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29 jan

Antes de começar a produzir os editoriais do blog, eu fiz um curso bem bacana de produção de moda no Senac. Minha querida ex-professora, Claudia Bianchi, escreveu esses dias pra contar que em 2009 ela vai abrir novas turmas. E com eu achei que super valeu a pena, dou a dica pra vocês. As datas das turmas são essas:

10/02 a 07/05, 3ªs e 5ªs, 9h às 12h
02/03 a 18/05, 2ªs e 4ªs, 19h30 às 22h30
19/05 a 13/08, 3ªs e 5ªs, 9h às 12h
10/08 a 22/10, 2ªs e 4ªs, 19h30 às 22h30
15/09 a 26/11, 3ªs e 5ªs, 9h às 12h

Para mais informações, é só entrar no site do Senac. Se joga, gente!

5 ago

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Agosto chegou, e as férias acabaram… E nesse clima de volta às aulas que toma conta do mês, que tal um curso bacana para aprender coisas novas e encher a cabeça de boas idéias? Lá no blog da Lilian Pacce, eu elaborei um roteirão com tudo que rola pelas próximas semanas em São Paulo. Aqui no Descolex, você confere alguns desses cursos. Mas, vale entrar lá e ver o texto completo! Aliás, vale entrar lá para ver o monte de coisa bacana que a gente traz todo dia, viu?

História da Arte
- Na Escola Panamericana são 2 turmas. O curso tem 36 horas e começa no dia 13 ou 15.
Valores: 3X de R$ 270 ou R$ 810 à vista. Taxa de matrícula de R$ 250

História da Moda
- Na FAAP, quem ministra as aulas é João Braga. O curso tem 24 horas (12 aulas) e começa no dia 3 de setembro.
Valor: R$ 385,00

Coleção de moda (do planejamento ao desenvolvimento)
- Na Escola Panamericana o curso tem 36 horas e começa no dia 20.
Valores: 3X de R$ 270 ou R$ 810 à vista. Taxa de matrícula de R$ 250
- No Senac o curso tem 12 horas e começa no dia 6.
Valor: 2X de R$ 210

Desenho de Jóias e Acessórios
- Na FAAP, quem ministra as aulas é Luciana Góes Colombo. O curso tem 48 horas (16 aulas) e começa dia 20.
Valor: R$ 760,00
- No IED, o curso tem três anos de duração (2 mil horas) e começa no dia 25.
Valor: R$21.600 por ano

Vitrinismo
- Na FAAP, quem ministra as aulas é Marília Malzoni. O curso tem 39 horas (13 aulas) e começa no dia 2 de setembro.
Valor: R$ 635,00

Workshops
- “Corpo-Moda”, com Karlla Girotto e Thelma Bonavita. O curso trata do estudo de matrizes corporais, de estruturas da reconstrução do corpo através da roupa e vice-versa. São 12 horas divididas em 5 aulas, começando no dia 22 na FAAP. Já na Escola São Paulo, o mesmo workshop terá 16 horas divididas em 5 aulas, começando no dia 4.
Valores: R$ 220,00 (FAAP) e R$ 250 (Escola São Paulo)
- “Ter sua marca ou trabalhar em grandes empresas?”, com Rita Wainer e Thais Losso. O curso, que rola no Hotel Ca’Doro, trata de questões que envolvem o trabalho de novos estilistas – “Como se monta uma equipe, quais as funções de cada um, aonde começa e termina a sua responsabilidade no trabalho em equipe, pesquisa, estrutura de coleção, compra de tecidos, como montar um desfile com e sem suporte financeiro”. São 8 horas de workshop no dia 22.
Valor: R$ 260. Informações: (11) 3256-9400

27 jun

Há um mês terminei meu curso de Produção de Moda no Senac, ministrado pela incrível Claudia Bianchi. Como projeto de conclusão, tivemos que bolar um editorial de moda. Foi um trabalho muito gostoso de fazer, pois envolveu um lado do jornalismo de moda que eu quase não tive contato. O resultado desse projeto, que eu mostro logo abaixo, está bem longe de ser parecido com os excelentes editoriais que a Biti publica no Moda Sem Frescura. Não tem direção de arte, não tem web designer, não tem tratamento de imagem, mas tem a enorme vontade de querer se exercitar. O tema “Street Colors” foi inspirado na invasão de roupas coloridas com pegada new rave que estamos vendo chegar nas ruas só agora… Ok, a idéia não é lá muito nova, mas como primeiro editorial da vida, é valido e vale a pena ser mostrado:

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Camiseta acervo, moletom Naguchi, calça King55, tênis Mad Soul e boné New Era

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Maiô Rosa Chá, regata BarDenim, colete Ellus 2nd Floor, calça King55, sapatos TVZ, bolsa e óculos Adidas, pulseiras e brinco Vivi Mallek

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Blusa BarDenim, shorts Brechó Luxo, tênis Mad Soul, bolsa Adidas e cachecol acervo

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Camiseta Hering, calça Ellus 2nd Floor, camisa Base, tênis Mad Soul, óculos Evoke, cachecol acervo, colares Vivi Mallek

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Blusa AMP vintage, casaquinho Naguchi, calça e sapato Ellus 2nd Floor, brinco Vivi Mallek, bottons acervo

Ficha Técnica
Coordenação Geral: Claudia Bianchi e Penha Costa Paulo
Fotos: Bárbaro
Make: Roberto Fernandes
Modelo: Amanda Arrivabene (Ten) e Lucas Melo (Mega)
Produção: Dadi Rodrigues, Eduardo Rodrigues, Glauco Sabino, Juliana Santos, Leandro Scatola
 
Se tudo der certo, em breve o Descolex vai trazer outros editoriais, cada vez mais bem acabados e com propostas bacanas. Aguardem.

26 mar

Adoro jornalismo. Mas, com em toda profissão, ela tem seus altos e baixos. Tem hora que chove trabalho e tem tempos de vacas magrinhas magrinhas. Para driblar isso, reparei que muitos profissionais assumem mais de um papel dentro do mercado: atacam de stylist, assessor de imprensa, DJ, maquiador, redator… Tudo para conseguir pagar suas mais que merecidas roupinhas descoladas no final do mês. Comigo também não tem sido diferente. Por isso, resolvi me aventurar pela produção de moda, uma área que sempre me despertou interesse e admiração.

E sabe a primeira coisa que eu fiz? Me inscrevi num curso lá no Senac. Afinal, estudar nunca é demais. Tenho curtido bastante as aulas e, inspirado pelos bate-papos com os colegas e profesoras, achei que seria interessante conversar com alguém que já faz esse tipo de trabalho há tempos. A escolhida foi a queridíssima Thais Mol. Mais do que produtora, Thais é figurinista e stylist. Assina editoriais para publicações brasileiras como Vogue, Elle, Key, Marie Claire, Trip e Simples e internacionais como Surface, Dune, JNC, Ware e Fashion Lines

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Thais Mol

Ela também atuou como crítica de moda para os sites Erika Palomino, Chic e São Paulo Fashion Week, tem textos publicados nas revistas Capricho, Revista da Folha, Simples e jornal do São Paulo Fashion Week além de assinar o prefácio do livro da Huis Clos da coleção Moda Brasileira pela editora CosacNaify. Produziu desfiles para marcas como Adidas, Lucy in the Sky, Drosófila e Recife Fashion. Fez o styling de campanhas da Cori, Lei Básica, Dryzun e Zoomp acessórios. E como figurinista já atuou na MTV, TV Bandeirantes e em comerciais de marcas como Puma, Coca-Cola Clothing, Boticário, Natura e Seda. Currículo ruim o da moça, hein?

Confira a enrevista:

Descolex: Qual a diferença entre um stylist e um produtor de moda? A formação dos dois é diferente?
Thais Mol: Acho que aqui há um problema de nomenclatura. Deveríamos usar editor de moda ao invés de stylist, além de ser uma palavra em português que definiria essa profissão pelas bandas de cá, isso já explicaria bem a diferença entre as duas profissões. O produtor é aquele que corre atrás das roupas, procura, produz, mas não necessariamente ultrapassa aquelas peças e formas, ou cria uma nova forma de mostrar aquilo, na maioria das vezes faz o correto, o bonito. O stylist, ou editor, é aquele que consegue um resultado que vai além do que o estilista definiu, que expande, inverte, recria as fronteiras daquela criação. Ou que a define tão bem que o produto passa a ter uma identidade própria após esse encontro.

D: O que um stylist faz? Quais são as áreas e veículos que ele atua?
T.M: O stylist trabalha em revistas, confecções, eventos, criando uma imagem de acordo com um objetivo definido. Ele pesquisa referências e propõe caminhos estéticos para aquele trabalho.

D: Onde você se formou? Que curso fez? Fez algum curso livre a mais?
T.M:
Eu me formei em Comunicação Social na PUC-MG, fiz uma especialização em moda na Anhembi Morumbi e diversos cursos livres de modelagem, moulage, história da arte, filosofia e política.

D: Como começou? Quais foram os primeiros trabalhos?
T.M: Minha mãe trabalhou na área como representante, tenho uma prima que foi casada com o Renato Loureiro, então, mesmo passando minha infância e adolescência em Recife, sempre tive contato com moda. Meu primeiro emprego, já morando em Belo Horizonte, foi num show room, aos 16 anos, da Zoomp, como estagiária. A partir daí passei a trabalhar como freelancer em todos os lançamentos. Enquanto estava na faculdade, fiz uns biquinhos de modelo para ganhar dinheiro e passei a conhecer um monte de gente e, rapidinho, a produzir para publicidade e moda. Escrevia para jornais locais, vinha cobrir a Semana de Moda e o então Morumbi Fashion e comecei a conhecer o mercado de SP. Fui contratada pela revista Capricho como repórter e produtora de moda em 2000, quando mudei para a cidade.

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 Look switchblade sisters, para a Vogue (Foto: Rodrigo Marques)

D: O que é preciso para ser reconhecido?
T.M:
É preciso ter uma habilidade visual própria, que faça com que os outros se encantem com aquela imagem que você criou e que, com o tempo, consigam identificar seu modo de ver e estar na moda. Responsabilidade, como em qualquer profissão, e muito esforço. É um trabalho muitas vezes exaustivo, de horas e horas de estúdio e externa, de produção na rua, de madrugadas acordado. Mas muito encantador por sempre mudar, por sempre desafiar os profissionais a criar e entender o momento que vivemos.

D: Quais são os seus stylists preferidos na moda?
T.M:
Aqui eu adoro o Daniel Ueda, o Paulo Martinez, o Davi e a Flávia. Fora, admiro a Polly Mellen por ter sido meio pioneira na carreira, nem tinha seu nome publicado nas revistas quando começou a trabalhar… A Katie Grand que tem muita versatilidade e resultados impactantes.

D: No Brasil tem bastante mercado para um stylist? Dá para ganhar dinheiro?
T.M: Se essa profissão mal existia há 8 anos, se as escolas de moda no país são recentes, se a educação visual que temos nas escolas ainda é tão incipiente, dá pra imaginar que há muito que se conquistar na profissão, desde a formação de um repertório de imagens e idéias até a um mercado que consiga absorver esse profissional. E, sim, dá pra ganhar dinheiro.

D: Você tem alguma dica prática para aqueles que estão começando agora na profissão?
T.M:
São tantas dicas… Desde o extremo cuidado com as roupas (já machuquei uma saia Versace de R$ 3000 por tê-la alfinetado), sapatos e acessórios, até a manutenção de uma boa relação com os parceiros, entregar as peças nas lojas no prazo, limpas, bem cuidadas.

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 Dryzun “Black Venus” (foto: Paulo Vainer)

D: O que você está gostando mais para o inverno?
T.M: Eu ainda continuo viciada em vestidos e saias, especialmente nos comprimentos curtos. Mas especialmente nesse inverno eu adorei os volumes nos ombros, os volumes criados por novas experimentações de modelagem. E o engraçado nesse inverno são as ankle boots. O mercado consumidor demora cerca de dois anos pra absorver uma tendência da passarela, e é agora que a gente começa a ver nas ruas e nas lojas as ankle, que os editoriais e jornalistas de moda nem conseguem mais falar sobre.

D: Você também tem uma marca, a Mona. O que levou você a se jogar na criação?
T.M: Eu sempre interferi nas roupas, sempre fui curiosa pelos diversos aspectos da moda, já escrevi, brinquei de fotografar, customizei, trabalhei em confecção, então, fazer roupa acabou se tornando uma vontade de aprender mais, de aprender algo novo.

D: Sua marca é para que tipo de consumidor?
T.M:
É para mulheres que não se preocupam tanto com as demandas externas, que querem uma roupa expressiva e feminina, cuja sensualidade é menos explícita, depende mais de quem usa.

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Editorial “Apocalypse Now”, para a Vogue (foto: André Passos)

10 jan

Pela segunda vez, os alunos do curso de Moda do Senac vão abrir a São Paulo Fashion Week, no dia 15, com um desfile, que terá direção criativa de Alexandre Herchcovitch, direção geral de Paulo Borges e styling de Maurício Ianês. Pelo que me contaram, a seleção dos alunos foi super criteriosa: uma banca pedagógica, outra encabeçada por Alexandre Herchcovitch, e um júri coletivo, formado por 70 profissionais de moda, que durou seis horas, foram as três etapas do processo que selecionou os 20 formandos que apresentarão 5 looks cada. Ao final do desfile, a escola anunciará dois vencedores do tradicional prêmio concedido pela instituição ao melhor trabalho de modelagem e ao melhor de estilismo: um curso para cada um na Esmod Paris.  Sorte aos formandos!

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