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20 out

Gente, tem tanta coisa rolando, que se eu não for dando post duplo, vai acabar passando batido. Hoje, eu trago duas notinhas. Amanhã, mais duas.

Flores no Minhocão

Achei bem legal a ideia do multiartista Felipe Morozini, que acaba de ganhar destaque no exterior e conquistar um lugar no Babelgum, festival de cinema via internet, com o curta “Jardim Suspenso da Babilônia”.

Divulgação
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Flores no Minhocão

No filme, ele levanta questões pertinentes a qualquer metrópole, como por exemplo, a falta de áreas verdes e o excesso de obras em concreto. Para isso, toma como personagem o Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, aqui em SP: em uma manhã de domingo, 28 pessoas transformaram o asfalto desse pedaço da cidade em tela e substituíram a tinta por cal, dando origem a desenhos de diferentes tipos de flores. Lindo!

Divulgação
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Amém, Jesuis!

“O principal objetivo era fazer a cidade acordar mais bonita”, comentou o Felipe que também explica que a ideia do projeto é representar milhares de paulistanos que querem transformar a capital em um local mais agradável para se morar. Bom, se você compartilha dessa idéia, acesse o vídeo, clique nas estrelinhas e dê uma força pro vídeo do rapaz!

Street Art no Baixo Augusta

O Z Carniceria e o jardim do Vegas Club estão de decoração nova: trazem lambe-lambes de artistas de Paris, Londres e SP na exposição “Street Art Sem Fronteiras”, projeto do fotógrafo Eric Marechal, produzido pelo site Dona Augusta, de Susan Eiko, em parceria com José Tibiriçá Martins aka Tibira, um dos proprietários do bar e do clube. A ideia de Marechal é fazer um intercâmbio de lambes por diferentes cidades do mundo com o objetivo de disseminar a obra dos artistas em muros internacionais.

Divulgação
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Eric Marechal

Foi colando lambes em diversos países por onde passa que o fotógrafo acumulou mais de 35 mil imagens de street art, algumas delas escolhidas para a exposição. No Z Carniceria, a mostra conta com trabalhos dos artistas Leo & Pipo (Paris), Niko (Avignon), e Suriani (Paris), além das fotografias de Marechal, que escolheu como artista homenageado o artista OZI, criador do famoso e ilustríssimo porco Luiz Vitão.

Divulgação
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Já foi no Z? Só pela decoração, já vale a pena!

Já o Jardim Secreto do Vegas apresenta o trabalho dos gringos Lena (Paris), NiceArt (Nice), Tian (Le Mans), ZHE155 (Londres) e outras fotografias de Eric Marechal. Neste espaço, o homenageado é o grupo 2DCrew. Vale conferir!

Informações
Dona Augusta: (11) 8478-7496

18 ago

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Imagem do brasileiro “A Descoberta de Luke”, de Alan Nóbrega

O Helvécio mandou uma sugestão bem legal de programa pra quem vai estar no Rio de Janeiro em Setembro. Por lá, vai rolar a “Íris – Mostra Internacional de Animação LGBT”, destinada exclusivamente a exibição de filmes de animação, brasileiros e estrangeiros, com temática relacionada a diversidade sexual: gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Foram selecionados 21 filmes de animação de curta metragem de diversos países: Brasil, África do Sul, Austrália, Bulgária, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Turquia. Os filmes estão em dois programas especiais e serão exibidos em duas sessões diárias (19h e 20h30) durante as 3 primeiras terças feiras do mês de setembro (01/09, 08/09 e 15/09). A Íris rola no cinema do CCJF – Centro Cultural Justiça Federal, que fica na Avenida Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro. Vale conferir!

12 dez

Era mais um trabalho de conclusão de curso universitário fadado a entrar pra biblioteca da faculdade e ser esquecido. Mas, o estudante Edson Soares aceitou a sugestão de um dos membros de sua banca avaliadora, o cineasta Kiko Goifman, e resolveu inscrever o primeiro média-metragem da vida dele na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. E não é que meses depois ele recebeu um convite para exibir seu filme no evento? “Sneakers – Entrando de Sola na Cultura Urbana” teve três exibições na programação normal e ainda foi parar na repescagem da competição. A obra traz nomes como Alexandre Herchcovitch (estilista), Fabio Cristiano (skatista), Fabrício Costa (designer da Nike), Flavio Samelo (artista plástico e fotógrafo) e João Braga (historiador de moda) expondo suas experiências e mostrando suas coleções de tênis, lógico. Em cerca de uma hora de filme, ele mostra o que é um sneaker head, fala do crescimento dessa cultura do culto ao tênis, além de moda, música, artes e tendências.


Edson Soares (Foto: HelenaN/Flickr)

Aqui, você confere o bate-papo com ele sobre a cultura sneaker no Brasil e sobre a odisséia de se fazer um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sem nenhum recurso financeiro, porém com muita criatividade:

Descolex: De onde veio a idéia desse tema?
Edson Soares:
Em 2006 fiz um intercâmbio de um pouco mais de um ano na França. Lá, do lado da sorveteria onde eu trabalhava, tinha uma sneaker shop. Foi assim que descobri que existe esse tipo de loja pequena, com modelos de tênis que você não encontra em magazines. Quando voltei pra São Paulo, vi que as primeiras lojas desse tipo já tinham sido abertas. Além disso, numa viagem a Goiás – eu sou de lá – um cara veio perguntar pra mim do tênis que eu estava usando. Ele sabia tudo do modelo, de quando tinha sido criado, por quem, quais eram os materiais… Fiquei impressionado. Como um cara naquele fim de mundo sabia tanto? Descobri, lógico, que a internet é fundamental. Todo mundo, de qualquer lugar, pode ser um sneaker head. Daí eu tava pra me formar, precisando decidir meu TCC e resolvi fazer um filme sobre o tema.

D: Quanto tempo você levou entre roteiro, produção, filmagem e edição? Como foi esse processo?
E.S:
Eu primeiro assisti ao “Just for Kicks”, um filme francês sobre o tema. Depois, entrei em contato com o Ricardo Nunes, editor do SneakersBr, pra ele me ajudar, me dar umas dicas… De janeiro a março fiquei nessa pré-produção. Entre março e maio eu filmei e, em junho, editei. O grosso do filme ficou pronto em seis meses, enfim. E tudo sem orçamento: uma câmera era da faculdade e uma outra eu emprestei. Para as gravações, contei com a ajuda dos amigos. Elaborei um cronograma e passei pra todo mundo perguntando quem podia me ajudar em que, dentro daquelas datas. Uma amiga que faz administração, por exemplo, e que nunca pegou numa câmera, me ajudou nas filmagens. A edição foi em casa mesmo. Já as animações, que dão uma cara super profissional ao trabalho, eu coloquei depois, pra a apresentação na Mostra.

Pedacinho da coleção de um dos entrevistados no filme (Foto: Edson Soares/ Flickr)

D: Qual foi a entrevista mais bacana desse documentário? Aliás, como você chegou a essas pessoas?
E.S:
Uma das entrevistas mais importantes foi com o Flávio Samelo. Ele foi um divisor de águas no filme, porque parecia que eu tava meio cru nas entrevistas que fiz antes dele. Com o Flávio, senti que pela primeira vez eu estava inserido no universo sneaker. Daí, as entrevistas seguintes foram melhores que as primeiras, senti uma evolução natural do processo criativo. Para chegar nesses nomes, foi por indicações durante o trabalho de pesquisa e do pessoal que comentava no blog do filme. Todo mundo deu pitacos e ajudou muito. No começo, por exemplo, eu tinha medo de conversar só com colecionadores, aí sugeriram o professor João Braga, que deu um tom mais didático e embasamento teórico pro que estava sendo apresentado no filme.

D: E como rolou de apresentar seu TCC na Mostra?
E.S:
Quando apresentei o filme na USP, um dos membros da minha banca avaliadora era o Kiko Goifman. Ele enxergou o filme sob uma ótica antropológica e curtiu pra caramba. Disse que eu tinha que inscrever o filme em festivais… Pô, o cara é um cineasta super respeitado, eu acreditei que ele devia saber o que estava falando, né? Resolvi inscrever. Coloquei no correio e esqueci. Até porque eu tinha certeza que não ia rolar. Seu eu entrasse no festival de Goiânia, tudo bem. Mas, na Mostra Internacional de Cinema? Passou um mês, um mês e meio, até que recebo um e-mail da organização da Mostra fazendo o convite. Eu estava trabalhando na hora que vi o e-mail, dei um grito no escritório que ninguém entendeu. Fiquei muito feliz, mais feliz do que quando recebi o diploma. Foram três sessões na mostra e uma repescagem depois.

D: Como você sentiu a recepção do público?
E.S:
Tiveram duas sessões que lotaram. Na primeira, tinha muita gente desse universo senaker. Foi legal! Também descobri que o filme é engraçado… As pessoas riam em determinadas partes. Na saída, os mais velhos vinham falar comigo espantados com o fato de existirem pessoas que colecionam tênis.


Popó e Jimmy, da sequência “batalha de customizadores” do filme (Foto: Edson Soares/ Flickr)

D: Tem planos de lançá-lo comercialmente?
E.S:
Tá rolando uma conversa com potencial patrocinador para ele financiar uma leva de cópias para distribuição gratuita. Eu não quero perder de vista que esse é um filme independente, feito sem grana, sabe? E eu tô sofrendo bastante, porque não entendo nada de produção executiva. Então, tá indo meio devagar essa negociação.

D: Você é um sneaker head?
E.S:
Não. Tenho alguns tênis só, uns sete pares eu acho. O meu preferido é um Puma Clyde High Top branco. Tá mega detonado, mas eu amo ele. Se eu achar outro igual, eu compro uns dois… Bom, acho que to um pouquinho sneaker head, sim (risos).

D: E a cultura sneaker no Brasil? Tá crescendo?
E.S:
Aqui, temos um limitador que é complicado: a questão da grana. É muito mais difícil pra um jovem brasileiro comprar um tênis do que nos EUA, por exemplo. Lá, com um trabalhão de verão, ele compra vários. Mas isso também não impede tanto o crescimento dessa cultura. O cara que curte, junta a grana e compra. E essa galera se comunica muito. O menino daqui fala com o cara da Alemanha, que avisa que saiu um modelo lá, que não tem em outro lugar do mundo… Ele compra, envia pelo correio pro cara daqui. Tem gente que já se ligou nesse potencial e começou a monetizar, a ganhar grana com esse mercado. O potencial do Brasil é enorme.

24 fev
Quem aí fica nervoso com o Oscar? Eu fico! Adoro a cerimônia, adoro ver as roupas que passam pelo tapete vermelho e adoro torcer por esse e por aquele filme. E para entrar no clima da festa, que rola dia 25, aqui vai um pequeno resumo dos cinco concorrentes a melhor figurino desse ano. Enjoy!
Dreamgirls

Fortíssimo candidato a levar a estatueta, o musical é inspirado na história das The Supremes, o primeiro trio feminino de música black, que super influenciou a moda das americanas entre as décadas de 50 e 70. Sharen Davis, figurinista indicada em 2005 pelo trabalho em “Ray”, criou neste filme mais de 120 looks só para as dreamgirls.

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O Diabo Veste Prada

Esse é o queridinho do povo da moda… Não conheço uma pessoa que curta esse mundinho que não tenha assistido ao filme pelo menos umas duas vezes. Para quem não sabe, o longa é uma adaptação do best seller homônimo, escrito por Lauren Weisberger. Mostra os bastidores de uma importante revista de moda e as maldades que sua editora (livremente inspirada em Ana Wintour, da Vogue América) submete suas assistentes. O figurino, moderninho e sofisticado, é assinado por Patrícia Field, famosa por seu trabalho no seriado Sex and the City.

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A Maldição da Flor Dourada

Eu não assisti ao filme, mas parece que é aquele basicão: romance proibido entre um membro da guarda imperial (estamos no século X, na dinastia Tang) e a princesa, com direito a revelação de grandes segredos relacionados à família Real. O figurino, de Yee Chung Man, é um deslumbre visual, com muito durado, vermelho e azul. Os looks, cheios de camadas e tecidos diferentes, têm uma leitura mais sexy, inspirada em elementos dos trajes da corte francesa da época.

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Maria Antonieta


Esse é outro super favorito ao prêmio de melhor figurino. Conta a história da princesa austríaca que é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI. Maria Antonieta, a rainha mais baladeira e beberrona da história, foi decapitada durante a Revolução Francesa. O figurino impecável é da italiana Milena Canonero, ganhadora de dois Oscars. São centenas de vestidos, milhares de sapatos e cabelos muy loucos. Bacana é notar como as cores das roupas vão mudando junto com a personagem: saem dos rosinhas e azulados, passam pelas cores quentes e fortes e terminam nos tons mais escuros.

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A Rainha


O filme mostra os bastidores da morte da princesa Diana: a interação entre a rainha Elizabeth II e primeiro ministro Tony Blair para chegarem a um acordo sobre o que deveria ser tratado com uma tragédia privada e como atender a uma demanda pública por uma demonstração de luto. O principal mérito do figurino, criado por Cosolata Boyle é, sem dúvida, a quebra da tradição da Academia em indicar na maioria da vezes filmes de época para esta categoria.
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Quem leva a estatueta pra casa? Qual o melhor figurino? Comentem!