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30 out

Eu jurei pra mim mesmo que não ia falar do Prêmio Moda Brasil, que é mais um prêmio de “life achievement” do que um troféu pelo bom trabalho desempenhado ao longo de um ano (Flavia Lafer melhor blog de moda, oi? Juliana Jabour estilista revelação?). Mas, eu só queria comentar rapidinho que essa é a melhor foto de “red carpet” de ontem ever:

Reprodução

Alexandra-Fara-Carolina-gold


Alexandra Farah e Carô Gold todas brilhosas na entrada da Casa Fasano. De quem é o look delas, alguém sabe? Amei!

1 out

Gente, fiz um Gengibre falando dos indicados ao Prêmio Moda Brasil. Uns me agradaram bastante, outros me deixaram levemente revoltado, digamos. Quer ouvir? Então é só apertar play aí na barra da direita!

31 out

Eu prometi, algumas pessoas escreveram cobrando e eu pago a divida agora. Como vocês sabem, vivi um drama fashion pré-Moda Brasil. Conversei com diversos amigos e todos foram unânimes: terno é um investimento. Apesar da grana ser alta na hora de pagar, é o tipo de roupa que você sempre vai ter e sempre vai precisar. Como vida de jornalista em começo de carreira não é nada mole, tive que pedir um “paitrocínio”. Dei o xavequinho de que para ele seria um orgulho ver o filho dele de terno, todo “hominho, que um terno dado pelo pai é carregado de simbologia… Enfim, toda aquela psicologia de botequim que super deu certo: recebi um ok de R$ 600. Minha missão, portanto, era achar um look que coubesse dentro desse orçamento. Na VR da Oscar Freire encontrei o costume (em tempo: terno é quando tem colete. Sem colete, é costume, ok?) que tinha o melhor custo-beneficio. Por R$ 650, levei o traje mais uma camisa azul clarinha super bacana.

Pena que não aparece o tênis! Não tem uma foto de look inteiro, humpf. (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)

O pulo do gato foi comprar a linha infantil, que mesmo assim precisou de muuuitos ajustes. Tiveram que diminuir e apertar tudo. Não ficou um Dior, mas ficou bem bom. Daí, faltava cinto, sapato e gravata. Gente, sapato legal tá pela hora da morte! Quem me salvou foi o Dadi Rodrigues, o queridíssimo produtor deste blog, que me emprestou um tênis Lacoste dele. Ficou ótimo! Era tudo o que eu precisava pra dar uma quebrada na seriedade da coisa e deixar o visual mais a minha cara. Pra completar, usei um chapéu e um colete de alfaiataria que eu já tinha. O Rick Salgado, outro produtor amigo-mega-fofo, me emprestou uma gravata preta fininha e, no final, o resultado era um look “wanna be Justin”. Adorei! E saí do evento com o maior sentimento de dó dos bancários: terno é um inferno de quente. Sou mais meu jeans, camiseta e tênis.

Gente, a minha foto com o look ta aí. Diz nos comments o que vocês acharam, vai?

30 out

Gente, escrevi esse post ontem de madrugada… Tava tão podre que não consegui postar. Vai agora.

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Acabo de voltar do Prêmio Moda Brasil. Foi minha primeira vez no Teatro Municipal, um lugar lindo, com uma arquitetura incrível, bem no centro de São Paulo. Fui pra lá de táxi, cheguei atrasado, peguei um comecinho de chuva e morri de medo ao descer do carro… É nessas horas que me sinto como se estivesse numa bolha, sabia? É que todo mundo estava tão lindo, tão sorridente, tão educado, como se o mundo fosse uma festa de gente elegante, enquanto o entorno – o degradado centro de São Paulo – se juntava numa massa de anônimos separados por uma grade. Enfim, filosofia barata de madrugada…

Maria Bethânia abriu a noite declamando “Canção da Tarde no Campo”, de Cecília Meireles, seguido da música “Sonho Impossível”. Foi lindo! (foto: Iwi Onodera/ Ego)

O post mesmo é pra contar das minhas impressões da festa. Regina Casé, como apresentadora, foi ótima. Nada como muitos anos de televisão pra dar traquejo a uma pessoa, né? Traquejo suficiente, aliás, pra corrigir a gafe de trocar o nome de Dudu Bertholini por Dudu Molinos. Regina pediu desculpas, fez piada, gritou o nome correto do estilista cinco vezes, falou que a Neon a veste e ficou tudo certo. A premiação me surpreendeu um pouco. Achei que, por uma questão, digamos, política, os prêmios principais seriam mais bem distribuídos. Na minha conta, a coisa ficaria assim: Paulo Borges como o site do SPFW, Érika Palomino com a revista Key, Lilian Pacce com o GNT Fashion e Glória Kalil com o de jornalista. Só que aí, ao longo da cerimônia, fui me ligando o quão absurdo era colocar Lilian, Glória e Costanza pra disputar, por exemplo, o prêmio de melhor jornalista. Gente, não é querer fazer média com ninguém, mas convenhamos: elas estão anos luz acima desse prêmio, hein? Esses nomes me pareciam ter sido indicados mais pelo conjunto da obra de uma vida, do que o ótimo trabalho realizado ao longo de 2008.

Dalma Callado, a grande homenageada da noite (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)

Penso que, se o Prêmio durar (e tomara que dure por muitos e muitos anos!) a coisa vai melhorar. Tipo, “vamos premiar os grandes dessa vez, todo mundo fica feliz, e depois a gente começa fazer a disputa de verdade”. Porque, afinal, esse Prêmio tem que trazer nomes novos, e não pessoas que já são mais do que consagradas no mercado. Senti falta de ver a Érika Palomino, o Alcino Leite Neto, a Alexandra Farah e a Maria Prata disputando o Prêmio… Enfim, o saldo “jornalismo” da noite ficou assim:

Site – Chic, da Glória Kalil
Programa de TV – GNT Fashion, da Lilian Pacce
Revista – Vogue
Jornalista – Glória Kalil

Lilian fazendo seu discurso de agradecimento (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)

Outras surpresas

Seguindo a linha o meu humilde raciocínio fashion – de que os consagrados seriam os premiados – a noite reservou mais surpresas. Felipe Veloso ficou com o troféu de melhor stylist, sendo que pra mim o favorito era o Paulo Martinez. Reinaldo Lourenço levou o de melhor estilista feminino, sendo que eu achava que ia dar Glória Coelho. E Oskar Metsavaht levou o de melhor campanha publicitária, desbancando Giovanni Bianco, uma referência e um ícone nessa área.

Uma última questão: a categoria novos talentos. Grande parte das pessoas que eu conversei antes e depois do evento, se perguntavam “quem são eles?”. É não é querer acabar com ninguém, não. É que entre os novos estilistas, tem gente que está fazendo um trabalho tão mais merecedor de destaque. Eu adoraria ter visto o João Pimenta lá, por exemplo. Um cara que começou na Casa de Criadores, fez desfiles incríveis e emocionantes e foi integrar o Fashion Rio só agora nessa última edição.

Pra terminar

Wagner Moura arrasou cantando Waldick Soriano e Radiohead no encerramento da premiação (foto: Iwi Onodera/ Ego)

Sem a mínima intenção de fazer a Poliana, acho que no final, o saldo do evento é positivo. Todos os indicados são mega merecedores e, independentemente do prêmio, são grandes nomes da nossa moda. Quem me dera daqui uns 20, 30 anos estar numa disputa dessas… Rs. A noite foi incrível, com apresentações ótimas (cadê o Wagner Moura lendo um trecho da carta do Pierre Bergé para o Yves Saint Laurent?). O Felipe Veloso surpreso e quase chorando ao receber o prêmio me emocionou, Maria Bethânia abrindo a noite com um poema de Cecília Meireles, seguido de uma música foi demais, o coquetel pós-cerimônia como todos os amigos da moda lindos e montadérrimos fez a noite mais divertida e tudo isso junto me deu vontade de ter Prêmio Moda Brasil toda semana. Mas daí, haja roupa!

21 out

Como muitos fashionistas sabem, na próxima quarta tem a entrega do Prêmio Moda Brasil, que irá eleger os 17 profissionais de maior destaque do setor no país, segundo um júri especializado. A festa, que rola no Teatro Municipal, vai ser bafo, com diversos shows… Tudo muito bom até que eu descubro hoje que o convite do evento pede “traje passeio completo”. Drama! Como o próprio Descolex comprova, eu sou zero ligado em trajes mais clássicos. Nem na minha formatura eu fui de terno! E, agora, estou numa enrascada. Tenho duas opções: comprar ou alugar, certo? A primeira alternativa está fora de cogitação. Um terno decente não sai por menos de mil reais. E, nesse caso, prefiro pegar essa grana e viajar, do que comprar uma coisa que vai ganhar mofo no armário. Comprar um terno meia-boca também não rola muito. Afinal, é um prêmio de moda!


Terninhos Dior Homme (alguém quer me dar um?)

A segunda opção é alugar. Só que alguém aí sabe me dizer onde eu alugo um terno bacana, menos careta, com bom caimento pra um cara de 1.68m? E mesmo que o terno role, ainda tem a odisséia do sapato. Nunca vi um lugar que alugasse um sapato ok, elegante. São sempre coisas tenebrosas e até bregas. O que eu faço? “Se ficar, o bicho pega. Se correr, o bicho come”. Nessas horas, queria muito ser mulher. Lá no trampo, em dois minutos todas tinham roupa pro evento. Uma emprestou da outra, a terceria pegou da prima, da vizinha, da irmã da cunhada da menina da academia… E eu com cara de tacho. Outro desejo neste momento difícil era de que isso fosse um red carpet e eu uma celebridade pooooodre de famosa: em dois minutos teria umas 20 marcas querendo me vestir dos pés à cabeça! Só que como isso aqui não é Hollywood, conto com a ajuda de vocês com idéias milagrosas. Nossa-senhora-do-terno-Dior, valhei-me!

P.S: O Luigi, que ta passando pelo mesmo perrengue, vai fazer um post no About Fashion com entrevistinhas-auto-ajuda com stylists e jornalistas. Se você ficou interessado em acompanhar nosso drama, acessa lá depois!