Gente, escrevi esse post ontem de madrugada… Tava tão podre que não consegui postar. Vai agora.
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Acabo de voltar do Prêmio Moda Brasil. Foi minha primeira vez no Teatro Municipal, um lugar lindo, com uma arquitetura incrível, bem no centro de São Paulo. Fui pra lá de táxi, cheguei atrasado, peguei um comecinho de chuva e morri de medo ao descer do carro… É nessas horas que me sinto como se estivesse numa bolha, sabia? É que todo mundo estava tão lindo, tão sorridente, tão educado, como se o mundo fosse uma festa de gente elegante, enquanto o entorno – o degradado centro de São Paulo – se juntava numa massa de anônimos separados por uma grade. Enfim, filosofia barata de madrugada…

Maria Bethânia abriu a noite declamando “Canção da Tarde no Campo”, de Cecília Meireles, seguido da música “Sonho Impossível”. Foi lindo! (foto: Iwi Onodera/ Ego)
O post mesmo é pra contar das minhas impressões da festa. Regina Casé, como apresentadora, foi ótima. Nada como muitos anos de televisão pra dar traquejo a uma pessoa, né? Traquejo suficiente, aliás, pra corrigir a gafe de trocar o nome de Dudu Bertholini por Dudu Molinos. Regina pediu desculpas, fez piada, gritou o nome correto do estilista cinco vezes, falou que a Neon a veste e ficou tudo certo. A premiação me surpreendeu um pouco. Achei que, por uma questão, digamos, política, os prêmios principais seriam mais bem distribuídos. Na minha conta, a coisa ficaria assim: Paulo Borges como o site do SPFW, Érika Palomino com a revista Key, Lilian Pacce com o GNT Fashion e Glória Kalil com o de jornalista. Só que aí, ao longo da cerimônia, fui me ligando o quão absurdo era colocar Lilian, Glória e Costanza pra disputar, por exemplo, o prêmio de melhor jornalista. Gente, não é querer fazer média com ninguém, mas convenhamos: elas estão anos luz acima desse prêmio, hein? Esses nomes me pareciam ter sido indicados mais pelo conjunto da obra de uma vida, do que o ótimo trabalho realizado ao longo de 2008.

Dalma Callado, a grande homenageada da noite (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)
Penso que, se o Prêmio durar (e tomara que dure por muitos e muitos anos!) a coisa vai melhorar. Tipo, “vamos premiar os grandes dessa vez, todo mundo fica feliz, e depois a gente começa fazer a disputa de verdade”. Porque, afinal, esse Prêmio tem que trazer nomes novos, e não pessoas que já são mais do que consagradas no mercado. Senti falta de ver a Érika Palomino, o Alcino Leite Neto, a Alexandra Farah e a Maria Prata disputando o Prêmio… Enfim, o saldo “jornalismo” da noite ficou assim:
Site – Chic, da Glória Kalil
Programa de TV – GNT Fashion, da Lilian Pacce
Revista – Vogue
Jornalista – Glória Kalil

Lilian fazendo seu discurso de agradecimento (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)
Outras surpresas
Seguindo a linha o meu humilde raciocínio fashion – de que os consagrados seriam os premiados – a noite reservou mais surpresas. Felipe Veloso ficou com o troféu de melhor stylist, sendo que pra mim o favorito era o Paulo Martinez. Reinaldo Lourenço levou o de melhor estilista feminino, sendo que eu achava que ia dar Glória Coelho. E Oskar Metsavaht levou o de melhor campanha publicitária, desbancando Giovanni Bianco, uma referência e um ícone nessa área.
Uma última questão: a categoria novos talentos. Grande parte das pessoas que eu conversei antes e depois do evento, se perguntavam “quem são eles?”. É não é querer acabar com ninguém, não. É que entre os novos estilistas, tem gente que está fazendo um trabalho tão mais merecedor de destaque. Eu adoraria ter visto o João Pimenta lá, por exemplo. Um cara que começou na Casa de Criadores, fez desfiles incríveis e emocionantes e foi integrar o Fashion Rio só agora nessa última edição.
Pra terminar

Wagner Moura arrasou cantando Waldick Soriano e Radiohead no encerramento da premiação (foto: Iwi Onodera/ Ego)
Sem a mínima intenção de fazer a Poliana, acho que no final, o saldo do evento é positivo. Todos os indicados são mega merecedores e, independentemente do prêmio, são grandes nomes da nossa moda. Quem me dera daqui uns 20, 30 anos estar numa disputa dessas… Rs. A noite foi incrível, com apresentações ótimas (cadê o Wagner Moura lendo um trecho da carta do Pierre Bergé para o Yves Saint Laurent?). O Felipe Veloso surpreso e quase chorando ao receber o prêmio me emocionou, Maria Bethânia abrindo a noite com um poema de Cecília Meireles, seguido de uma música foi demais, o coquetel pós-cerimônia como todos os amigos da moda lindos e montadérrimos fez a noite mais divertida e tudo isso junto me deu vontade de ter Prêmio Moda Brasil toda semana. Mas daí, haja roupa!