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25 ago

Glauco SabinoBerliner-Dom-Berlim
Berliner Dom

Vou confessar que estava super com pé atrás de ir pra Berlim. A cidade nunca foi meu objetivo ao vir pra Europa, mas acabei decidindo em ir porque as passagens estavam realmente baratas. Tinha essa impressão errônea de que os alemães são frios e estava apavorado com o fato que eu não sabia uma palavra da língua. Enorme engano meu. Lá, só tive o prazer de encontrar pessoas ótimas, simpáticas e que falavam inglês perfeitamente. Super tranqüilo: pude me comunicar numa boa com todo mundo mesmo, do vendedor da lojinha de cigarros até o motorista de ônibus. Fiz todos os programas básicos de turista: visitei o Checkpoint Charlie, a linda “Ilha dos Museus”, tirei fotos no Muro, conheci o Portão de Brandenburgo, o impressionante Memorial do Holocausto… Mas, o que mais vai ficar na minha memória é a vibração da cidade, cheia de gente jovem, muitos artistas, galerias de arte alternativas, cafés de uma charmosa decadência e incríveis baladas.

Glauco SabinoMemorial-Holocausto-Berlim
Memorial do Holocausto

A mais incrível de todas, que por sinal é considerada a número 1 do mundo segundo ranking da revista inglesa DJ Mag, é a Berghain-Panorama. Como todos os clubes e bares que eu conheci na capital da Alemanha, ela tem um ar bem underground. Fica no meio do nada, numa zona de fábricas desativadas do leste berlinense. Não há letreiro, nem número. Você só sabe que está chegando perto quando começa a ver uma movimentação de pessoas rumo à entrada dessa usina abandonada às 5h da manhã. Peguei uma fila tranqüila, de 20 minutos. Mas, muitos amigos disseram que chegaram a ficar mais de duas horas esperando para entrar até serem barrados na porta por um host pavoroso. O cara é de dar medo mesmo. Mas, acho que tive sorte. Entrei fácil.

ReproduçãoBerghain-Panorama-Berlim
A entrada do Berghaim-Panorama, uma das baladas mais lokas que eu já fui na vida

Lá, todo mundo se mistura: gays e héteros, roqueiros e hippies, patricinhas e lethers… No térreo, há uma lojinha improvisada e a chapelaria. Subindo uma escadaria, chega-se à pista principal, que é a porção Berghain do clube. Com pé-direito de uns 15 metros, tem som entre house e techno. Outro lance de escadas leva ao segundo andar, a metade Panorama do espaço. A pista funciona no centro de um grande recinto quadrado, com paredes de ladrilhos brancos. O DJ toca num balcão baixo, bem ao alcance do público, vertentes de house, tech house, deep house… Incrível é quando, no auge da festa lá pelo meio-dia, eles abrem por segundos as enormes persianas do espaço deixando a luz do dia entrar. A galera fica eufórica.

Divulgaçãoberghain-flyer-2010-08-1
Flyer do mês de Agosto

Só que as pistas são só uma parte do programa: um passeio pelos corredores da usina revela lounges, com sofás muito velhos, ante-salas para banheiros fervidíssimos e até um jardim, onde, lá pelas 15h, rola uma terceira pista improvisada que lembra uma mistura de rave com pool party. Enfim, Berghaim-Panorama é uma balada que merece o título que tem, onde é fácil conhecer pessoas e o único desejo de quem vai ali é de se divertir como se não ouvesse amanhã. Já quero voltar pra lá.

Glauco SabinoEast-Side-Gallery-Muro-Berlim
East Side Gallery, no Muro de Berlim

No Flickr do Descolex, eu postei uma galeria de fotos da East Side Gallery, maior trecho remanescente do Muro de Berlim, onde artistas de diversas partes do globo fizeram intervenções. Algumas pinturas e grafites são bem legais, outras parecem mais um desenho tosco de criança. Enfim, vocês podem opinar…

Já no site do iG Moda, saiu uma reportagem minha sobre a moda em Berlim, com um guia de lojas e brechós imperdíveis. Tem até uma loja second hand enooorme, onde a roupa é vendida por quilo! Vai lá ver.