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16 fev

Pra muitos, cabelo é assunto sério: além de centenas de cuidados, gasta-se dinheiro à rodo pra manter as madeixas lindas e brilhantes. Que o diga Justin Bieber, que gasta R$ 2400 no mês pra manter a franjola em ordem. E tem gente por aí que gosta tanto de cabelos que não quer saber só de tê-los na cabeça, querem fazer arte! É isso mesmo. Eu estava dando uma navegada por aí e encontrei uma artista de Seatle chamada Adrienne Astonson que usa cabelo como matéria prima em suas criações. O que ela faz? Insetos, de todas as espécies e tamanhos. O trabalho é super bacana, ainda mais porque os únicos materiais utilizados são fios humanos e cola. A artista tem toda uma pegada sustentável, então encontrou “na cabeça” a ideia para criar mini esculturas com perfeição. Alguns parecem que vão sair voando, tamanha a riqueza de detalhes.

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Insetos feitos apenas com fios humanos e cola

Aliás, cabelo tem servido de matéria prima faz um tempo para os criadores. Na moda, são inúmeras as coleções que trazem o material nas roupas e acessórios. A mais recente foi apresentada na última temporada de outono-inverno 2011 do Fashion Rio. O estilista Melk Z-Da se inspirou nas ilhas de Fernando de Noronha, suas praias e lendas folclóricas. E na hora da pesquisa de materiais, o estilista usou cabelo sintético, que aparece em cintos, saias e vestidos. E não é de hoje que vemos essa proposta nas passarelas. Martin Margiela também colocou em sua coleção de inverno 2009 modelos cobertos de cabelos. Uma linha bem primo Itt da Família Adams.

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A coleção de inverno 2011 de Melk Z-Da trouxe cabelo sintético pra passarela

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Martin Margiela tem seus looks cabelísticos também

E nada como usar essa onda de cabelo… na cabeça! Alguns estilistas adoram decorar as madeixas usando os cabelos para fazer chapéus. Um que propôs a brincadeira foi o estilista italiano Lorenzo Riva, em sua coleção de primavera-verão 2010. As modelos desfilaram cada uma com um chapéu, que tinha os mais diferentes formatos – alguns lembravam cogumelos gigantes.

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Cabeças de Lorenzo Riva

Já a diretora de arte japonesa Nagi Noda, que infelizmente morreu em 2008, fez uma série de chapéus em formato de animais. O efeito é ótimo: dá a impressão de que o bicho faz parte mesmo da cabeça de quem os usa. O adorno usado por Bjork na capa do disco “Medulla” foi feita por Nagi. Lady Gaga também já foi clicada usando uma das criações da artista.

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Cabeças em forma de bichos criados por Nagi Noda

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Bjork usa uma cabeça feita de cabelo para a capa do álbum “Medulla”

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Lady Gaga também usou cabeça criada por Nagi Noda

Aliás, não tem como falar dessa onda sem citar a cantora. Gaga freqüentemente é vista com alguma cabeça toda trabalhada. E adivinha qual material ela gosta de usar para complementar seus looks exóticos? Cabelos, claro. Quem não se lembra do clássico laçarote loiro que a cantora usava no topo da cabeça? Mas o modelo mais inusitado que ela já desfilou, foi um usado num evento da Polaroid, em Las Vegas, no ano passado. Detalhe: segundo um jornal americano, o chapéu foi todo feito com os cabelos da própria Lady Gaga. Será?

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O indefectível laçarote de cabelo de Lady Gaga

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Chapéu feito com os próprios fio da cantora. Será?

27 jan

Pode ser que eu esteja viajando, mas penso que Fukuoka, no Japão, é uma das grandes capitais dos viciados em moda. É só se ligar na quantidade de fotos que a gente vê por aí de pessoas com as roupas mais coloridas e descoladas em toda parte dessa cidade. E foi lá, a pouco mais de um ano, que a Nike escolheu pra inaugurar sua primeira “flagship Premium”, a NikeiD Genegator. A loja tem toda uma pegada interativa digital, usando uma ferramenta super bacana que cria o design de um tênis de acordo com a roupa que o cliente está vestindo, em tempo real. Como assim? Eu explico: o cliente entra na loja e, diante de um espelho, ele posa pra uma foto. A maquina registra a imagem e filtrando as cores e analisando o look, ela cria um Nike personalizado de acordo com o que o cliente gosta de vestir. Em seguida, essa imagem é impressa e o cliente pode decidir se quer ou não fazer o seu exclusivo par de sneakers. Um vídeo bem explicativo mostra todas as etapas do processo:

O resultado da experiência com a nova ferramenta foi impressionante: em apenas quatro dias cerca de 18 milhões de pessoas testaram a ideia, sendo que 95% delas foram até a etapa final e levaram seus pares pra casa. Outras 40 mil pessoas baixaram o aplicativo para celular. Isso, num prazo de duas semanas, uma loucura.

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Cliente tira foto na NikeiD Generator

E falando em personalizar tênis, me lembrei de um site muito legal que faz mais ou menos a mesma linha. O Pimp My Kicks fabrica os pares criados pelos clientes, que escolhem os mais diferentes estilos e desenhos. O mais bacana é que todas as estampas são feitas a mão, o que dá margem à escolha de umas imagens bem bizarras, como esta do Justin Bieber.

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E ai, vocês usariam?

Curioso foi como os caras decidiram montar o site. O criador Richard Brown estava em casa assistindo ao programa “Pimp My Ride”, da MTV Americana, e pensou: por que não “pimpar” tênis?! Foi ai que ele começou a mexer os pauzinhos pra criar o domínio e botar a ideia em prática. Como sócio, ele chamou seu colega de faculdade Andre Scott. O resto é história, mas como sucesso do “Pimp My Kicks”, os caras pretendem estender as vendas para fora dos EUA. Alguém duvida que eles estão ficando ricos com o site?

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Tênis customizado pelo pessoal do “Pimp My Kicks”