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15 mar

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Capa do editorial

Há quem duvide da masculinidade desse rapaz, ou melhor, desse senhor, já que em 2011 ele completa 50 aninhos. Mas, fato é que desde que nasceu, ele namora uma das garotas mais bonitas e conhecidas da história, a boneca Barbie. E para celebrar esse aniversário, a revista “GQ” da Alemanha dedicou um editorial inteirinho ao Ken. O legal é que ao invés de usar um boneco de verdade, o fotógrafo Armin Bortach clicou um modelo de verdade, Aaron Bruckner, e depois tratou as imagens digitalmente para dar a aparência fake necessária (cá entre nós, não muito além do que algumas revistas já fazem normalmente em seus editoriais, hein?). Enfim, dessa vez, Barbie é só coadjuvante, e é “interpretada” pela modelo Alex Sander. A produção e styling é sensacional, com looks fieis ao boneco… Tem até o lencinho no pescoço e o terno de jacquard! #amei.

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Ken na verdade é um modelo de carne e osso

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Humor é tudo nessa vida

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A produção de figurino é excelente

4 fev

Faz tempo que eu falo de crianças aqui no blog. Já contei dos jovens prodígios do mundo da moda, questionei se meninas de 12 anos podem contratar serviços de consultoria de imagem e falei da questão do consumo nessa faixa etária. Dessa vez, quero apresentar um menino que me deixou tão impressionado quanto a primeira vez que ouvi falar da pequena Tavi G.

Reprodução/ GQArlo-Weiner
Arlo Weiner está na 4a série…

Arlo Weiner está na quarta série e é filho de Matt Weiner, o criador da premiada série de TV “Mad Men”. Recentemente, o garoto saiu na revista GQ por conta de seu estilo peculiar e nada comum para meninos de sua idade. “’É isso que nós amamos em Arlo: ele não tem medo de misturar e combinar – ou misturar e não combinar”, dizia a matéria. A publicação entrevistou essa criança para falar de estilo e ele, com toda segurança, saiu dando dicas de como se vestir no inverno.

Reprodução/ GQArlo-Weiner-criança
… E tem mais estilo que muito homem de 35 anos

“Não use somente um desajeitado suéter enorme – isso é chato e a peça não tem forma”. Ao invés disso, ele recomenda um colorido trabalho de combinar camadas e texturas. “É tudo relacionado ao contraste. Você sabe: se você está usando uma camisa branquinha é legal por algo escuro por cima. Pense nisso: a roupa mais elegante – o smoking – é todo contraste, de preto e branco. Nesse momento eu também gosto de usar um vermelho bem luminoso com preto ou preto com laranja. Se bem que essa ultima combinação é boa pro Halloween.”

Não é de ficar chocado com tamanha noção de estilo e preocupação com a roupa e a moda? Eu fico me sentindo um tiozão antiquado e me perguntando: o que mais essas crianças têm para nos surpreender?

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3 out

O site MenStyle.com traz essa semana uma matéria bem diferente e criativa, chamada GQ Regrets (Arrependimentos da GQ). Trata-se de uma seleção de 86 imagens de moda tenebrosas publicadas nos últimos 50 anos da revista. Pra quem não conhece, a GQ é editada pela Condé Nast (a mesma da Vogue e Vanity Fair) e voltada para o público masculino.

Bom, só as fotos já valeriam um pulinho lá. Mas, os textos também são ótimos, cheios de ironias, piadinhas e sem um pingo de auto-piedade! Selecionei uns trechos do abre da reportagem e fiz uma tradução livre:

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“Claro, nós poderíamos justificar algumas das nossas decisões questionáveis apontando fatores externos. Afinal, quando o assunto é moda, o contexto é um grande álibi. Hey, isso eram os anos 60, isso eram os anos 70…”.

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 “Poderíamos ficar nessa ladainha o dia todo e isso não mudaria o fato de que, um dia, nós o incentivamos a vestir alguma coisa extremamente estúpida. Com a maior cara de pau, defendemos o uso de casacos esportivos em cores que você não pintaria nem um carro em forma de banana. Nós não só dissemos que usar coisas como essas era ok, como também era um sinal de modernidade, de forward-thinking. Por isso tudo, pedimos desculpas”.

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“Não temos orgulho das imagens que vocês estão prestes a ver. Mas temos orgulho de você, leitor da GQ, por ter batido o olho em fotos como essas e dito: você só pode estar brincando”.

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Depois dessa matéria, eu definitivamente desencanei de levar qualquer revista de moda à sério….rs. Até um tempo atrás, eu encarava uma publicação dessas como uma bíblia: o que estava ali, deveria ser cumprido. Sem questionamentos! Inocente, né? Enfim, essa é mais um prova – divertidíssima, diga-se de passagem – de que nada melhor do que nosso bom senso (e bom gosto!) na hora de se vestir. Concordam?