Num raro dia de muito sol em Londres fui conhecer de perto o Victoria and Albert Museum. Também conhecido como V&A, ele talvez seja o maior museu de artes decorativas e design do mundo, dispondo de uma coleção permanente superior a 4,5 milhões de objetos. Fundado em 1852, o prédio reune mais de 3 mil anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente. É lá que está rolando a exposição da Grace Kelly, que mostra o guarda roupa da atriz de Hollywood, que depois se tornou a pricesa de Mônaco. Veja no vídeo minha aventura por lá:
V&A South Kensington Cromwell Road, Londres, SW7 2RL
Tel.: +44 (0)20 7942 2000
Entrada: na faixa! (Só algumas exposições especiais que são pagas)
Não tiro a minha máquina fotográfica da mochila. Quero registrar tudo o que eu vejo por aqui… Portanto, vou mostrar algumas coisinhas que rolaram desde o dia que eu cheguei.
Glauco Sabino
No sábado passado, assim que eu larguei as malas na casa de uma amiga, já fui pra rua. A excitação era tanta que eu nem sentia o cansaço das mais de 13 horas de vôo e escalas. Fui direto pra Oxford Street, lugar de muuuitas lojas e marcas bacanas. Lá, o mais legal eram as vitrines do gigantesco magazine Selfridges. É tipo uma Daslu gigante, só com grifes grandonas. Bem legal.
Glauco Sabino
Essa é apenas uma vitrine das centenas de lojas especializadas só na cultura sneaker. Pra quem curte o assunto como eu, é enlouquecedor.
Glauco Sabino
No domingo, fui para Brick Lane, que fica no East End londrino. Começa bem cedinho, com mercados de roupas e comidas funcionando a mil por hora e vai até a noite, quando as ruas ficam lotadas de jovens descolados atrás de algumas das melhores baladas da cidade. No caminho, tava rolando uma parada pra comemorar o Ano Novo de algum país sul-asiatico. Só não lembro qual país era.
Glauco Sabino
Pra quem quer fazer compras, esse é o lugar. Brick Lane não é somente uma rua, mas um conglomerado de mercados que, muitas vezes, você não consegue sacar onde começa um e termina outro. Dentro deles, muitas barraquinhas com peças vintages e novos estilistas. Quer dicas? Se vier pra cá, procure o Spitafields Market e o Landen Showroom. É aqui também que está localizado a Absolute Vintage, o maior brechó de sapatos da Inglaterra – são mais de mil pares, de 1930 a 1980. Há também muitas barracas com comidas de todos os cantos do mundo (foi aqui que provei comida Jamaicana pela primeira vez na vida!) e uns espaços delícia pra sentar e comer sossegado. A foto do rosto que você vê aí em cima, não é grafite não. Do lado de fora de um desses mercados, o artista descascou a parede formando o desenho. Só vendo de perto pra sacar o quão minucioso e impressionante é esse trabalho.
Glauco Sabino
Não vi muitos grafites na cidade. Mas, andando pela região do East End, encontrei essa galera fazendo arte da esquina da Old Street.
Glauco Sabino
Prepare-se: em breve, certamente São Paulo verá a “Elephant Parade”. Igualzinha a “Cow Parade” só que com elefantinhos bunitinhos.
Glauco Sabino
Oxford Circus bombando de gente num final de tarde de quarta-feira. E como em São Paulo, se você fica marcando no meio da rua, as pessoas praticamente passam em cima da sua cabeça. Todo mundo com presa.
Glauco Sabino
Na quinta, foi o dia da premiere de Sex and the City 2. A maioria das pré-estreias rolam em Leicester Square no cine Odeon. Eu cheguei por volta das 17h e fiquei até as 19h30 de pé esperando as estrelas dos filmes aparecerem. Mas, foi bem divertido. A Sarah Jessica Parker me cumprimentou e me deu um autógrafo…. Hahaha. Tonto eu, né?
Glauco Sabino
Eu, e uns amigos da Polônia e da Rússia com o autógrafo dela! O Russo ainda conseguiu pegar o autógrafo da Kyle Minogue, acredita? Foi divertido, mas juro que nunca mais faço isso na vida. No Blog LP, tem um textinho falando com mais detalhes dessa minha odisséia pelo tapete vermelho.
Ana Brasil
Eu pagando de dançarino de tango em La Boca
Então, pra quem não se lembra, eu saí de férias tempos atrás… Pra dar aquela desligada de tudo, fiz minha malinha, comprei passagem e me mandei pra Buenos Aires logo na primeira semana. Motivos? A cidade é aqui do lado, com passagens às vezes mais baratas do que pro nordeste, lá o Real vale mais, as diferenças de língua são ridículas e o que é melhor: dá pra comprar peeencas de roupa. Como todo bom viajante, fiz uma bela pesquisa na net pra descobrir onde ficar, o que fazer, o que levar… Além das dicas dos amigos, que são sempre valiosas, descolei um guia nesse blog que foi incrível. Se você pensa em dar um pulo lá, super recomendo imprimir. É exatamente por isso que eu nem vou ficar bolando um guia todo especial. Na verdade, vou só destacar as coisas mais legais e dar algumas dicas que você só aprende depois que vai.
Em La Boca, tem show de Tango na rua. Nesse vídeo, os dançarinos tomam um chão!
Dinheiro
Eles aceitam dólares e reais na hora de pagar hotéis. Nas ruas, restaurantes e lojas, o peso, moeda local, é o mais aceito. Cartão de crédito internacional é também uma mão na roda, com alguns poréns:
1- nenhuma balada que eu fui aceitava cartão. Era tudo no dinheiro.
2- as lojas menores, mais alternativas e de novos designers também não aceitam cartão.
3- Pra tirar dinheiro foi sussa. Eu sou cliente do Banco Real e lá tem vários caixas do Santander. Quem é do Itaú também pode super tirar dinheiro ali. Só não esquece de avisar a administradora do seu cartão que você vai fazer uma viagem internacional, pra você não pagar o mico que eu paguei de ter seu cartão bloqueado do nada.
Na hora de trocar o Real por peso, não dê uma de loco e troca na primeira casa de câmbio que você ver pela frente. As diferenças de taxas praticadas são enormes. O mais recomendado é trocar no Banco de La Nacion Argentina, que segue a cotação oficial.
Glauco Sabino
Pra quem é fã de marcas como Adidas, Nike e Puma, lá é o lugar! Além deles terem lojas enormes com tudo dessas marcas, o preço é incrível.
Hospedagem
Eu fui de Hostel. Fiquei nesse aqui. O lugar é mega tranqüilo, super limpinho, com um monte de gringo super ok. Paguei 35 pesos o quarto do duplo por noite. Tipo, beeeem barato e bem localizado.
Transporte
Metrô, Ônibus ou Taxi. Os táxis, aliás, são bem baratos. Mas vale também andar de ônibus, que acaba funcionando com um city tour. Pra ir ou voltar do aeroporto, pegue os radio-taxis. Eles praticam um preço tabelado – 2 Pesos por quilômetro rodado. Sabe como é, né? Taxis comum cobram o que querem… E se vêem que você estrangeiro, então…
Glauco Sabino
Além das lojas de roupas, Palermo tem lojas de design ótimas. Esse é um puxa-saco em forma de galinha morta. Não é fofo?
Mapas e Informativos
Assim que você chegar no aeroporto, vá ao balcão de informações e peça um mapa para eles. É o melhor mapa que existe, bem melhor do que aqueles que eles dão nos hotéis e hostels.
O que comer?
A carne é incrível, ok. Mas o que mas eu amei é o doce de leite. É uma coisa que não é muito doce, sabe? Dá pra comer um monte sem enjoar. Tanto que lá tem dulce de leche até no café da manhã. Ah, não deixe de ir no Café Tortoni, o mais antigo da cidade, o mais lindo e o mais gostoso… Outra coisa: o sorvete do Freddo do deixa o Mil Frutas no chinelo, sorry.
Glauco Sabino
O incrível sorvete de dulce de leche do Freddo e as dezenas de alfajores que você compra pagando ninharia
Compras!!!
Buenos Aires é uma São Paulo meio Europeizada. Casas antigas e bem conservadas, ruas largas, arvores secas. Só isso. De resto, é como São Paulo. Por isso, a cidade é boa mesmo pra se fazer compras. Em Palermo Soho estão as marcas mais descoladas, além de umas lojas enormes só com gente nova. É tipo um Mercado Mundo Mix permanente, sabe?
Aos sábados rola em Palermo uma feirinha… Não tem nada muito de diferente do que você encontra na Benedito Calixto, aqui em SP. Mas tem umas bijuterias fofas e um povo descolado. Já no domingo, não perca a feirinha de San Telmo. Essa sim é legal: tem muitas antiguidades. Minha parceira de viagem, Aninha, comprou um óculos baaafo vintage do Saint Laurent por 70 pesos. Eu também amei uma armação Prada vintage pra fazer de óculos de grau, mas tava sem cash na hora e acabei perdendo… humpf.
Compras na Galeria Pacífico
Outro lugar incrível é a Calle Florida. Lá eu comprei quilos de lenços, cachecóis, toucas e luvas pro inverno que tá vindo. É nessa rua também que está a Galeria Pacifico, onde os brasileiros gastam alucinadamente.
Fique ligado nas lojas que tem o selo Tax Free, tá? Nesses lugares, todo o dinheiro dos impostos são devolvidos pra você, já que você é estrangeiro e não vai usufruir dos benefícios dessa grana que vai pro governo. É bem simples: você apresenta o passaporte ou RG na hora de pagar e eles de dão um recibo. No aeroporto você vai no balcão do Tax Free, apresenta esses papéis e eles creditam tudo no seu cartão. Vale à pena, viu? Comprei duas calças Levi’s pelo preço de uma, por exemplo.
Glauco Sabino
Loja de novos estilistas em Palermo. Cada plaquinha que você vê na parede à direita é de um uma marca diferente
Não caia na besteira de comprar perfumes ou maquiagem lá. A diferença cambial faz tudo parecer bem interessante, mas nesse quesito o Free Shop é imbatível.
Não deixe também de comprar vinhos. Uma garrafa que você paga no Pão de Açúcar 35 reais, lá você paga 10 pesos. Juro! Você pode trazer até 5 litros de vinho na bagagem de mão sem problema nenhum.
Glauco Sabino
O vinho lá é muuuito barato
Na hora de comprar os benditos alfajores de presente, vá no mercado. É bem mais barato do que na lojinha da Havanna, por exemplo.
Pra vocês terem uma idéia de como vale a pena fazer compras por lá, vou dizer o que eu trouxe: duas calças jeans Levi’s, um cardigã azul Royal lindo, uma gravata de seda pro meu pai, uns 10 cachecóis e lenços, 3 pares de luvas, 2 toucas, perfume, blusa de moletom modernete, 3 revistas de moda… E tudo por: 680 pilas! Aqui no Brasil, eu teria gasto 500 paus só nas calças.
Glauco Sabino
Bolsas fofas e baratinhas de uma lojinha descolada de Palermo
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Bom, eu acho que é isso. No canal do Descolex no Youtube eu coloquei uma porrada de vídeos que eu fiz durante a viagem dando as dicas de passeios. Antes de viajar, dá uma olhada lá, porque pode ser útil.