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22 mar

Reproduçãosapatilha-rollasole
A sapatilha vem enroladinha numa caixa

Tem coisa mais fim de noite do que sair da balada com o salto na mão? Garotas elegantes não fazem isso, não. As mais estilosas chegam até a vazar da festa mais cedo só pra não terem que pagar o mico de ficarem descalças… Afinal, fazer isso é coisa de fim de casamento cafona. Mas como eu sei que as meninas sofrem muito com isso – “esse sapato é lindo, mas acaba com meu pé” – eis uma ideia das boas: uma maquina de sapatilhas baratinhas, que nem aquelas de refrigerante. A invenção surgiu em Londres e se chama Rollasole. A inspiração para um cara chamado Matt Horan criá-la veio de uma enrascada com sua namorada. “Ela adora usar salto alto, mas no final de uma noite seu pé sofria. Um dia tive que carregá-la para casa e no longo caminho acendeu a lamparina”, conta. As belezinhas saem por cinco libras e podem ser encontradas em rosa, prata, dourado e preto dentro dos clubes ingleses, nessas máquinas. Sem dúvida, uma maneira inteligente do cara ganhar dinheiro, hein? E enquanto ninguém traz a ideia pro Brasil, o jeito é a noiva continuar presenteando convidados com Havaianas e mulheres continuarem a levar suas rasteirinhas na bolsa…

10 mar

De tanto navegar na internet, ler livros e pesquisar, a gente acaba encontrando umas histórias curiosas sobre roupa. Por isso, começo hoje essa seção pra dividir um pouco dessas minhas descobertas. De tempos em tempos, eu vou falar de alguma peça. E espero que eu consiga encontrar material suficiente pra fazer isso render…rs. Pra começar, o assunto será sapatos, blz?

Reproduçãosapato-século-XIII
Réplica de um sapato da segunda metade do século XIII

A cada temporada, parece que tem sempre algum estilista que se esforça pra criar o sapato mais louco da estação. É o caso do sapato-lego da Balenciaga na temporada de inverno 2007 ou do sapato Armadillo do McQueen no verão 2010. Mas quando o assunto é pirar o cabeção, nossos antepassados eram mestres. Por volta de 1300, na Europa, um dos modelos mais populares eram os calçados com bicos alongados… Eles iam alogando, alongando até o ponto de você se perguntar como é que eles não tropeçavam nos próprios pés. O pior é que, ao invés de caírem na real e acharem que estavam indo literalmente longe demais, eles começaram a ligar as pontas dos sapatos aos joelhos com cabos e correntes. Alguns modelos de bicos eram recheados com tecido e feitos na forma de pênis! É claro que a igreja na época surtou e proibiu o uso.

Reproduçãosapato-século-XIV-chopine
Original e uma réplica de sapatos italianos do século XVI

Depois, por volta de 1500, os sapatos deixaram de ser longos para serem altos… muito altos. Começou com uma coisinha básica de 15cm e foi chegando, principalmente na Itália do século XVI, a 20cm ou mais – dá um Google no termo “Chopines”, que era o nome dado a essas plataformas enormes, que você cairá pra trás. A lógica da época é que esses super saltos evitavam que a barra dos vestidos se arrastassem pelas ruas imundas (é, limpeza não era o forte desse povo). Dizem que em alguns lugares da Europa o absurdo era tanto que as plataformas chegavam a medir de 60 a 90cm. Quase uma perna de pau! Bom, nessa altura eu só imagino quer era impossível andar sem alguém pra se escorar, o que sem dúvida era privilégio das moças que tinham empregados e, por conseqüência, eram bem ricas.

Agora, da próxima vez que você reclamar que seu sapato está te matando, lembra desse povo, relaxa e não desce do salto!

22 out

GQ.com
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Sapatinho de Simon Spurr

Lembra aquele papatinho da 775 de camurça, que era uóoo da cafonice? (Tá, eu confesso que antes de me mudar pra São Paulo eu também usava e achava o máximo). Então, tava olhando o men.style (que agora é não é mais men.style, mas GQ) esses dias e dei de cara com um post curioso dizendo que uma “das melhores partes dos lançamentos masculinos de verão 2010” é exatamente esse mesmo sapato. Choque total!

GQ.com
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Os calçados coloridos de Duckie Brown

Pois é, Simon Spurr fez um modelo exatamente igual ao da 775 e um outro sem cadarço. Já Duckie Brown, estilista masculino super em alta no momento entre os entendidos, também fez a versão dele, só que em camurça coloridona, tipo azul e amarelo. Eu até achei a versão do 2º estilista bonitinha, mas aí fiquei na dúvida. Há cinco minutos eu achava o calçado péssimo e, agora, só porque ele está num importante site de moda, começo até a achar interessante. É uma questão que eu já tinha levantado há muito tempo atrás: a beleza pode ser reconhecida fora de um contexto, uma moldura?

14 set

Morri

TOPICOS: Mr. Hare , Sapatos

Reprodução
Sapato-bicolor-oxford

Não é lindo?

Eu não sei com que roupa eu usaria esse sapato se eu tivesse R$ 1.106 sobrando e morasse em Londres pra ir até a Dover Street Market comprá-lo. Mas mesmo assim eu juro que ficaria feliz só de ver essa belezinha da marca Mr. Hare no meu armário, ao lado dos Nikes encardidos e dos Converse com furo na sola…

16 jun

Reprodução
Sapato da inglesa Lodger

A tecnologia chegou a um dos mais tradicionais redutos de moda masculina do mundo. Ali na região da Savile Row, em Londres, acaba de abrir uma loja de sapatos with lasers: você chega na Lodger, escolhe o modelo que mais lhe agrada e coloca seu pezinho num scanner. A máquina traça um mapa do seu pé tão detalhado que até as marcas de meia aparecem no desenho! Daí, eles mandam seus dados para as fábricas da marca na Inglaterra ou na Itália e produzem seu calçado na medida exata. Seis dias depois, você passa lá pra retirar sua compra, que vem personalizada com seu nome e com a data em que ela foi fabricada. Não é tudo? O sapato deve ser a coisa mais confortável do mundo! Quem está por trás da novidade é um cara chamado Nathan Brown, que já trabalhou para a Nike, Adidas e Puma. A idéia dele era aplicar o máximo da tecnologia de calçados no mais clássico dos sapatos. Bem sacado, não? Só o preço que não é: o sapato mais barato sai por 550 dólares.

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