é a peça fundamental deste esporte. Compostos por madeira leve e resistente e disposto em folhas, existem vários modelos disponíveis no mercado, com inclinação e larguras variadas, tornando possível escolher o mais adequado para cada manobra e estilo. Quem pratica street prefere os mais estreitos, no vertical os mais largos são ideais e para iniciantes o melhor é um shape fino e leve.
Decks de Magoo McFly, 1995, criados sem o auxílio digital, com técnicas de iustração tradicional e aerografia
“Custom Decks” de Flavio Samelo, 2006. Tiragem limistade de 60 exemplares para a expsoição realizada no mesmo ano na Galeria Choque Cultural
O In Vitro, blog da Ag 407, trouxe na sexta-feira dois posts falando da onda que está tomando conta da publicidade: o skate. Para aproveitar o gancho, mostro duas engenhocas interessantes que foram lançadas nos últimos tempos.
Skate Voador
A empresa Future Horizons criou um skate capaz de flutuar a 2,5cm do chão. Para isso, a prancha utiliza um propulsor de ar, que permite deslizá-la sobre qualquer tipo de superfície: neve, água, areia, asfalto… Dá pra se sentir na trilogia do “De Volta para o Futuro”! O equipamento foi batizado de Hoverboard, atinge a velocidade de 32km/h e custa aproximadamente U$ 9.000.
Vejam o vídeo dela em ação:
Skate In-Line
Uma empresa 100% brasileira inventou o skate in-line. É mais ou menos igual ao patins: dois pares de rodas alinhadas são acopladas na prancha para trazer aos skatistas mais velocidade e aderência nas curvas, além da excelente mobilididade e dirigibilidade. Para saber mais clique aqui.
P.S não muito a ver com o post, mas relacionado: ontem, na rua Agusta, aqui em São Paulo, me chamou a atenção uma molecada skatista. Sabe por quê? Porque eles não estavam vestidos de skatistas! Explico melhor: ninguém usava aquelas calças ultra over-sized, boné de lado e camisetão… Era todo um estilinho diferente. Calças skinny justéeeerrimas, cabelos muderninhos, muito xadrez e camisetas de banda… Uma estética meio punk-rock-gay-hype-modinha, manja?? Hehehehe. O que será que está acontecendo com os skatistas “de raíz”, hein, minha gente?
(eles não pareciam muito amigáveis, mas prometo que da próxima vez tento tirar uma foto para vocês verem como eles são, ok?)