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29 mar

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A nova campanha da Adidas Originals

Gostei da nova campanha da Adidas Originals: uma enorme festa nas ruas de um bairro londrino, onde pessoas estilosas do mundo da música, moda e esporte fazem o que sabem de melhor. Todos devidamente vestidos com a marca ao som da versão remixada por Pilooski de “Why can’t there be love”. O comercial, dirigido por Nima Nourizadeh (famosa pelos clipes de Hot Chip e Lilly Allen), conta com convidados como Ciara, o ex-Oasis Noel Gallager, Snoop Dogg, Whitney Port, Agyness Deyn, Jeremy Scott entre outros. Há inclusive um brasileiro entre os convidados: Klaus Bohms, skatista da modalidade street e patrocinado pela grife das três listras. E como em toda festa cheia de estrelas não pode faltar papparazi, a campanha impressa foi fotografada na mesma ocasião por Ari Marcopoulos, ex-assistente de Andy Warhol – cujo trabalho inspira-se pela vida intimidante de skatistas, snowboarders e músicos. Assistam!

2 fev

Eba! Uma das “seções” mais comentadas do blog em 2009 tinha que voltar esse ano, né? Minha intenção pra 2010 é trazer conversas com diversos profissionais ligados direta e indiretamente com o mundo da moda. Não sei se é pretensão minha, mas acho legal mostrar que nesse universo dá pra se trabalhar com muita coisa sem ser estilista.

DivulgaçãoBeto-Guimaraes
Beto Guimarães

E quem abre os trabalhos é o consultor de marcas Beto Guimarães. Com mais de 15 anos no mercado de moda, Beto é responsável por várias campanhas e projetos de identidade visual para grifes como Maria Garcia, Huis Clos e André Lima. A Maria Garcia é sua parceria mais sólida – a marca tem cerca de 10 anos e quase todas as campanhas foram feitas por ele, com exceção talvez da primeira. Recentemente, ele também desenvolveu a primeira campanha da Simone Nunes, que apesar de já ser conhecida, nunca tinha investido em publicidade ou em um projeto de identidade visual. Nessa entrevista, ele explica como é esse trabalho de construir a imagem que expresse a essência de uma marca e comenta a quantas anda a publicidade e o marketing de moda feito no Brasil na opinião dele – “Se você pensar que moda tem a ver com o novo, com mudança, então nosso formato de atuação: desfile/campanha/evento-com-celebridade está desgastado”.

Descolex: O que faz um consultor de marca?
Beto Guimarães:
Existem vários tipos de consultores de marca que fazem trabalhos bem diferentes uns dos outros. O meu território é image branding: crio imagens que ajudam a expressar a identidade de cada marca, para estabelecer uma relação com seus públicos; imagens que são, além de um objeto estético, um instrumento de comunicação.

D.: Mas, o que é branding?
B.G.:
Ele surgiu no final dos anos 80 e virou febre nos anos 90, até se popularizar durante esta década. Branding é um dos alicerces do marketing e da estratégia de negócio, ele tem como fundamento os atributos tangíveis e intangíveis de uma marca, como benefícios emocionais e funcionais, por exemplo.

D.: Qual a chave para o sucesso de uma marca?
B.G.:
Foco e saber o que tem a dizer. Com tantas marcas, possibilidades e pouco tempo, o consumidor que não for impactado de primeira dificilmente dá uma segunda chance para uma marca. Se a marca tem clareza dos seus diferenciais e onde quer chegar, certamente dará menos voltas, perderá menos tempo e dinheiro.

DivulgaçãoSimone-Nunes-campanha
Campanha da grife Simone Nunes

D.: E como você vê a internet hoje no processo de construção de uma marca? Quais as possibilidades dessa mídia?
B.G.:
A internet é uma realidade que não dá para ignorar, ela se impôs como um território obrigatório, por outro lado, o espaço virtual está lotado, poluído e se você quiser achar alguma coisa que vale a pena, vai ter trabalho… Do que adianta ter Twitter, Facebook, conteúdo pra celular se a marca não sabe o que tem a dizer? Acho que o que é novo hoje é olhar para o espaço virtual e o real como um só, sem separações: coisas que começam no virtual e passam pro real e vice versa, criando troca de experiência entre os dois mundos, tornando-os complementares.

D.: Lá fora parece que as empresas já compreenderam melhor que o consumidor e o mercado mudaram. Tenho a sensação que as grifes gringas já trabalham melhor e de forma diferente suas marcas. Mas, aqui no Brasil, parece que o marketing voltado para a moda ainda não é bem-desenvolvido… O que você diria sobre isso?
B.G.:
Se você pensar que moda tem a ver com o novo, com mudança, então nosso formato de atuação: desfile/campanha/evento-com-celebridade está desgastado. A procura por novos formatos que envolvam o consumidor é um desafio constante, e a resposta ainda não está pronta. Acho que os desdobramentos, principalmente de uma campanha de moda, devem transcender as páginas das revistas para ir ao encontro dos consumidores.

D.: Quais marcas ganhariam nota 10 em branding, na sua opinião?
B.G.:
Fora as óbvias, as gringas que já viraram case, eu adoro o trabalho da Osklen, da Le Lis Blanc e da NK Store; acho que cada uma, do seu jeito, faz o consumidor sentir a essência delas.

D.: Como definir a imagem que será passada ao consumidor?
B.G.:
É necessário saber como a marca é percebida, como ela quer ser percebida e analisar o gap entre as duas realidades, levar em conta seu estilo, seus diferenciais, seus concorrentes e seus objetivos estratégicos de negócios. É um trabalho primeiro analítico e depois criativo, que eu chamo de estratégia criativa.

DivulgaçãoCorello-Maria-Garcia-campanha
Campanhas da Corello e Maria Garcia

D.: Há quem diga que ainda copiamos editoriais ou campanhas de moda do exterior. Qual a sua opinião sobre isso?
B.G.:
Tenho a mesma sensação… E nem entendo direito por que fazer isso, se a parte legal e divertida do nosso trabalho está justamente na criação de uma imagem. Se uma imagem já está pronta, qual é a graça de repeti-la?

D.: O que te levou a trabalhar com moda e com consultoria de marcas?
B.G.:
Eu passei por tantos lugares diferentes fazendo coisas diferentes, sempre com moda. Fui vendedor de loja, produtor de revista, de desfile, gerente de marketing, vitrinista, diretor de arte… Eu conheci a moda por vários ângulos. Até que fui contratado como gerente de brand creation na FutureBrand, empresa que é líder mundial em consultoria de marcas. Ao sair de lá, voltei para a moda repaginado, com um novo olhar, com um novo processo de criação.

D.: O que estudou?
B.G.:
Estudei artes plásticas e publicidade. Além disso, fiz cursos variados, desde direção de arte para cinema até marketing emocional, passando por História da Arte com Rodrigo Naves, Arte Contemporânea com Agnaldo Farias, e Design, Estilo e Decoração no século XX com João Pedrosa etc.

D.: Quem foram seus mestres?
B.G.:
Eu sempre fui interessado por imagem: de revista, cinema, videoclipe, fotografia, capas de CDs, mas quem interferiu de um jeito definitivo no meu jeito de perceber imagem foi a Clô Orozco, da Huis Clos. Foi ela quem deu meu primeiro trabalho importante em São Paulo.

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Campanhas da Paula Ferber e Le Postiche

D.: Dá para ganhar dinheiro sendo um consultor de marcas no Brasil?
B.G.:
Dá, até porque, como eu já falei, existem muitas possibilidades de formato em consultoria de marcas, e muitas dessas marcas ainda trilham caminhos repetidos, ou sem um direcionamento planejado.

D.: O que você diria pra quem quer seguir carreira semelhante à sua?
B.G.:
Ser curioso, olhar ao redor, ter interesse por assuntos diversos, como música, cinema, artes em geral, sair pra dançar, olhar as pessoas na rua, viajar sempre que puder, ir a museus, comprar livros, conhecer gente, viver uma história de amor, se jogar… Porque para fazer esse trampo é preciso ter repertório, e pra ter repertório, só vivendo!

D.: O que é preciso para ser reconhecido?
B.G.:
Coerência, ética, talento, contatos e um bocado de sorte.

D.: O que te inspira hoje?
B.G.:
Meus amigos, minha casa, ler, ouvir música, viajar, a Helena Sasseron, que trabalha comigo, filmes, o ócio (quando consigo) e a rua (eu não sei dirigir, por isso ando muito a pé, a pé o mundo tem outro ponto de vista).

D.: Quais são suas fontes de informação? Você costuma ler blogs?
B.G.:
Folha, Wad, Tokion, Vogue Itália, Elle Decor, Mag, eu adoro também a Kids Wear, Self Service e a Fantastic Man, os sites johnconnellypresents.com, vvork.com, saatchigallery.co.uk, bantjes.com, springwise.com, trendwatching.com, droog.com, facehunter.com, rgvogue.com.br, dailycandy.com, influxinsight.com, psfk.com, iconoculture.com, marketingprofs.com, flavorpill.com, pigmag.com, buildingbrands.com e os blogs Opequi, hypercool, The Sartorialist e vários outros de moda de rua.

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Campanhas das grifes infantis Green e You

D.: Que benefícios uma marca pode ter ao contratar um consultor?
B.G.:
Definir seu espaço, traduzir sua identidade em imagens e, com isso, ser melhor percebida ou compreendida.

D.: Recentemente, o WGSN fez uma seleção das melhores campanhas publicitárias de moda da América Latina para o verão 2010, e duas campanhas assinadas por você estão na lista – coincidentemente, de duas marcas infantis, Green e You. Desenvolver uma campanha para uma grife infantil é diferente de desenvolver uma campanha para uma grife adulta?
B.G.:
Nos dois casos se está falando com um adulto, já que quem compra roupa pra criança é sempre um adulto. A particularidade está não no fato de ser marca para uma criança ou para um adulto, mas sim no fato de que cada marca – independente da faixa etária consumidora – determina um processo próprio de criação: o da Green é totalmente diferente do da You, os objetivos e formatos não são os mesmos. O contato com esses universos tão diferentes traz surpresas diárias ao meu trabalho, provoca sempre emoção. Pode parecer um pouco romântico, emocional até, mas eu sou meio assim, daí o nome da minha agência ser Carme, que é sinônimo de verso, poesia. Isso já diz tudo.

24 set

Divulgação
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Campanha para levantar o Centro Interativo de Circo

Eu confesso que faz um bom tempo que não pratico malabares, mas teve uma época em que fazer swing poi era tipo uma obrigação semanal. Eu até fiz post sobre o Beco das Artes ali na Vila Madalena e entrei em centenas de comunidades no Orkut declarando meu apoio e apreço pela arte de rua. Daí eu fui ficando sem tempo pra nada e a coisa esfriou… Bom, eis que dias desses chega um e-mail da Mônica, rapper combatente do Centro Interativo de Circo (CIC), lá do Rio, me pedindo uma força. É que no último dia 2 de julho rolou um incêndio por lá, destruindo vários equipamentos que eles tinham. Daí, lançaram agora uma campanha pra reerguer esse projeto super bacana que funciona dentro da Fundição Progresso, na Lapa, no centro carioca. E a ajuda não é só financeira, não. Tudo o que as pessoas puderem fazer pra ajudar, está sendo mais que bem vindo. Se tiverem interesse, entrem no site da campanha pra conhecer melhor o CIC, saber dos trabalhos deles nas áreas de arte, educação, cultura e entretenimento e descobrir como dá pra contribuir com a causa.

3 jul

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Para sua campanha de verão 2009, a AMP convidou o pessoal de três blogs – FunhellSP:00 e Freakstyle – para fotografarem a nova coleção em clubes aqui de São Paulo. Os blogueiros levaram um acervo de peças e pediram aos próprios freqüentadores da Funhouse, Vegas e Gloria que montassem os looks da forma que quisessem. Boa sacada, não?  Enquanto as roupas não chegam às lojas (isso deve rolar em setembro), a gente curte algumas fotos tiradas pela Renata Chebel, do SP 00, na noite Rockafellas do Vegas:

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8 mai

Com uma moda inspirada no comportamento jovem, no mundo da música e do cinema, a Zapping lança sua nova campanha num clima de balada e diversão. Para a coleção de Inverno 2007, as fotos foram clicadas numa festa criada pela marca especialmente para mostrar realidade nas imagens, que apresentam modelos em total descontração, bem ao estilo super-funky-streetstyle. Todos os momentos da festa foram registrados pelo fotógrafo Rafael Assef e o resultado é uma campanha colorida e alto astral. A direção de arte ficou por conta de Rick Viana, o styling por Lara Gerin e a beleza por Lau Neves. A campanha já está no ar e vem sendo publicada nas melhores revistas de moda do país.