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5 abr

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Quer ideias de como usar o coturno? Clica na foto que ela aumenta!

Com essa volta (de novo) do rock e do militarismo à moda, surgem nas passarelas e editoriais um dos acessórios mais bacanas do inverno: os coturnos! Eu estou simplesmente obcecado pela peça, que há tempos deixou de ser “coisa de punk, grunge ou gótico” para aparecer nos pés das meninas e meninos mais descolados (vejam nas fotos!). Nas lojas, já da pra encontrar desde os modelos clássicos até os mais inusitados – florais, metalizados, coloridos, envernizados… Mas, como alerta a sábia Glória Kalil, “coturno de verdade tem que ter aquele ar pesado, bruto, sem muitos enfeites”.

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Ideias de produção pros meninos também… É só clicar.

Outra razão para aderir já aos coturnos? Esse ano a lendária marca Doc Martens, cujos modelos foram calçados por grupos musicais como o “The Cure” e até pelo Papa João Paulo II e o Dalai Lama, passando pelo galã do momento, Robert Pattinson, completa 50 anos. Longevidade surpreendente para um sapato que, no início, era apenas ortopédico: criação da dupla alemã Dr. Maertens e Dr. Funck, o sapato tinha uma sola com um colchão de ar para acelerar a recuperação de Maertens de um acidente de esqui. Em 1º de abril de 1960, o primeiro par de botas Doc Martens – nome transformado para o mercado inglês – chegou à Inglaterra. Ele tinha um novo design daquele primeiro, era de cor vermelho vivo, com costura amarela e se chamava “1460″ em homenagem ao dia de sua criação. De calçado ortopédico, os coturnos Doc Martens passaram a ser usados pela classe operária, que descobriu uma alternativa mais confortável e econômica para as tradicionais botas de rígidas solas de couro.

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Coturnos Doc Martens em versão verniz color

Em pouco tempo, o modelo 1460 se converteu num acessório fundamental dos movimentos da contracultura, que viram nele um símbolo de suas raízes operárias. E foi assim que Doc Martens passou pelos mods, skinheads, punks, grunges, agradou rebeldes e estrelas, e também seduziu carteiros, policiais, estudantes e outros profissionais. Resultado? Mais de 100 milhões de pares vendidos no mundo desde 1º de abril de 1960. Hoje, cada coleção da marca oferece 250 modelos e uma gama de cores que vai do dourado ao rosa fúcsia, ou simplesmente o padrão histórico: preto e vermelho sangue.

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Agyness Deyn, Robert Pattinson,Blake Lively, Adam Lambert e Avril Lavigne são alguns dos famosos de hoje que curtem um Doc Martens

Nessa matéria da Dazed Digital tem um vídeo bem legal, em inglês, contando mais da história da Doc Martens. Super vale o clique! Já no Chic, há um roteirinho bacana com oito dicas de lugares onde comprar coturnos. A essa lista, eu acrescento mais três dicas:

1- Até umas duas semanas atrás, a Renner estava vendendo um coturno bem ok por uns R$ 130. É um preço bem abaixo da maioria das outras lojas, só que tinha um péssimo defeito: uma “estampa” cafona da marca do sapato na lateral do cano. Como não tava afim de quebrar a cabeça pra pensar como cobrir aquilo, acabei não levando. Mas, quem tiver mais ânimo…

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Coturno fofo da Zapatería Febo, em Buenos Aires

2- Se você vai pra Buenos Aires em breve, procure uma loja chamada Zapatería Febo. Eu nunca fui lá, mas me disseram que tem coturnos lindos e super tradicionais por um preço bem bom.

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Tênis que parece coturno da KR3W

3- E se mesmo depois de todo esse post você não está amando os coturnos, eis meu último esforço: encontrei no site Sneaker Freaker um tênis de lona simplesmente ma-ra-vi-lho-so da marca de skate KR3W que parece uma bota. É lindo mesmo só que, pra variar, não tem entrega no Brasil. Se você tiver algum amigo morando fora, é a hora de pedir aquele favorzinho…

26 jan

Todo mundo já viu, reviu, assistiu e comentou os desfiles da temporada de inverno 2010 do SPFW. Os sites já fizeram seus balanços, as revistas logo mais publicam suas listas-desejo e seguiremos nossas vidas até o verão 2011, quando tudo recomeça. E aqui no Descolex, como eu não faço análise de desfile, vou apenas mostrar pra vocês as coisinhas que eu mais gostei das passarelas nas coleções com pegada mais street. Não é uma lista de tendências. É simplesmente uma coletânea de roupas, acessórios e ideias de styling que me apetecem… Sem o mínimo de pretensão. Me digam se vocês gostam:

Cavalera

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1- Adoro a ideia da jaquetinha bem curta de alfaiataria pra esquentar o vestido. Tudo preto no preto, pra ficar mais elegante e com essa pegada rocker
2- Aqui, o que vale é a estampa de águias
3- O shortinho é tão curto que o bolso até aparece. Achei divertido e fica bom, sem cara de piriguetchy se você jogar uma meia grossa por baixo.

Cavalera-masculino

1- Esse look tem tudo que eu gostei na coleção da Cavalera: a camiseta com rostos de ícones do rock, o cinto que parece o pedaço debaixo de um colete de alfaiataria, a calça com brilhos (eu não consigo deixa de curtir a ideia de menino usando brilho) e o chapéu fofo.
2- Amei a calça meio saruel, pesadona em degradê e gostei bastante da jaqueta que parece super quentinha e tem um shape meio militar
3- Coloquei essa foto só pra mostrar mais uma vez a meia grossa (ou legging) por baixo da bermuda no styling masculino. A gente já viu nas temporadas gringas e agora também vê aqui. Será que vai pras ruas? No SPFW já tinham vários meninos mais antenados aproveitando a ideia.

Colcci

Colcci

1- Adorei a cor, a textura e o acabamento dessa jaqueta de couro masculina
2- O cardigã é bem bonitinho. E olha a legging por baixo da bermuda (de tricô!) aí
3- Achei bem breguinha essa cor da calça, mas amo a proporção dela e adoro a camisa xadrez compridona com lavagem desgastada… E tem também a luvinha de dedinho, que eu sempre acho fofa.

Ellus

Ellus

A ideia de sobrepor casaco/jaqueta por cima de um hoddie não é nada nova, mas aqui o que eu gosto mesmo é do amarelo. Tô com uma vontade de amarelo… Acho que a cor dá um up em tudo. Destaque também para o novo jeans que a grife apresenta, que tem aspecto de couro e uma superelasticidade bidirecional (estica pra todos os lados). O uso da matéria prima é bom pras calças, mas as jaquetas ficaram com uma cara estranha, de couro pobre, sei lá.

Triton

Triton

Eu simplesmente amo tudo que brilha na passarela da Triton. Depois que saí desse desfile, até twittei dizendo que eu queria usar “paéti”. Essa mochila não é maravilhosa? Também achei legal que a grife conseguiu unir no mesmo look duas tendencinhas: brilho e transparência, usando a lantejoula transparente. Há ainda as perfectos brilhosas, os patchworks de jeans cinzas com paetê prateado e as roupas de trecê… Beeeem legal e bem jovem.

Amapô

Amapo

1- Muita gente elogiou forte o desfile, mas confesso que eu não morri de amores, não. A sacada é boa: falar dos moradores de rua e fazer, por exemplo, um luxuoso casaco de veludo com estampa de jornal. Mas não me encanta as proporções, esses ombros meeega exagerados, enfim… Agora, tenho que também concordar que o trabalho com as tachas é bem legal (mais legal que a listras feitas com zíperes). Elas não são tachas óbvias, prateadas. São todas coloridinhas e do exato tamanho do xadrez em que são aplicadas. Ficam parecendo uns pixels salpicados na roupa. Amei.
2- Eu não sei do que é esse trench. Não me lembro se é moletom ou se é lã, mas sei que gostei do acabamento e da modelagem. No pé, um dos inúmeros coturnos que eu vi na temporada. Eis aí outra coisa que quero agora: um coturno! Melhor ainda se ele for um Doc Martens. Quem está em Londres e pode me trazer um? Rs..

2nd Floor

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1- Olha a legging de malha pra menino aí gente! E cata o sapato marrom… Tãaao lindo.
2- Bichanismo tá na moda. Essas lindas máscaras de tricô foram criadas pela estilista portoalegrense Helen Rödel. Duvido que irá vender na loja, mas deve ser bem legal produzir pra fazer editorial ou dar pinta numa festa.
3- Incrível esse acabamento fusionado, onde um tricô de ponto largo se funde ao moletom. É o básico com cara de novo.
4- Xadrez pro inverno é um clichê já. Mas essa cartela de azuis é tão linda…
5- Você é que nem eu e não usa gravata? Então, pode fazer uma produção mais arrumadinha e divertida dando um nó, bem despretensioso, num lenço.

Reserva

Reserva

1- É a única touca que eu vi na passarela nessa temporada. Não que eu ache elas hiper descoladas, mas são bem úteis no friozão, né?
2- Não gosto do look, mas gosto do cardigã fininho. E tem esse cachecol grandão meio metalizado… Brilhou, tá pra mim!
3- Mais um cardigã fofo. E só.
4- Luvinha de dedinho rules! Essa numa versão meio emo. E, aproveitando, quem disse que as calças coloridas estão aposentadas? Pelo menos pra Reserva, não.
5- Tem coisa mais brega do que menino de bermuda e meia até o metade das canelas? Tem! A meia pode ser preta…rs. Mas, olha que bizarro, eu até que gostei na passarela. Só que daí pra vida real, é toooda uma reflexão.

Alexandre Herchcovitch (masculino)

Alexandre-Herchcovitch-masculino

1- Essa jaqueta xadrez é simplesmente incrível. Amo a padronagem, amo a modelagem… Amo o Alexandre! Ah, o chapéu e a calça também são bem bons
2- Tênis bicolor, cano alto. É pra ter, né?
3- Se o Maurício Ianês amarra umas fitinhas pretas no pulso dos modelos do Alexandre, porque você não pode fazer isso em casa? Boa ideia pra uma munhequeira improvisada…rs. Legal também esse treco de peças de jogo de xadrez. Será que dá pra por no pescoço?
4- O hoddie é sensacional. A make, nem se fala… Diz que um modelo saiu assim do desfile e teve criancinha chorando na rua de medo. Tudo bem, né? Teve modelo que chorou no backstage porque descobriu na hora que ia ter que raspar a cabeça.

Do Estilista

Do-Estilista

1- Sei lá, pode parecer loucura, mas acho que essa roupa tem a cara do Alexandre. Parece ter sido desenhada pra ele… Imagino ele todo dia vestido assim. Bonitinho
2- Eu adoro a Mel e adoro também a blusinha de cordas dela
3- Jaqueta de couro croco… Rock’n’roll!
4- A cabeça de casinha faz um modelão. E a gravata de corda de enforcamento? Creepy! Mas me divirto…
5- Bichanismo na cabeça. Literalmente!

*O crédito de todas as fotos é do Portal FFW.  Depois de olhar todos os outros sites, me pareceu com o conteúdo mais completinho, bem organizado e de qualidade. Não estou desmerecendo o ótimo trabalho dos outros veículos, mas é bem legal clicar numa grife e ter ali as imagens de passarela (cada foto com o nome das modelos!), detalhes das roupas, backstage, além do vídeo com o desfile completo.

O melhor e o pior

E pra encerrar esse big post com chave de ouro, saca só vídeo bem legal que eu fiz com o povo na Bienal perguntando o melhor e o pior do SPFW, dentro e fora das passarelas. Divirtam-se:

23 jan

Passados esses seis dias circulando pelos corredores da Bienal durante o SPFW, já deu pra ver de tudo: tem gente super produzida, tem gente fashion de verdade, tem looks bizarros e estranhíssimos de quem só quer aparecer e tem até quem não está nem aí. Nós andamos o tempo todo com os olhos bem abertos para registrar os itens mais legais do street que deram pinta por aqui. Dá uma olhada nas mochilas, óculos, tênis e tattoos que nós separamos pra mostrar pra vocês.

Mochilas

Mochilas-brilhosas

1 – Pity Burigo, Colcci: “Comprei na minha cidade, lá em Criciúma.”
2 – Marcelo Novaes, Osklen: “Ganhei da minha namorada que trabalha na marca”
3 – Janice Scalco, Paperchase: “Comprei em Nova York”

Mochilas-vermelhas

1 – Danilo Costa, estilista, comprou na Topmen, em Londres
2 – Clarice Machado, EastPak: “Comprei na loja da rua Augusta”
3 – Michael Vendola, Forever 21: “Comprei em Nova York”

Óculos

oculos-nerd-redondinhos

1 – Andressa Cartegiane, sem marca: “Comprei de um camelô da Av. Paulista”
2 – Shirly Cohen, modelo Clubmaster da Ray-Ban: “Comprei em Nova York”
3 – Mayara Rovery, Ray-Ban: “Comprei em uma ótica em Ribeirão Preto”

oculos-nerd-quadradinhos

1 – Edu Corelli, DJ, óculos Von Zipper: “Ganhei de presente quando trabalhei com a marca”
2 – Carol Martins, Diesel: “Comprei eles escuros e troquei as lentes”
3 – Anderson Tomaz, Infinity: “Comprei na Argentina”

Tênis

Tênis-brilhosos

1 – Violeta, Reebok Wonderwoman: “Eu vi na internet e meu namorado trouxe de Portugal, porque não tem aqui no Brasil”
2 – Evelyn Soares, Adidas Miss Elliot: “comprei em Floripa”
3 – Sabrina Prado, Reebok: “Comprei numa Art Walk”

Tênis-diferentes

1 – Gustavo Abreu, Adidas: “Eu sei que é da liga de basquete, mas não lembro onde comprei”
2 – Julian Gallasch, Raf Simon: “Adoro esse estilista belga e acabei trazendo o tênis de Londres.”
3 – Marcelo Salgado, Pony: “Trabalho com a Pony, então ganhei esse par!”

Tattoos (com super colaboração da Brisa)

Tatuagem-japonesa

Ricardo Oliveros , “True Love Tattoo”: “O Arthur de Camargo é especialista em oriental”

Tatuagem-rosas

Juliana Rakoza, “PMA Studio”: “Fiz com o Teté , o preferido das bandas de rock”

Tatuagem-old-school

David Pollack, “Ivan, Misi e Hercoly”: “São três estúdios muito bons”

Tatuagem-caveiras

Marie Fava, “Gelly’s Tattoo”:  “A qualidade do trabalho é muito boa pelo preço que eles cobram”

Colaborou Ana Paula Martini

22 jan

As pessoas saem do Ibirapuera carregadas de sacolas. Foram às compras por ali? Não, são os brindes distribuídos pelos lounges na Bienal durante o SPFW. Tem de tudo, desde as simples camisetas estampadas com a marca do patrocinador até perfume importado. Esse, só ganha quem é muito vip, no lounge Elle/ Estilo. Os famosos que visitam o espaço são convidados a fazer uma foto no mini estúdio montado ali mesmo e, em seguida, ganham um Carolina Herrera ou um Thierry Mugler. Phino!

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Os vips do lounge da Elle/ Estilo ganham um perfume

Na TAM também só leva brinde os convidados vips. Combinando com a decoração futurista do lounge, eles distribuem carregadores portáteis de celular, assim ninguém passa perrengue sem bateria no evento. Na da Melissa, quem quer brinde tem que entrar na brincadeira: como o tema do estande é circo, eles propõem (mais uma vez) um jogo eletrônico aos visitantes e, quem ganha, leva um par de melissinhas.

Ana Paula MartiniBolsa-Acessorize-Rexona-SPFW
A bolsinha da Acessorize, no lounge da Rexona é fofinha

Agora, quer saber mesmo? Camiseta é o que mais tem no SPFW. Da Costume no Glamurama, da Hering na Vogue, da Jeans Boutique na Marie Claire e da Julia Petit na Rexona. Em todos os casos, elas vêm acompanhadas de outros mimos. No lounge Glamurama, por exemplo, tem tênis Pony, almofada Fom, nécessaire Lolita e vestido Hering. Na sala da Rexona, além da regatinha, tem o próprio desodorante e um porta moedas fofo da Acessorize. A Vogue fez uma parceria com a Opanka e está distribuindo chinelinhos.

Ana Paula MartiniRelogio-Joya-Lofficiel-SPFW
Relógios do lounge da L’Officiel

Um dos brindes mais legais é o do lounge L’Officiel. Dentro de uma sacola toda rosa da Juliana Faro, tem revistas da editora Duetto, uma xícara de louça e um relógio com pulseira de plástico colorida da marca Joya. Parece que esses relógios fazem sucesso em Milão e já já estarão por aqui também. Idéia boa é fazer coleção e usar vários coloridos juntos no mesmo braço, como se fossem pulseirinhas. Fica divertido. Pena que lá eles só dão um…

Colaborou Ana Paula Martini

21 jan

Gente, vocês chegaram a ver o caos que foi uma simples ida do Jesus Luz ao banheiro no SPFW, né? Agora imagina essa confusão vista do lado de dentro, de quem estava no banheiro nesse exato momento… Pois o Descolex encontrou um ser que estava fazendo seu xixizinho tranquilamente quando viu o filho de Deus (e Madonna) se materializar dentro do local: o vendedor Leandro Dalpino, que trabalha na Colcci do shopping Morumbi, fez a gentileza de escrever esse relato. Olha que engraçado:

Reproduçãojesus-luz-ellus-spfw
Quem tem preguiça do Jesus Luz põe-o-dedo-aqui

“Eu já estava há horas andando pelo SPFW. Já tinha pulado de lounge em lounge e precisava ir ao banheiro (sabe como é, né? A gente bebe um drink aqui, uma tacinha de champanhe ali… Tava apertado). Fui, então, ao banheiro do primeiro andar. Estava lá no mictório quando, do nada, vejo uns 10 seguranças invadirem o banheiro. Pareciam os homens de preto. É claro que me assustei. O xixi parou de vir na hora. Lá fora, uma gritaria. Lá dentro, no meio de tantos homens de terno, vejo a figura de um cara que mais parecia o porteiro do meu prédio melhorado. Quem era? Quem era? Jesus Luz! Os caras fizeram tipo um corredor polonês pra ele ir até uma das cabines. Ele entrou e eu fiquei ali estático, olhando pra cara daqueles homens que não deviam estar nada felizes com dever tão ingrato. Fiquei pensando se eu sacava a máquina fotográfica de dentro da bolsa, mas achei que o simples movimento de mexer nela iria me causar um olho roxo. Um amigo jurou depois que mesmo que eu tivesse ficado sem a mão, eu estaria rico: venderia a foto do cara fazendo xixi pra uma revista gringa e minha vida mudaria que nem a dele! Bom, a verdade é que eu não fiz nada. Fiquei ali, encostado na parede. Não saí do banheiro porque não dava e os seguranças me olhando com cara de paisagem. Jesus saiu, não deu a descarga e, o pior, não lavou as mãos. E eu? Continuei pobre, mas feliz que agora posso contar pra todo mundo que eu fiz um banheirão com Jesus Luz.”

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