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29 jun

Reprodução
Painel de Doze Green

Curto muito grafite e arte urbana e não poderia deixar passar em branco a participação do Doze Green no SPFW à convite da Chilli Beans. Artista norte-americano, ele começou a pintar em 1974 nos metrôs de Nova York. Fez parte do lendário Rock Steady Crew, grupo de hip-hop que se estabeleceu no Bronx em 1979 e que é considerado um dos precursores do movimento b-boy (apareceu até em filmes clássicos como “Flashdance”). Nos anos 80, mudou-se para Califórnia, onde fez trabalhos para marcas de sportwear. Começou a pintar novamente no início da década de 90, fazendo performances em Los Angeles e São Francisco, quando retornou para Nova York. Hoje, faz instalações privadas para artistas, arquitetos e até pintou para o príncipe Albert, de Mônaco.

Márcio Ribeiro Jr./Reprodução
Doze pintou este painel de mais de 20 metros durante o SPFW

Aqui em SP, fez tipo um work in progress: durante todos os dias de evento pintou um mural de mais de 20 metros… O povo de um lado pro outro e ele lá no andaime ouvindo um som e mandando ver nos pincéis.

O André e o Thomas bateram um papo com ele. O som não tá uma maravilha (sorry!), mas dá pra ouvir:

Só um detalhe interessante que eu descobri dele: a Kidrobot, que é uma marca incrível de toy art, lançou recentemente um toy assinado pelo Doze. O boneco chama “Goddess”, tem 50cm de altura e faz parte da “Black Line”, linha onde artistas contemporâneos são convidados a criar um toy art especial.

Divulgação
Goddess, toy da Kidrobot criado por Doze

O precinho? Só US$ 500! Ok, puta design, assimétrico, com diferentes texturas, acabamento brilhante em áreas específicas… Mas só sendo colecionador mesmo pra comprar.

Colaboraram André Puertas e Thomas del Carlo

30 mar

Programação das boas e, o melhor, gratuita: a partir de amanhã, 31 de março, a Matilha Cultural, em São Paulo, inicia uma série de eventos relacionados à arte urbana e o graffiti. Estão programados bate-papos com curadores, artistas e galeristas, além da exibição do documentário “Exit Through the Gift Shop” dirigido pelo polêmico artista britânico, Bansky, indicado ao Oscar 2011 de Melhor Documentário, que terá três exibições. O primeiro bate-papo acontece na quinta-feira, 31 de março, a partir das 19h30 e conta com a presença do fotógrafo francês Éric Marechal, criador do “Street Art Sem Fronteiras“, projeto que reúne diversos lambe-lambes de artistas de rua de todo mundo, um sobreposto ao outro.

Reprodução

Obra de Djalouz, da França, na mostra “Street Art Sem Fronteiras, em São Paulo

Nesse dia também participam do debate, Lucas Ribeiro, o “Pexão”, curador da “Transfer”, representativa mostra de arte urbana e contemporânea, que reuniu mais de 300 obras nacionais e internacionais no ano passado em São Paulo, além dos artistas da “Elemento Vazado – Estencil Arte na Matilha”, exposição que fica em cartaz na galeria até 16 de abril. No dia 07 de abril, é a vez de Baixo Ribeiro, curador e sócio da Galeria Choque Cultural, participar do bate-papo.

O filme “Exit Through the Gift Shop” é o primeiro trabalho cinematográfico do britânico Banksy, conhecido pelas suas intervenções polêmicas, principalmente na Inglaterra. Conta a trajetória do francês Thierry Guetta em Los Angeles, enquanto ele tenta fazer um filme sobre artistas urbanos pelo mundo e depois acaba virando artista principal da história. Além de ter sido indicado ao Oscar de 2011, o documentário participou da seleção oficial de Sundence e Berlinare em 2010. Serão três únicas exibições na sala de cinema da Matilha Cultural: dia 8/04 às 21h e nos dias 9 e 10 de abril, às19h.

Cinema na Matilha
Exibições “Exit Through the Gift Shop”
Dias: 08/04 às 21h, 09/04 e 10/04 às 19h
Ingressos disponíveis 30 minutos antes de cada sessão
Entrada colaborativa

r. Rego Freitas, 542, Centro, São Paulo
Tel.: (11) 3256-2636
Entrada livre para cães

Bate-papo na Matilha
Dia 31/03 às 19h30
Participantes: Eric Marechal e Lucas Ribeiro “Pexão” artistas da Elemento Vazado a confirmar
Dia 07/04 às 22h
Participantes: Baixo Ribeiro e convidados a confirmar
Grátis

23 fev

Acho o trabalho Zevs muito legal. Tento sempre acompanhar o que esse artista plástico francês anda fazendo por aí e sempre paro pra ler quando falam dele. Dia desses vi uma entrevista onde ele indica sua marca favorita de acessórios, que não podia ter mais sua cara. Chama-se “Liberty Symbol”, fica na França e oferece uma coleção completa de… um único broche! Pois é, a marca vende um triangulo invertido branco e só. E porque é tão legal? Porque o Zevs usa o triângulo pra cobrir os logos das roupas que ele compra (ele tem todo um histórico anti-marcas) e porque o triângulo tem uma proposta política até que simples: somos todos iguais. No site, o texto inglês explica que a inspiração veio dos triângulos coloridos que os nazistas usavam pra estupidamente classificar seus inimigos – dos gays aos imigrantes. Daí esse broche ser branco, pra contrapor todas essas ideias de separação e censura. Claro que não é a quintessência da moda política, mas pelo menos tem uma mensagem interessante. Dá para comprar pela internet e três broches custam 10 euros.

Divulgação
“Liberty Symbol” serve pra cobrir os logos das roupas

Quem é Zevs, pô?

Reprodução/FFW
Prazer, eu sou o Zevs!

Bom, eu to aqui falando de Zevs pra lá, Zevs pra cá e certamente tem alguém irritado comigo por não explicar quem é a pessoa. Vamos lá: Zevs começou sua carreira nos anos 90 como grafiteiro. Em 2001, estourou quando anúncios publicitários tornaram-se foco do seu trabalho. Ele fazia intervenções nos outdoors usando spray vermelho para “assassinar” os modelos das grandes campanhas nas ruas de Paris. Quem iria ter desejo por uma bolsa cuja modelo parecia ter tomado um tiro na testa?

Reprodução
Visual Attack: tiro na testa e sangue no zóio

Com o tempo seu “Visual Attack”, como era chamada a intervenção, evoluiu para o “Visual Kidnapping”: ele “seqüestrava” os modelos dos anúncios e ainda colava o recado “Seqüestro Visual. Pagar Agora!”. Depois de algumas ações, a marca de café Lavazza até cedeu e pagou. Simples, mas muito criativo (e lucrativo!).

Reprodução
A modelo sequestrada no anúncio da Lavazza. Pior que a marca pagou o resgate!

Porém, sem dúvida, o trabalho mais notável de Zevs é o “Liquidated Logo”. Ele pega os símbolos de grande força visual e cria a ilusão de que eles estão derretendo, se desfazendo. Entre os alvos, as marcas Louis Vuitton, Nike, Lacoste e até o Google. O trabalho ganhou exposição no museu Ny Carlsberg Glyptotek, na Dinamarca, ao lado de obras de Manet e Rodin. Mas não é porque a arte até então marginal do Zevs ganhou espaço em museus e galeria, que tudo foi lindo.

Reprodução
Liquidated Logo do monograma da Louis Vuitton colorido por Takashi Murakami

Em 2009, na China, ele estampou o logo da Chanel na fachada da Giorgio Armani. As duas lojas, muito próximas uma da outra, disputavam clientes ferrenhamente. Por isso, não é de se surpreender que Zevs tenha sido convidado a se hospedar no xadrez por uns dias, além de segurar a bronca de um processo indenizatório milionário.

Reprodução
Pintando a fachada da Giorgio Armani, na China. Resultado: foi direto pra prisão

No ano passado, Zevs veio ao Brasil para o evento Pense Moda. Além de sua palestra no evento, o cara fez uma performance na rua Haddock Lobo, em São Paulo, com Marina Dias. A modelo foi a “Fashion Victim” assinada no meio da rua com o logo da Vuitton ao seu lado e a boca cheia de sangue falso.

Reprodução/Mistura Urbana
Marina Dias, uma fashion victim da Louis Vuitton, em SP

14 mai

Linda a iniciativa desse grupo de pessoas criativas – Free Art and Technology (FAT), OpenFrameworks, Graffiti Research Lab e The Ebeling Group – de criar um sistema de baixo custo e “open source” (qualquer pessoa pode mexer no seu sistema) para ajudar pessoas com paralisia dos membros. Eles se juntaram com um grafiteiro chamado Tony Quan (aka TEMPTONE) que foi diagnosticado com um tipo de esclerose em 2003 e hoje não movimenta nada, a não ser seu olho. O sistema faz um “tracking” do movimento dos olhos, permitindo que ele escreva e desenhe!

O objetivo do grupo é criar uma rede de desenvolvedores, hardware hackers, artistas que trabalham com projeção urbana e pacientes com esclerose de todo o mundo para usarem materiais locais e pesquisa “open source” para desenvolverem o que eles chamam de “eye art”. Pra entender (e se emocionar), é mais fácil assistir ao vídeo:

 

The Eyewriter from Evan Roth on Vimeo.

Quem ficou interessado, quer saber mais ou até colaborar, vale entrar no site do projeto Eye Writer.

12 jan

No domingo os termômetros bateram 40,4º C aqui no Rio… Só que, com essa umidade que faz, dizem que a sensação térmica é de 50º C. O povo ta derretendo aqui no Píer Mauá. E o nosso querido repórter seminu continua arrasando nos modelitos pra driblar as altas temperaturas. Veja a look dos últimos dois dias dele:

Janaína Rosa/ Angel/ ReproduçãoBruno-Fashion-Rio-Inverno-2010
Aqui no Pier Mauá, o apelido dele já é Brüno, o repórter de moda mais sem noção of the world

E olha quem encontrei nos corredores do Píer Mauá: a roqueira Costanza Pascolato! Pois é, ontem ela deu uma entrevista ao Blog LP com dicas do que ela anda ouvindo. Na playlist, White Stripes, The Horrors e The Kills. Já hoje, ela apareceu com um anelzão de caveira. Fala a verdade: ela não é a avó que todo fashionista queria ter?

Aurea Calcavecchiacostanza-caveira
Costanza, quero ser seu neto!

A cada novo dia de evento, um novo navio de cruzeiro faz o cenário por aqui. Eu nunca tinha visto um transatlântico tão de perto e fiquei impressionado com o tamanho do bicho. E como é verão, tem fila de navio aqui no porto. Esse da foto é o maior que eu vi nos últimos dias… Bizarro quando eles estão partindo e tocam aquela buzina absurda. Não tem um canto que não se possa ouvir. Nem dentro das salas de desfiles.

Glauco Sabinonavio-fashion-rio-pier-mauá
Olha o tamanho da criança!

Achei bem legal a intervenção artística que a Blue Man fez ontem, na programação paralela do Fashion Rio. Produtores, fotógrafos, stylists, grafiteiros e cenógrafos se reuniram debaixo do Viaduto Perimetral, logo na entrada do evento no Píer Mauá, para fotografar e produzir todo o material de divulgação dos próximos seis meses da grife. A marca reuniu Antonio Bokel (da Soul Seventy), Toz e Bruno BR (do Fleshbeckcrew) e Peu Mello (do estúdio de design Garagem).

Glauco SabinoBruno-br-Fleshbeckcrew-grafite
Bruno Br mandando ver nos grafites

Juntos, eles realizaram uma grande pintura com materiais inutilizados da fábrica da grife, como cavaletes, carrinhos de mão, retalhos de tecidos, cubos de isopor, escadas, treliças, galões de água vazios, lâmpadas frias, caixas de papelão usadas… Tudo ao som ao vivo do DJ Jonas Rocha. Lao Andrade (responsável pelo “Nomes da Moda“, da Fashion TV), filmou e registrou a ação, não como um making of, mas como um documentário. Bem descolado, bem alternativo… Uma boa volta pra grife que desde a morte de seu fundador, David Azulay, não desfilava.

Glauco SabinoBlue-man-inverno-2010-catálogo
Pose para o lookbook da Blue Man… Olha que cenário bacana!

O trabalho do Bokel na pintura dos cenários era um dos mais legais. Depois, entrei no site dele pra ver outras coisas e adorei os painéis que ele faz, como esse aí de baixo. Entra lá pra conhecer mais o trabalho desse super artista!

Antonio Bokel/ ReproduçãoAntonio-Bokel

Um dos quadros de Antônio Bokel… Achei incrível!

Ah, no canal no Youtube do Descolex, eu postei um videozito mostrando o clima de toda a intervenção. É curtinho, mas dá pra sacar qual é a pegada!

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