O site Men.Style fez uma reportagem com os 20 itens mais luxuosos do mundo, seguindo o critério do tempo que aquele objeto, roupa, prato (…) leva para ficar pronto. Na lista, está o trabalho do brasileiro Alexandre Órion, que criou a genial “Metabiótica”, uma série de fotografias baseada na linguagem do graffiti: ele faz um desenho numa parede qualquer das ruas de São Paulo e fica esperando por dias até que um transeunte entre em perfeito enquadramento com seu desenho. Daí, o clique.


Nas palavras do curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Diógenes Moura, “a fotografia e a pintura de Alexandre Órion são mesmo um projeto para a filosofia. Primeiro vem a espera. Depois a pintura. Depois a espera. Só ai que surge o terceiro elemento (homens, mulheres, automóveis, crianças, animais) e então a cena se completa: a pintura torna-se fotografia. Como não poderia deixar de ser, as imagens de Metabiótica passam como um filme que, ao mesmo tempo, parece tão simples. São imagens que nunca estiveram longe de nós. Esse é o “grande barato” da experiência de Órion: ele vai ao lugar certo, cria a cena certa, espera, fotografa e depois vai embora como apenas alguém que passou”

Hoje, cada foto dessa série chega custar por volta de US$ 1.600. Porém, como a matéria do Men.Style conta, é cada vez mais difícil encontrar uma obra dele disponível. A solução é comprar o livro da mostra, que sai por US$ 45.

Órion tem 27 anos, é designer e artista plástico, formado em artes visuais. Trabalha com graffiti desde 1995. Como fotógrafo autodidata iniciou seu envolvimento com a teoria e a prática fotográfica em 2001. Entre outros trabalhos dele, está o genial “Graffiti Reverso”: ao invés de pintar, ele saiu limpando as grades de um túnel de São Paulo. O mais engraçado é que quando os policiais chegam para, sei lá, prendê-lo, acabam sem ter o que fazer. Afinal, ele não está comentando crime algum. Vale muito assistir ao vídeo:
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