11
ago
A Nike não é boba, nem nada… Bem no dia de abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim, resolveu lançar a Nike Sporstwear. Trata-se de uma nova linha de roupas e acessórios, cujo mote é transformar peças esportivas da marca em produtos com visual mais urbano e tecnológico. Inicialmente, o lançamento mundial fará a releitura de oito peças-ícone: Air Force 1, Air Max 90, Cortez, Nike Dunk, Nsw Tee e Windrunner, AW77 Hoody e Eugene Track Jacket (esses dois últimos só chegam por aqui no final do ano).
Seis lojas em São Paulo recebem a linha essa semana. Cada uma delas dedicará suas vitrines e comunicação visual interna a um produto. A Ichiban, na Galeria Ouro Fino, por exemplo, lançou o Air Force 1. E teve até festinha! Por isso, nada mais apropriado para mostrar os Nikes mais legais que circularam por lá:



Qual é o seu preferido? Comente! Ah, e para conferir o look inteiro do povo que foi lá, vale acessar a seção Moda Rua, do blog-site da Lilian Pacce, viu?
9
ago
Sexta-feirizinha “dus infernos”: metrô parado, ônibus lotados, trânsito uó… Não tinha como sair para trabalhar! Aproveitei o day off forçado (porém, muitíssimo bem-vindo) para visitar a Cubículo, primeira galeria de stickers do país. Inaugurado no dia 28 de Junho, o espaço faz parte do criativo projeto que tomou conta do terceiro andar da querida Galeria Ouro Fino, na rua Augusta: a Laje. Trata-se, basicamente, de um conjunto de lojas e escritórios moderninhos, como a produtora de filmes publicitários “Ouro 21” (de Homero Olivetto, um dos idealizadores do projeto junto com Sergio Cuevas); a agência de tendências de web e Second Life “Gruda em Mim que o Boi Não Te Lambe”, o escritório de produção do Mercado Mundo Mix (de Beto Lago) e a gravadora indie “Ôlôko Records”.
O local, que andava meio caído e cheio de placas de aluga-se, foi todo reformado e ganhou pufes, mesinhas e uma incrível mesa de sinuca! Como contou a Ligia, uma fofa que me recebeu lá na Cubículo, todo dia lá pelas 19h o povo dos escritórios se reúne nessa espécie de lounge para “ouvir um ipod, bater-papo e jogar sinuca” (lugarzinho ruim de trabalhar, hein?). Ela também mostrou e explicou alguns dos trabalhos expostos. São todos de artistas da Choque Cultural, galeria que idealizou o espaço. Um dos que mais me chamou atenção foi uma placa de trânsito todinha coberta com stickers de gatinhos feita pelo Tinico. O legal é que ele desenha cada gato, um por um, na mão! Ou seja, os desenhos nunca se repetem, pois não há um quadro de reprodução. A peça custa R$ 350,00 e já foi vendida. “O pessoal compra essas placas para decorar uma loja, um escritório… Acho que ninguém levou para colocar em casa ainda”, explicou a Ligia.
Umas das poucas peças que ainda não tem dono é essa placa coletiva, com intervenções de todos os artistas da expo: Distúrbios, Projeto Chã, SHN, Manormouse, Go Carvalho, ASA, Base V, Ramam, Tinico, Muxi muxi e Mr. Pringles. Ela também sai por R$ 350,00.
Mas não é só de artistas brasileiros que a galeria será feita. Flávia Soares, coordenadora do Cubículo estava em viagem pela Europa e EUA só para buscar novos trabalhos. Lá fora essa cultura sticker já é bastante forte, com lojas especializadas e sites para venda, troca e downloads dos lambe-lambes. E sabe por que download? Por que o maior barato entre os fãs de stickers é colar as obras dos amigos distantes em suas cidades, depois publicando fotos na Internet. É assim que muitos deles ficam conhecidos internacionalmente sem ao menos saírem de seus bairros. Entre esse sites, os mais bacanas, na minha pesquisa, são: Stick It, Wooster Collective, Sticker War, TakTak, Stickyart, Street Stickers (tem um mega poster para download), além dos brasileiros Cachorro Amarelo, Binho Ribeiro e 50 Graus (tem uns stickers de animais derretendo como protesto contra o aquecimento global). Entra porque é muuuito legal!
E para quem gostou, um pouquinho de história…
O objetivo principal dos stickers é criar um composto visual que dialogue com a estética urbana, trazendo uma mensagem a partir do que o ambiente proporciona. Por isso, a gente tem visto por aí (já andou pela região da Rua Augusta, Av. Paulista e Vila Madalena?) figuras estranhas em cabines telefônicas, rostos misteriosos em postes e mensagens no mínimo curiosas nos muros.
Segundo os adeptos da arte, o sticker é mais vantajoso que as pinturas por que é portátil e de fácil aplicação, sendo apenas necessário encontrar o lugar ideal para colocá-lo. Não há limite de tamanho nem de elaboração; as figuras são feitas com caneta, xerox, serigrafia e tintas plásticas. Não se tem certeza sobre quem começou com este tipo de expressão, mas é considerado precursor o artista americano Shepard Fairey, um dos primeiros a saturar as cidades com suas criações. Ele ficou tão famoso que hoje em dia dirige um conceituado estúdio de design gráfico dos Estados Unidos.
- Esse post foi originalmente publicado no BlogView