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15 jul

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Jeremy Fish (EUA)

Bem legal as serigrafias criadas por artistas brasileiros e americanos para o projeto “MCD Lab#3: Fake Sunset”. A série de mostras coletivas, que vai passar pelo Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e Califórnia, começa dia 30 de julho em São Paulo, na recém inaugurada galeria Logo. Reúne dez obras que seguem detalhes clássicos da arte serigráfica, como a camada de tinta em dégradé e a orientação horizontal (paisagem) do papel.

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Aiyana Udesen (EUA)

A partir desse plano, cada artista teve liberdade para abordar sua relação particular com o tema proposto: a imagem clássica da Califórnia, com por do sol dégradé e o mar adornados por silhuetas de palmeiras. Além das mostra, que segue até 27 de agosto, o evento em São Paulo também vai contar com duas performances audiovisuais: Vallejo Sunset, projeto musical do artista Sesper e do beatmaker Slop.

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Sesper (Brasil)

E ainda discotecagem 80´s do artista Matt Furie, assim como projeções que incluem o jogo de video game “Return of the Quack”. No site do evento há mais informações, incluindo datas e locais da expo nas outras cidades, além de um monte de informações bacanas pra quem curte arte urbana. Ficadica.

14 mar

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Borboleta de papel, de Hina Aoyama

Não é de agora que a gente vê por ai as pessoas usando papel como matéria prima para as mais diferentes criações. Pra mim o exemplo mais clássico – e um dos mais bonitos – é a incrível coleção “A Costura do Invisível”, de Jum Nakao. Uma das coisas mais bacanas do trabalho dele é a riqueza de detalhes, preocupação presente também na obra da designer japonesa Hina Aoyama. Quando eu vi o trabalho dela no Flickr fiquei muito curioso pra saber como ela consegue criar de uma maneira tão detalhada (e pequena!) esculturas como borboletas e árvores, além de textos com letras trabalhadas. Fiquei surpreso ao assistir a um vídeo em que ela esta com a mão na massa usando apenas papel e tesoura. No ano passado, seu trabalho entrou no livro “Tangible: High Touch”, que mostra diversos artistas nos ramos de ilustração, arquitetura, artesanato, entre outros.

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Impressionante a riqueza de detalhes

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Hina usa só tesoura pra criar. Haja paciência!

Outra que faz um trabalho muito legal é a inglesa Sher Christopher. Formada em design tridimensional, ela também usa papel como material principal para criar bonecos divertidos, cada um com um estilo diferente: hippies, magos, socialites… Segundo Sher, apesar de apresentar limitações, o papel dispõe de diversos tipos de texturas o quê abre um leque de opções para que os detalhes (sobrancelhas, vestidos, cintos) permaneçam com suas características originais.

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Bonecos de papel, de Sher Christpher

“Papel é uma linda mídia para se trabalhar e o desafio e prazer vem em se criar formas verdadeiramente tridimensionais de algo ordinariamente achatado.” Dá vontade de ter todos!

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Não dá vontade de comprar todos?

23 fev

Acho o trabalho Zevs muito legal. Tento sempre acompanhar o que esse artista plástico francês anda fazendo por aí e sempre paro pra ler quando falam dele. Dia desses vi uma entrevista onde ele indica sua marca favorita de acessórios, que não podia ter mais sua cara. Chama-se “Liberty Symbol”, fica na França e oferece uma coleção completa de… um único broche! Pois é, a marca vende um triangulo invertido branco e só. E porque é tão legal? Porque o Zevs usa o triângulo pra cobrir os logos das roupas que ele compra (ele tem todo um histórico anti-marcas) e porque o triângulo tem uma proposta política até que simples: somos todos iguais. No site, o texto inglês explica que a inspiração veio dos triângulos coloridos que os nazistas usavam pra estupidamente classificar seus inimigos – dos gays aos imigrantes. Daí esse broche ser branco, pra contrapor todas essas ideias de separação e censura. Claro que não é a quintessência da moda política, mas pelo menos tem uma mensagem interessante. Dá para comprar pela internet e três broches custam 10 euros.

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“Liberty Symbol” serve pra cobrir os logos das roupas

Quem é Zevs, pô?

Reprodução/FFW
Prazer, eu sou o Zevs!

Bom, eu to aqui falando de Zevs pra lá, Zevs pra cá e certamente tem alguém irritado comigo por não explicar quem é a pessoa. Vamos lá: Zevs começou sua carreira nos anos 90 como grafiteiro. Em 2001, estourou quando anúncios publicitários tornaram-se foco do seu trabalho. Ele fazia intervenções nos outdoors usando spray vermelho para “assassinar” os modelos das grandes campanhas nas ruas de Paris. Quem iria ter desejo por uma bolsa cuja modelo parecia ter tomado um tiro na testa?

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Visual Attack: tiro na testa e sangue no zóio

Com o tempo seu “Visual Attack”, como era chamada a intervenção, evoluiu para o “Visual Kidnapping”: ele “seqüestrava” os modelos dos anúncios e ainda colava o recado “Seqüestro Visual. Pagar Agora!”. Depois de algumas ações, a marca de café Lavazza até cedeu e pagou. Simples, mas muito criativo (e lucrativo!).

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A modelo sequestrada no anúncio da Lavazza. Pior que a marca pagou o resgate!

Porém, sem dúvida, o trabalho mais notável de Zevs é o “Liquidated Logo”. Ele pega os símbolos de grande força visual e cria a ilusão de que eles estão derretendo, se desfazendo. Entre os alvos, as marcas Louis Vuitton, Nike, Lacoste e até o Google. O trabalho ganhou exposição no museu Ny Carlsberg Glyptotek, na Dinamarca, ao lado de obras de Manet e Rodin. Mas não é porque a arte até então marginal do Zevs ganhou espaço em museus e galeria, que tudo foi lindo.

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Liquidated Logo do monograma da Louis Vuitton colorido por Takashi Murakami

Em 2009, na China, ele estampou o logo da Chanel na fachada da Giorgio Armani. As duas lojas, muito próximas uma da outra, disputavam clientes ferrenhamente. Por isso, não é de se surpreender que Zevs tenha sido convidado a se hospedar no xadrez por uns dias, além de segurar a bronca de um processo indenizatório milionário.

Reprodução
Pintando a fachada da Giorgio Armani, na China. Resultado: foi direto pra prisão

No ano passado, Zevs veio ao Brasil para o evento Pense Moda. Além de sua palestra no evento, o cara fez uma performance na rua Haddock Lobo, em São Paulo, com Marina Dias. A modelo foi a “Fashion Victim” assinada no meio da rua com o logo da Vuitton ao seu lado e a boca cheia de sangue falso.

Reprodução/Mistura Urbana
Marina Dias, uma fashion victim da Louis Vuitton, em SP

23 ago

Se você ainda não foi, não perca a chance de conferir duas boas exposições que estão rolando em São Paulo e acabam agora em setembro. “Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações” traz mais de 500 obras surgidas por meio do movimento punk, do skate, do grafitti, do hip hop e dos fanzines. A mostra é dividida em quatro eixos, como se fossem escolas dentro desse vasto campo:

ReproduçãoOSGEMEOS
Osgêmeos são um dos “Autoindicados”

“Autoindicados” apresenta uma seleção de obras da galera que passou a ser vista quando os museus e galerias desse mundão começaram a abrir os olhos para o trabalho feito na cena cultural alternativa. No geral, esses artistas não precisaram de diplomas ou indicações, foram os pioneiros.

Reproduçãobeautiful-losers-nike
Coleção Nike “Beautiful Losers”

“Beautiful Losers” é uma seleção da exposição de mesmo nome que aconteceu em março de 2004 no Contemporary Arts Center de Cincinnati, nos EUA. Conta a trajetória de artistas norte-americanos que vieram à tona por conta de movimentos como hip hop, grafitti e punk. Em 2008, aliás, foi lançado um documentário intitulado “Beautiful Losers”, dirigido por Aaron Rose, que rendeu uma parceria com a Nike: a série “Make Something!”, com 22 modelos de tênis estampados com as cenas do documentário.

ReproduçãoTiti-Freak
Titi Freak é um dos “Intervencionistas”

“Intervencionistas” mostra a parte brasileira da coisa: uma seleção de obras interessantes do cenário de intervenção urbana contemporânea do Brasil. Está representada seja através de vídeos e fotografias como também por meio da street art e do skate. Basicamente, o que está super presente nas ruas e nós passamos batido.

ReproduçãoBilly-Argel-Transfer
As pranchas de skate de Billy Argel estão em “Mauditos”

Por último, “Mauditos”, também de artistas brasileiros, retrata os que passaram pelos anos 80 e 90 sem chamarem muita atenção na época. Nessa seção, estão os trabalhos de quem expressou suas idéias através de fitas K7, discos, pranchas de skate, fanzines e cartazes de shows. Os representantes dessa parte da expo nasceram do espírito “faça você mesmo” da cultura punk e expunham seus trabalhos no encarte Mau, da revista “Animal”, que foi bem importante no cenário underground da época.

A mostra fica em cartaz até o dia 12 de setembro e tem um site bem legal e informativo com vídeos, fotos do making of da montagem da exposição e posts sobre o processo criativo de artistas envolvidos. Vai lá!

Transfer
Até 12 de setembro, terça a domingo, das 9h às 17h
Parque Ibirapuera: Pavilhão das Culturas Brasileiras
Entrada Gratuita

Sem fugir dessa linha arte urbana e cena alternativa, aproveite o dia e vá conferir também “Keith Haring – Selected Works”, na Caixa Cultural. Recordando os 20 anos de morte do artista que ganhou reconhecimento internacional entre 1980 e 1989, a mostra traz 94 obras, entre elas gravuras, desenhos inéditos, artigos pessoais, fotografias, vídeos e litografias. Fortemente influenciado pela independência e democracia do grafitti, sua arte pode ser reconhecida pelas cores vibrantes, linhas grossas e figuras características. Keith acreditava na acessibilidade da arte e sempre teve uma grande preocupação social no seu processo criativo.

ReproduçãoKeith-Haring-2
Keith Haring

Expressava de forma bem direta conceitos universais de nascimento, morte, sexo e guerra e assim assegurou o poder de permanência de mensagens que foram reconhecidas como uma linguagem visual do século 20. Sua obra ainda inspira e não as vemos só nas ruas e exposições. Ilustraram o backdrop da música “Into de Groove”, da turnê Sticky & Sweet da Madonna , estão estampadas nos tênis que a Tommy Hilfiger lançou em parceria com a sua fundação e já passearam pelas criações do francês Jean-Charles Castelbajac.

Reproduçãojean-charles-castelbajac-keith-haring
Look de Jean Charles Castelbajac inspirada em Keith Haring

Keith morreu de Aids e a questão da prevenção do HIV está fortemente ligada ao seu nome. Por isso, além de oficinas de criação e informação que vão acontecer paralelamente à mostra, programas educacionais sobre o alerta e a prevenção do vírus, também estão sendo organizados.

Keith Haring – Selected Works
31 de julho a 5 de setembro, terça a sábado, das 9h às 21h, domingos e feriados das 10h às 21h
Caixa Cultural: av. Paulista, 2083, Cerqueira César, São Paulo
Informações: (11) 3321-4400
Entrada Gratuita

Ana Olyveira e Izadora Gauche, colaboradoras do Descolex, de São Paulo

3 jul

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Zezão trabalhando

A partir deste sábado, a bacanérrima galeria Choque Cultural, aqui em São Paulo, abriga a exposição Coletiva, reunindo seus artistas mais efervescentes ao mesmo tempo em que apresenta a evolução de quem já faz parte de seu casting há um bom tempo. Vale conferir, até 30 de julho, a atual fase criativa de nomes como Zezão, conhecer gente nova como Carla Barth, e sacar o trabalho de artistas internacionais como Adam Wallacavage. A lista de quem compõe a Coletiva não pára por aí. Ao todo, a Choque reunirá 10 pessoas: Zezão, Jaca, Carla Barth, Presto, Daniel Melim, Adam Wallacavage, Jeff Soto, Gachaco, Titi Freak e Yumi Takatsuka.

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Os seres mitológicos e infantis de Carla Barth

Zezão, que é um dos artistas mais antigos da Choque Cultural (e um dos meus preferidos!), mostra a sua nova fase com trabalhos de colagem. O cara também é conhecido por suas intervenções em galerias fluviais e na paisagem urbana, trabalho que o levou para outros universos como galerias de arte e museus. Entre os novos nomes que a galeria apresenta, está a gaúcha Carla Barth que, além da carreira solo, integra o coletivo Upgrade do Macaco. Para a mostra, ela criou um mundo fantástico, de atmosfera psicodélica, com personagens que carregam o mistério dos seres mitológicos e a simpatia dos desenhos infantis, tudo ao mesmo tempo.

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Os animais de Yumi Takatsuka

Já Yumi Takatsuka apresenta mostra suas obras que utilizam látex, tinta acrílica e automotiva, sempre sobre madeira. Yumi nasceu e vive no Brasil, mas foi criada em Osaka, no Japão. Fez exposições por lá e participou da mostra Himegoto, na própria Choque, em 2006. Sua grande inspiração são os animais ligados à alimentação: ela os pinta e desenha sem sentimentos de pena ou indignações. Yumi está mais interessada em discutir as “sensações conflitantes contidas no processo do sacrifício para a geração de mais vida”… Imperdível, hein?

Coletiva
De 4 a 30 de julho
Galeria Choque Cultural: r. João Moura, 997, Pinheiros, SP
Informações: (11) 3061-4051
Terça-feira a sábado, das 12h às 19h – Grátis/ Livre

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