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16 jul

Muito boa a idéia da fotógrafa Dina Goldstein: ela fez um set de fotos que mostra o que houve com as princesas depois do “felizes para sempre”. Pra quem não sabe, grande parte das histórias das princesas Disney são baseadas em fabulas dos irmãos Grimm. Lembro que quando eu ainda freqüentava o cursinho de inglês, li o livro original deles – “The Complete Fairy Tales of Brothers Grimm” – que mostrava as princesas bem mais humanas, com histórias obscuras e tristes até (as irmãs da Cinderela, por exemplo, cortam os dedos e um pedaço do calcanhar pra fazer o sapatinho de cristal caber nos pés). O que Dina fez foi pegar as histórias originais, misturar com aspectos ruins desses textos e expor as princesas à situações reais, como doenças, vícios e problemas com sua auto imagem. Dá uma olha como ficou o trabalho:


O príncipe esperou tanto a Bela Adormecida acordar, que ficou velho e foi para num asilo


A situação tá tão preta no Oriente Médio, que Jasmine até pegou em armas


No meio da floresta tinha um Mc’Donalds e Chapéuzinho Vermelho ficou por lá mesmo


Rapunzel, que tanto se orgulhava das suas tranças, teve câncer e foi obrigada a raspar a cabeça


Branca de Neve casou, teve um monte de filhos e o príncipe nem aí pra ajudar ela


Cinderela foi largada pelo príncipe e virou alcoólatra


Bela envelheceu, a Fera não quis mais nada com ela e, deprimida, a princesa se entregou aos cuidados do Dr. 90210

Via Augusto Paes

27 out

Demais o Flickr do alemão Michael Hughes. Ele faz fotos, brincando com a perspectiva dos objetos, como naquelas fotos em que a gente “pega” o sol com as mãos, sabe? Já são mais de 100 imagens que misturam realidade e souvenirs como imãs de geladeira, postais, copos de café, réplicas miniaturas de plástico, entre muitas outras tranqueiras.

Um estojo substitui os famosos ônibus londrinos, um imã de geladeira assume parte da ponte Golden Gate, um porta-caneta toma o lugar de pirâmides do Egito e por aí vai. Dá uma olhada, se inspire e faça suas fotos!

28 ago

Eu já disse outras vezes aqui no Descolex que tenho paixão pela Augusta… Pra mim, não tem um lugar mais heterogêneo em São Paulo do que lá. Você vai do luxo a lixo numa mesma rua. E é por isso que fiquei mega feliz quando a Luana Lila, uma jovem e talentosa fotógrafa que trabalhou comigo no site da Lilian, me contou que venceu um concurso de fotojornalismo promovido pela USP com uma imagem da Augusta sob o tema mito. Mandou bem, Lu!

25 nov

O site Men.Style fez uma reportagem com os 20 itens mais luxuosos do mundo, seguindo o critério do tempo que aquele objeto, roupa, prato (…) leva para ficar pronto. Na lista, está o trabalho do brasileiro Alexandre Órion, que criou a genial “Metabiótica”, uma série de fotografias baseada na linguagem do graffiti: ele faz um desenho numa parede qualquer das ruas de São Paulo e fica esperando por dias até que um transeunte entre em perfeito enquadramento com seu desenho. Daí, o clique.

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Nas palavras do curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Diógenes Moura, “a fotografia e a pintura de Alexandre Órion são mesmo um projeto para a filosofia. Primeiro vem a espera. Depois a pintura. Depois a espera. Só ai que surge o terceiro elemento (homens, mulheres, automóveis, crianças, animais) e então a cena se completa: a pintura torna-se fotografia. Como não poderia deixar de ser, as imagens de Metabiótica passam como um filme que, ao mesmo tempo, parece tão simples. São imagens que nunca estiveram longe de nós. Esse é o “grande barato” da experiência de Órion: ele vai ao lugar certo, cria a cena certa, espera, fotografa e depois vai embora como apenas alguém que passou”

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Hoje, cada foto dessa série chega custar por volta de US$ 1.600. Porém, como a matéria do Men.Style conta, é cada vez mais difícil encontrar uma obra dele disponível. A solução é comprar o livro da mostra, que sai por US$ 45.

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Órion tem 27 anos, é designer e artista plástico, formado em artes visuais. Trabalha com graffiti desde 1995. Como fotógrafo autodidata iniciou seu envolvimento com a teoria e a prática fotográfica em 2001. Entre outros trabalhos dele, está o genial “Graffiti Reverso”: ao invés de pintar, ele saiu limpando as grades de um túnel de São Paulo. O mais engraçado é que quando os policiais chegam para, sei lá, prendê-lo, acabam sem ter o que fazer. Afinal, ele não está comentando crime algum. Vale muito assistir ao vídeo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JwsBBIIXT0E]

30 mai
Na época em que eu morava no interior, o hype mesmo era (ou ainda é) sair naqueles sites de fotos de baladas. Tinha um dois ou três e todo mundo se conhecia e reconhecia nessas imagens. Quando cheguei aqui em São Paulo vi que isso nem existia. Talvez pelo simples fato de que ninguém tem saco de ficar clicando os outros à toa numa festa ou talvez porque ninguém tem saco de ficar se procurado no meio de um zilhão de imagens… Whatever. Agora, tempos depois, não é que eu descubro que no exterior esse tipo de site anda fazendo sucesso?


Na Inglaterra, por exemplo, tem um chamado
Dirty Dirty Dancing. Lançado em agosto de 2006, recebe quase 900 mil visitas por mês de todos os cantos do globo. Bom, você se pergunta: o que eu vou querer ver num site de fotos de festas que eu não fui, em lugares que eu não freqüento, com pessoas que eu não conheço? Simples. Ver a cara, a atitude e, é claro, a roupa/montação do povo de lá! Tipo Sartorialist das baladas.


O Dirty Dancing é mantido pelo fotógrafo Alistair Allan, cujos trabalhos de moda estão publicados em revistas como Vogue, Elle e Vanity Fair. Pelo que li no rraurl, Alistair é um geek assumido e “quando sai à noite para fotografar deixa no site as imagens que captou ainda antes do amanhecer, dormindo uma média de quatro horas por noite”. Detalhe: ele não cobra nenhum cent pra fazer isso! Se você é cool, será fotografado certamente. É exatamente por isso que Alistair acabou virando selo de qualidade das festas (imagino que os promoters devem se matar pela presença dele…rs).


Na esteira desse sucesso, outros dois sites parecidos vêm sendo muito comentados (e acessados, claro): We Know What You Did Last Night e o Last Night Party. O primeiro é mantido por Chris Birkenshaw e tem esquema de busca guiado ou pelo nome da festa ou pelo nome das bandas. Já o Last Night Party, pioneiro nos EUA, traz vídeos e fotos divididas por sessões temáticas

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