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8 fev

Eis um exemplo de como a fotografia é realmente uma arte de observação. Quem poderia imaginar que simples mosquinhas mortas poderiam ser tão engraçadas? Pois o fotógrafo sueco Magnus Muhr imaginou… E clicou! Apesar de ser um pouco nojento, é impossível não achar graça da série de fotos dele com moscas mortas nas mais diversas situações:

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Para ver mais fotos, é só clicar aqui. E se você quer conhecer mais do trabalho de Magnus, é só acessar o site dele.

20 jan

Durante a temporada de moda, não são só estilistas, stylists, modelos e nós jornalistas-blogueiros que damos duro. A vida dos fotógrafos também vira uma loucura! Eles correm de um lado para outro carregados de equipamentos e devem estar sempre a postos para não perder nenhum look. Encontramos com Charles Naseh nos corredores da Bienal, ele ia pro desfile da Forum, às 8h da noite, e já transpirava depois de um dia inteiro de trabalho. Escalado para fotografar todos os looks de todos os desfiles da temporada pelo Chic, Charles já sabe: SPFW rolando, adeus vida pessoal!

Ana Paula MartiniCharles-Naseh
Charles Naseh

Charles está acostumado com o ritmo frenético das temporadas de moda, afinal são quase 10 anos fazendo fotos de desfiles. “Por isso, eu consigo correr daqui pra lá e dar um jeito de encaixar almoço e jantar entre os desfiles do dia. Quem está começando se atrapalha com os horários e passa sem comer!” Mesmo com tantos anos de estrada, Charles diz não ter um estilista preferido, aquele cujo desfile ele sempre espera ansioso para fotografar. Ele cita Lino Villaventura e André Lima que, segundo ele, são artistas que criam roupas. “Seus desfiles são legais porque sempre rendem boas imagens.”

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O pit de fotógrafos

Na contramão, existem os estilistas famosos pelos atrasos em seus desfiles. Esses aí são o horror dos fotógrafos, que ficam um tempão a postos no pit com todo o equipamento preparado, só esperando enquanto o desfile atrasa para começar. Quem são eles? Melhor não dizer, né? Falando em pit, aquele espaço em frente à passarela onde os fotógrafos e câmeras se posicionam para clicar as modelos, é ali que a bagunça rola solta assim que as luzes se apagam segundos antes de o desfile começar. Charles conta que as imitações de bichos, latidos e miados que se ouve na sala escura hoje em dia é fichinha perto do que rolava no pit tempos atrás. “Tinha até fotografo que gritava pra modelo na passarela!”

5 perguntas para Charles Naseh

Descolex: Qual foi o desfile mais difícil de fazer?
Charles Naseh: O desfile de 30 anos da Zoomp, com as perucas Black Power e a Gisele no casting. Tinha tanto fotografo no pit que eu estava com câmeras nas minhas duas orelhas!

D: E o que você mais gostou de fotografar?
C.N:
Acho que o do Jum Nakao, quando as modelos rasgaram as roupas no final, mais por fazer parte daquele acontecimento.

D: Que modelo dá mais trabalho pra fotografar?
C.N:
Não tem uma específica, mas algumas novinhas que vem caminhando olhando pro chão costumam ser difíceis de fazer uma boa foto.

D: Você gosta de moda?
C.N:
Gosto na medida, não sou muito ligado em moda não.

D: Depois de tanto tempo trabalhando com moda, porque vc só veste de jeans e camiseta preta?
C.N: Na verdade eu uso branco também! Só passo longe de cor. Acho que fica bem nos outros, mas em mim, desde moleque, não gosto mesmo.

Colaborou Ana Paula Martini

9 dez

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Há uns dois anos, nos idos tempos do Blogview, eu e a Biti tentamos muitas vezes combinar uma ida ao centro de São Paulo para fotografar os moradores de rua. O ensaio nunca rolou, mas até hoje eu compartilho com ela a visão de que, a despeito de todas as questões socioeconômicas, esse grupo é extremamente interessante do ponto de vista visual. Bom, eu nem sei se ainda a Biti acha isso mesmo, mas eu, pelo menos, continuo me pegando a reparar na forma como os mendigos vestem as roupas que eles conseguem juntar, como eles sobrepõem as peças e como eles são o exemplo mais triste e verdadeiro dessa estética do pauperismo (os estilistas japoneses em Paris conhecem bem esse papo).

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Daí, eis que um dia desses, eu dou de cara com o trabalho de um jovem talento canadense chamado Joey L. Com apenas 20 anos, ele é atualmente um case de sucesso no meio publicitário, tendo fotos de mendigos entre uma de suas mais famosas e interessantes séries. Minha sensação é a de que ele fez o que eu adoraria ter feito e nunca teria conseguido.

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No site dele, Joey fala um pouco desse trabalho: “É um enorme clichê e ridículo tentar tirar fotos de moradores de rua com pressa, como se estivesse com medo. Minhas fotos de rua são extremamente posadas e eu estou feliz com isso… Algumas pessoas que você vê nas minhas galerias eu conheço há anos; outras, de uma rápida conversa, mas eu sempre fotografo porque eu quero entender a vida dessas pessoas. Uma boa história vem sempre antes de uma boa imagem… Se você trata os moradores de rua com a mesma dignidade e respeito que você trata qualquer outro objeto que poderia fotografar, você chega longe”.

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E Joey não encanta só pela fotos que faz nas ruas. O garoto que começou a se interessar por essa arte aos sete anos de idade e começou a fotografar profissionalmente aos 17 (sem nunca ter estudado pra isso!), hoje tem três diferentes agentes em três países. Entre seus clientes estão desde a Summit Entertainment (a produtora do fenômeno “Crepúsculo”), passando pela NBC, Kawasaki e Warner Brothers Records até a “Arena Magazine”. Isso sem falar no incrível trabalho fotojornalístico dele nos lugares mais remotos do mundo. Enfim, o portfólio do rapaz deixa muito macaco velho no chinelo.

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Tem gente que acusa ele de ter um trabalho muito photoshopado, como vocês podem ver no site de tutoriais em que ele vende um DVD explicando todas as suas técnicas. Mas isso para mim não desmerece o valor de suas fotos, principalmente se a gente for pensar que esse cara está apenas no começo da carreira. Enfim, Joey L. me inspirou, me fez ficar hoooras olhando todas as fotos dele e me querer ir agora comprar uma máquina fotográfica decente. Se ele pode, porque eu não posso?

Aqui, você confere uma entrevista bem bacana com Joey L.

2 out

Divulgação

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Capa e recheio da 1ª Gudi

A Gudi, do Daniel Ueda, Juliana Freire, Renata Correa e Thiago Ferraz, está convidando gente criativa a participar do processo de seleção de imagens para a segunda edição da revista. Até 8 de outubro, quem quiser ter um trabalho exposto na publicação deve mandar a imagem em alta resolução, formato A4 – 300dpi – arquivo tiff ou jpg, no endereço: contato@projetogudi.com. O processo seletivo funciona como um edital: o trabalho enviado será avaliado pela comissão da revista e nem todos serão publicados nesse segundo volume. A edição final vai direcionar o conteúdo da publicação, fazendo dele um celeiro para potenciais artistas de moda, fotografia, design e outras manifestações artísticas. O projeto não tem fins lucrativos, portanto os autores selecionados devem ceder autorização de uso exclusivo para a revista. Pra quem ainda não conhece, a Gudi tem patrocínio da Nike Sportswear e é distribuída gratuitamente para um mailing selecionado no Brasil e em alguns pontos internacionais. Pra quem tem talento e tá afim de mostrar trabalho, esse é um excelente caminho!

8 set

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Rafa usa camiseta Iódice, macacão Éden, camisa Tua e tênis Superga

Jeans com jeans é brega? Se a gente pensar nos anos 90, talvez. Afinal, as maiores referências que temos dessa época são Zezé de Camargo & Luciano, Roberto Carlos, José Augusto, Bon Jovi… Mas, parece que a moda voltou: na última temporada de desfiles, os stylists resolveram trazer a brincadeira pras passarelas. E não é que ficou legal? Eu tenho gostado tanto dessa “nova-velha-tendência” que deu vontade de fazer um editorial só sobre isso. As fotos que vocês vêem agora foram clicadas num dos poucos ensolarados domingos de agosto. Pra tornar a coisa mais interessante, desencanamos de usar modelos profissionais. Optamos por dois dançarinos de break. A ideia era fazer um contraponto entre a rigidez do material com os movimentos dessa dança surgida nas ruas de Nova York em meados da década de 70.

Como cenário, nada mais coerente do que as ruas de São Paulo. A primeira parada foi a praça Roosevelt, um lugar muuuito bacana e, infelizmente, esquecido pelo poder público. O segundo cenário é a “laje” de um edifício na Bela Vista, que possibilitou um visual bem urbano, cheio de prédios… A cara do Descolex! A Ivy Folha, fotógrafa talentosa e amiga querida, é quem assina o trabalho, incluindo o tratamento das imagens, que ganharam um fundo com cara de foto antiga, pra remeter à época em que a dança surgiu. Como nos outros editoriais, esse é mais um trabalho feito com muito carinho e dedicação de uma equipe enorme, que adora inventar moda. Meus agradecimentos a todos que ajudaram na maquiagem, na produção, no styling, nas fotos de making of, na procura dos “modelos” e das locações… Vocês são demais! Espero que você goste e deixe seu comentário. Saber no que acertamos e, principalmente, erramos faz a gente aprender e melhorar nosso trabalho cada vez mais.

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Saia DMYLR, colete acervo, camiseta e tênis Nike, óculos Evoke

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Camisa Erika Ikezili, camiseta João Pimenta, calça Cavalera, cinto Calvin Klein, tênis Nike

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Shorts Ellus, blazer acervo, camiseta Lacoste, gravata VR, tênis Gola

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Camiseta Ecko, vestido Jeanseria, legging Plié, tênis Converse, óculos Evoke

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Bermuda saruel Cavalera, camiseta Colcci, camisa DMYLR, cinto Calvin Klein, tênis Nike

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Calça Carina Duek, regata Nike, colete Alphorria, sapatilha Gola, óculos Chilli Beans

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Calça e jaqueta Diesel, camisa Forum, camiseta Hering, tênis Nike, cinto VR

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Vika usa vestido Diesel, colete acervo e tênis Nike. Rafa veste bermuda M.C.D, camiseta V.Rom, jaqueta Ellus, tênis Nike, cinto Calvin Klein e óculos Chilli Beans

No Flickr do Descolex você confere as fotos do making of feitas pelo Henrique Padilha. Já no blog da Jana dá pra ver a matéria que ela fez pro Scrap MTV falando da moda jeans com jenas. E na Oficina de Estilo, as meninas dão dicas de como trazer a tendência pra vida real. Vale o clique!

Esse é o povo que arrasa
Coordenação: Glauco Sabino
Fotos: Ivy Folha
Styling: Dadi Rodrigues, Juliana Santos e Eduardo Rodrigues
Produção: Amanda Campos
Beleza: Marcos Fábio
Modelos: Rafael Benthien e Vika
Making of: Henrique Padilha
Agradecimentos: Rafael Morettini (MTV Brasil), Paula Lourenço e Dan Muscalu

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