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5 jul
Há um tema que eu vejo pipocando por aí: as bolsas masculinas. Lançamentos nessa área já vem ocorrendo há algumas temporadas, durante as semanas de moda masculinas de Milão e Paris:

Da esq. para a dir.: Gianfranco Ferré, Calvin Klein, Bottega Veneta e Jean Paul Gaultier


Da esq. para a dir.: Etro, Costume Nacional, Enrico Coveri e Burberry Prorsum.

No último Fashion Rio e São Paulo Fashion Week elas também deram as caras:


Da esq. para a dir.: Redley, Ellus, Osklen e Zoomp


Mas, será que essa moda vai para as ruas mesmo? Pelo que eu vejo, na Europa elas já são bem comuns, mas aqui no Brasil só jornalista, alguns descolados e as bees que encaram. Fashion Weeks da vida não valem, hein, gente? Tô falando de vida real, Avenida Paulista, quarta-feira, meio-dia, manja? De qualquer forma, acho que elas tendem a virar item tipo indispensável, já que não rola carregar chaves, celular, carteira, óculos, i-pod, e tudo mais que você imagina, nos bolsos da calça ou do casaco (A gente sabe que fica horrível, com volumes feios e estranhos no look..rs). Esse papo da necessidade é tão sério que, para a Louis Vuitton, a meta é transformar as bolsas em item tão indispensável para os homens quanto para as mulheres. Para alcançar este objetivo, grande parte dos rapazes, no último desfile de verão da marca, carregavam a sua, transmitindo a proposta:

Mas e as mochilas? Elas não bastam? Afinal, tem gente que não abre mão dela por nada. Acontece que, na minha opinião, às vezes elas não combinam perfeitamente com o estilo urbano de ser ou são pouco versáteis. Já tentei usar um casaco mais arrumadinho e a mochila simplesmente deixava o look uó. Outra coisa que venho observando é que, quando topam usar uma bolsa, os homens são sempre tradicionais, não arriscando na bolsa de braço, de mão ou a tiracolo: vão de modelos tipo carteiro ou boliche, talvez por vincular o acessório a atividades tradicionalmente masculinas.

Pesquisando na internet para escrever esse post, li ainda alguns relatos falando que as lojas européias já estão expondo suas bolsas, originalmente femininas, em seções unissex ou masculinas. O varejo é rápido! Sei não, mas acho que daqui um tempo muitas mulheres deixarão de carregar uma bolsa maior que a necessária a si mesma. Os pertences que não cabem nos bolsos de seus companheiros serão carregados por eles próprios.

Ah, e só uma pequena consideração: talvez esteja rolando uma inversão de papéis. Durante as semanas de moda vi muitas modelos usando mochilas. Homens de bolsa e mulheres de mochila… Como diria minha vó, esse mundo ta perdido. Ainda bem.


Da esq. para a dir.: Maria Bonita, Redley, Zigfreda e Osklen.

- As fotos são do Uol Estilo e do site Chic
- Esse post foi originalmente publicado no BlogView

25 abr
Efêmera, passageira, temporária, transitória… A moda é assim e não tem jeito. Nesse universo tudo fica ultrapassado em uma questão de meses, deixando o consumidor ávido pelo novo, pelo último lançamento da nova tendência. E o que isso significa? Gastar dinheiro, óbvio. Agora, imagina essa idéia aplicada ao mercado de luxo? Gasta-se mais dinheiro ainda!

Foi provavelmente pensando nisso que começou a surgir no exterior um novo segmento desse mercado: as locações. Através de serviços como o Be a Fashionista, é possível alugar uma bolsa de luxo pelo tempo que você quiser – um dia, uma semana, um mês. E se você realmente gostar do produto ainda é possível negociar o preço da aquisição. O funcionamento desse sistema é simples. Você paga uma faixa de mensalidade e pode alugar peças dentro daquele nível. O valor varia de acordo com o seu membership e chega até 100 libras mensais.

Esse tipo de negócio acaba funcionando como uma alternativa para quem não pode comprar tudo o que quer, fornecendo a possibilidade de ao menos usar tudo o que deseja. O From Bags to Riches tem exatamente essa proposta, afirmando ser uma “Alternativa ‘pagável’ de compra de bolsas de designers famosos”. Uma idéia interessante para uma época em que muito se fala de consumo responsável. Evita-se que, no turbilhão da moda, peças praticamente novas sejam encostadas no fundo do armário simplesmente por causa de uma nova coleção.

Será que essa idéia pega no Brasil?

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