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19 jul

Eu já falei aqui do Nerdboyfriend, blog que traz fotos antigas sensacionais de homens famosos e anônimos, lembram? Hoje, eu descobri um outro site bem legal pra quem curte essa coisa retrô, o Retrozone. Ele é mais simples que o primeiro, mas oferece um bom acervo de imagens de qualidade. Muito divertido e até inspirador ficar vendo as fotos. Tem cada roupa, cada modelo… Saca só:

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Pra ver mais, muito mais, entra lá no site!

30 jun

Se você ainda acha que só de praia, carnaval e festa é feito o Rio, vale (e muito) você andar pelo centro da cidade. Recheado de construções históricas, é lá que estão os principais museus e centros culturais, além é claro da Lapa, que reúne todo tipo de gente na noite carioca. Tem que ir pelo menos duas vezes: de noite pra uma balada daquelas e durante o dia pra um programinha mais “cultura”. Aos domingos, a visita fica mais agradável já que não rola aquela correria característica dos grandes centros. Localizado na Av. Rio Branco, uma das principais do bairro, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) sempre reúne boas exposições e, o melhor: com entrada gratuita. Lá, rola até o dia 11 de julho, a mostra “Letras e Imagens do Centro do Rio” do fotógrafo Gustavo Stephan.

Gustavo Stephan/ Divulgação
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Fotos foram produzidas inicialmente para uma disciplina de pós-graduação de Gustavo…
 

Com setenta fotografias – sendo 35 coloridas e 35 em P&B – a exposição retrata uma parte esquecida da cidade. Com fotos desenvolvidas inicialmente para uma disciplina da sua pós, a exposição é formada também por imagens do arquivo do fotógrafo que trabalha hoje no jornal “O Globo” e de material produzido em cerca de uma semana de andanças pelo centro carioca. Apresentadas juntamente com frases de seis autores selecionados (Lima Barreto, Aluísio de Azevedo, Rubem Fonseca, João Antônio, Machado de Assis e Antônio Torres), as fotografias são organizadas sem um caminho certo a seguir. “As cenas devem dar essas ‘escorregadas’ para não ficar artificial”, explica Stephan. Maurício de Castro, curador da exposição, explica que os textos selecionados não são meras legendas das fotografias e ambos, texto e imagem, devem funcionar de maneira independente para as pessoas poderem fazer sua própria leitura.

Gustavo Stephan/ DivulgaçãoGustavo-Stephan-fotos-rio
…Somam-se a elas, imagens de arquivo e o material produzido em cerca de uma semana de andanças pelo centro carioca

Mineiro de nascença e morador da cidade de Niterói, o fotógrafo sempre admirou o centro do Rio. Ao explicar a escolha do cenário, ele diz que o centro é local onde a cidade é de todo mundo. Para quem se animou, o CCJF funciona de terça a domingo de 12h às 19h. Lá também está em cartaz até o dia 8 de agosto o II Festival de Pôster Arte do Rio de Janeiro. Não percam essas dicas!

Nathan Kunigami, colaborador do Descolex, do Rio

28 jun

Slava Mogutin/ Reproduçãonyc-gogo-slava-mogutin
Foto da série “NYC GoGo”, clicada em 2007

Slava Mogutin mudou-se da Russia para Nova York em 1995. Sem conseguir romper a barreira da linguagem, esse escritor interessado em temas relacionados aos gays resolveu adotar uma forma de expressão mais universal: a fotografia. O resultado? Uma série de imagens que brincam com os limites da pornografia e do fetiche. Um exemplo é “NYC GoGo”, um retrato do submundo do sexo nova-iorquino e seus dançarinos nos anos 90. “Quando eu me mudei para Nova York, a cidade era excitante e cheia de pecados. Depois, sob o governo do prefeito Giuliani, eu testemunhei a transformação dela numa corporação conservadora e repleta de policiais homofóbicos. Giuliani começou uma guerra dentro da vida noturna, resultando no fechamento dos melhores clubes. E eu quis documentar o último lampejo dessa cena que um dia foi famosa”, conta ele em entrevista recente à revista “Dazed & Confused”.

Slava Mogutin/ Reproduçãolost-boys-slava-mogutin
“Moscow Punks”, da série “Lost Boys”, fotografada em 2003

Mas não é só de go-go boys que se faz o trabalho de Slava. Em seu site, dá pra encontrar ótimas séries clicadas em outras regiões do planeta – tendo sempre como tema os homens, a subversividade, e uma atitude meio punk eu diria. Junto com seu namorado e parceiro artístico, Brian Kenny, ele também fundou o coletivo de arte Superm. O grupo já expôs em Londres, Nova York, Tóquio, Berlim e Madrid. Vale dar um pulo na página dele pra conferir imagens desse projeto, as fotos (não deixe de ver a série “Lost Boys”), assistir aos vídeos mais conceituais e ler alguns dos textos dele.

16 jun

Nada de tratamentos de cor, contraste, iluminação, entre outros no Photoshop. O que São Paulo receberá na próxima Bienal de Artes, entre os dias 21 de setembro e 12 de dezembro, são os trabalhos de uma fotógrafa que gosta de registrar a realidade nua e crua do universo ao seu redor: a americana Nan Goldin. Graduada pela School of the Museum of Fine Arts, em Boston, ela ganhou espaço nos anos 70 e 80 documentando a cena new-wave pós-punk, simultaneamente à subcultura gay daquela epóca. Na série de imagens que vem à capital paulista – “Ballad of Sexual Dependency” – o seu cotidiano e de seus amigos é retratado da maneira mais realista possível, sem fantasias, produções ou modelos.

Nan Goldingoldin
Ela registrou a subcultura gay entre os anos 70 e 80

Goldin afirma que seu trabalho naquele período não era sobre o underground nova-iorquino e nem sobre viciados e prostitutas. Eram imagens dos relacionamentos entre homens e mulheres e “de como toda essa atmosfera era difícil”. “Não era um grupo marginal, de pessoas isoladas. Ninguém se importava com nada, nós éramos o mundo, nunca houve uma cena à parte”, diz. Mas as coisas mudaram um pouco de figura nos dias de hoje, já que grande parte de seus amigos que aparecem nos retratos morreram de Aids. Assim, a dor pessoal virou base pro seu trabalho. “Minha questão é amizade e sobrevivência. Pergunto como é possível viver depois de perder todos que você ama, meus amigos todos morreram”, comenta.

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Muitos dos amigos que aparecem nas fotos já morreram de Aids

E com todo esse histórico, com uma fotografia carregada de atitude e estilo, já dá pra perceber que seus registros também carregam uma forte imagem de moda. Não é à toa que suas fotos já serviram de influência para diversos estilistas, entre eles Helmut Lang e Miuccia Prada. A vida real invade as criações, uma vez que se constrói uma nova estética, que, no caso de Goldin, vem do retrato do seu modo de vida e de seus amigos, resultando numa gama variada de sentimentos e cenas cotidianas.

Ana Olyveira e Izadora Gauche, colaboradoras do Descolex, de São Paulo

11 jun

Quem pensa que foto cool de gente fervendo nas baladas só rolam em São Paulo ou em grande capitais como Nova York e Londres, precisa tomar um banho de mar pra mudar de opinião. De preferência, na praia de Ipanema. É que hoje, na cena mais alternativa do Rio, dois coletivos de fotógrafos andam dando o que falar: “I Hate Flash” e “Party Busters” são dois times de fotógrafos jovens e descolados, que fazem a cobertura das festas mais bacanas da cidade.

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Festa “I Love Pop”

O “I Hate Flash”, formado originalmente por Fernando Schlaepfer, Fabio Giolito e Rodrigo Esper já fotografou eventos como a festa da Adidas com o Mark Hunter, a.k.a. The Cobra Snake e o lançamento da grade da MTV 2010. Além dos seus fundadores, o coletivo convida também outros fotógrafos para alguns sets e expandiu seus domínios para São Paulo recentemente com uma equipe formada por Marcelo Matinna, Guimel e Paixão. O grupo surgiu em 2006 com um Flickr de mesmo nome. Desde então, a ideia sempre foi registrar a moda e o comportamento de um universo do qual os fotógrafos já faziam parte. E tudo isso da maneira mais espontânea possível. “No começo, a gente levava as câmeras – e obviamente flashes – para as festas, como grande parte do público faz, para fotografar nossos amigos.” conta Fernando. A espontaneidade, eles conseguem da mesma maneira de antes: vão às festas, dançam, tocam (são também Dj`s), bebem e, de quebra, fotografam.

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Drunk photos of drunk people, como eles próprios dizem

Com um conceito bem parecido, o “Party Busters” tem pouco mais de um ano – surgiu em abril de 2009 – e atualmente conta com cinco fotógrafos: André Câmara, Gabriel Bittencourt, Lucas Castello Branco, Tomás Tróia e Eduardo Magalhães, o mais novo membro da equipe, que de acordo com Tomás ainda deve crescer mais um pouco em breve.

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Festa “Xiliquê”, na Fosfobox

Sócios da Produtora Anequila, que atualmente produz quatro festas com público cativo na cena carioca, os rapazes fundaram o coletivo fotografando as próprias produções. “Era uma forma de agregar valor às nossas festas. Mas com a fama das fotos no Flickr, fomos chamados para cobrir outros eventos e resolvemos criar o Party Busters”, diz André. Com uma cobertura fotográfica bem autoral e espontânea, eles selecionam as fotos que entram no site e também os trabalhos. Para eles, o mais curioso foi a cobertura da festa de encerramento do reality show “A Fazenda” da Rede Record.

Party Bustersparty-busters-a-fazenda
Busted! Ninguém escapa

Ou seja, na próxima festa que você for, vê se não faz besteira porque os caras fotografam tudo. Mesmo.

Nathan Kunigami, colaborador do Descolex, do Rio

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