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17 ago

Reproduçãojovens-pymca-cultura
Fotos do PYMCA

Descobri um banco de imagens muuuito legal pra quem pesquisa ou simplesmente curte sobre cultura jovem. Sediado em Londres, o PYMCA (Photographic Youth Music Culture Archive) foi criado mais ou menos há uma década por um cara chamado Jon Swinstead. A intenção dele era criar uma coleção de imagens que “capturassem a real essência da vida dos jovens”. Hoje, o arquivo conta com mais de 80 mil fotos, recolhidas em todos os cantos do globo, documentando estilos de vida, modismos, estilos de cabelo, influências musicais e diversas subculturas jovens desde os anos 60 até hoje. É claro que tem aquela coisa chatissima de só poder baixar as imagens, pagando-as. Mas, se você não precisa delas pro seu trabalho, vale a visita só pra dar uma olhada. Do hip-hop ao house, de tatuagens a piercings, dos punks ao disco, do rock ao dance… Tem tudo lá! Uma delícia de navegar.

Ah, e se você é fotógrafo e tem um trabalho legal nessa área, pode entrar em contato com eles. O PYMCA compra as imagens ou até faz uma parceria com você. Bacana, né?

PYMCA
Contato: +44(0)20 7251 8338
E-mail: info@pymca.com
Endereço: 43 Clerkenwell Road London EC1M 5RS. United Kingdom

16 jul

Muito boa a idéia da fotógrafa Dina Goldstein: ela fez um set de fotos que mostra o que houve com as princesas depois do “felizes para sempre”. Pra quem não sabe, grande parte das histórias das princesas Disney são baseadas em fabulas dos irmãos Grimm. Lembro que quando eu ainda freqüentava o cursinho de inglês, li o livro original deles – “The Complete Fairy Tales of Brothers Grimm” – que mostrava as princesas bem mais humanas, com histórias obscuras e tristes até (as irmãs da Cinderela, por exemplo, cortam os dedos e um pedaço do calcanhar pra fazer o sapatinho de cristal caber nos pés). O que Dina fez foi pegar as histórias originais, misturar com aspectos ruins desses textos e expor as princesas à situações reais, como doenças, vícios e problemas com sua auto imagem. Dá uma olha como ficou o trabalho:


O príncipe esperou tanto a Bela Adormecida acordar, que ficou velho e foi para num asilo


A situação tá tão preta no Oriente Médio, que Jasmine até pegou em armas


No meio da floresta tinha um Mc’Donalds e Chapéuzinho Vermelho ficou por lá mesmo


Rapunzel, que tanto se orgulhava das suas tranças, teve câncer e foi obrigada a raspar a cabeça


Branca de Neve casou, teve um monte de filhos e o príncipe nem aí pra ajudar ela


Cinderela foi largada pelo príncipe e virou alcoólatra


Bela envelheceu, a Fera não quis mais nada com ela e, deprimida, a princesa se entregou aos cuidados do Dr. 90210

Via Augusto Paes

27 out

Demais o Flickr do alemão Michael Hughes. Ele faz fotos, brincando com a perspectiva dos objetos, como naquelas fotos em que a gente “pega” o sol com as mãos, sabe? Já são mais de 100 imagens que misturam realidade e souvenirs como imãs de geladeira, postais, copos de café, réplicas miniaturas de plástico, entre muitas outras tranqueiras.

Um estojo substitui os famosos ônibus londrinos, um imã de geladeira assume parte da ponte Golden Gate, um porta-caneta toma o lugar de pirâmides do Egito e por aí vai. Dá uma olhada, se inspire e faça suas fotos!

28 ago

Eu já disse outras vezes aqui no Descolex que tenho paixão pela Augusta… Pra mim, não tem um lugar mais heterogêneo em São Paulo do que lá. Você vai do luxo a lixo numa mesma rua. E é por isso que fiquei mega feliz quando a Luana Lila, uma jovem e talentosa fotógrafa que trabalhou comigo no site da Lilian, me contou que venceu um concurso de fotojornalismo promovido pela USP com uma imagem da Augusta sob o tema mito. Mandou bem, Lu!

25 nov

O site Men.Style fez uma reportagem com os 20 itens mais luxuosos do mundo, seguindo o critério do tempo que aquele objeto, roupa, prato (…) leva para ficar pronto. Na lista, está o trabalho do brasileiro Alexandre Órion, que criou a genial “Metabiótica”, uma série de fotografias baseada na linguagem do graffiti: ele faz um desenho numa parede qualquer das ruas de São Paulo e fica esperando por dias até que um transeunte entre em perfeito enquadramento com seu desenho. Daí, o clique.

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Nas palavras do curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Diógenes Moura, “a fotografia e a pintura de Alexandre Órion são mesmo um projeto para a filosofia. Primeiro vem a espera. Depois a pintura. Depois a espera. Só ai que surge o terceiro elemento (homens, mulheres, automóveis, crianças, animais) e então a cena se completa: a pintura torna-se fotografia. Como não poderia deixar de ser, as imagens de Metabiótica passam como um filme que, ao mesmo tempo, parece tão simples. São imagens que nunca estiveram longe de nós. Esse é o “grande barato” da experiência de Órion: ele vai ao lugar certo, cria a cena certa, espera, fotografa e depois vai embora como apenas alguém que passou”

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Hoje, cada foto dessa série chega custar por volta de US$ 1.600. Porém, como a matéria do Men.Style conta, é cada vez mais difícil encontrar uma obra dele disponível. A solução é comprar o livro da mostra, que sai por US$ 45.

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Órion tem 27 anos, é designer e artista plástico, formado em artes visuais. Trabalha com graffiti desde 1995. Como fotógrafo autodidata iniciou seu envolvimento com a teoria e a prática fotográfica em 2001. Entre outros trabalhos dele, está o genial “Graffiti Reverso”: ao invés de pintar, ele saiu limpando as grades de um túnel de São Paulo. O mais engraçado é que quando os policiais chegam para, sei lá, prendê-lo, acabam sem ter o que fazer. Afinal, ele não está comentando crime algum. Vale muito assistir ao vídeo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JwsBBIIXT0E]

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