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23 set

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“Tag and Juice”, conhece? Tem que conhecer!

Quando eu tava morando em Londres conheci um café incrível dedicado aos amantes da bicicleta. No “Look Mum, No Hands!”, em Old Street, dá para “estacionar” a bike, curtir comidinhas, tomar um café delicioso e ficar o dia todo ali trabalhando no seu lap. Fiquei apaixonado e sentia mó saudades. Daí, que tempos atrás, uma amiga comemorou o aniversário dela na “Tag and Juice”, aqui em SP. Eu não conhecia porque foi inaugurado no ano passado, ali no Beco do Batman – uma rua estreita, inteira coberta por grafites, verdadeiro ponto turístico e exemplo de arte pública na Vila Madalena.

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Sábadão essas mesas ficam cheias de gente bacana

O espaço segue o mesmo conceito de “cycle cafe” e tem uma área externa, na frente da casa, com duas grandes mesas de madeira maciça pra um happy hour coletivo. É muito delícia! Gente linda, relax, cool, papo bom… Dentro da loja, você encontra peças e acessórios incríveis pra customizar sua bike, além de uma seleção especial de roupas alinhadas com esse lifestyle. Se você estiver de bobeira num sábado fim de tarde, vai lá. É o melhor dia.

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Rafael Suriani

De quebra, você ainda confere a exposição “Todo Muro é uma Porta”, com quatro super artistas. A ideia dos curadores Julia Clemente e Rodrigo Steed em convidar Liene Bosquê, Mimi The Clown (Miguel Donvez), Nicole Heiniger e Suriani é propor uma reflexão sobre as ruas, seus elementos e personagens. Liene Bosquê, que reside e trabalha nos Estados Unidos criou na fachada da loja uma cortina de látex, vazada, em forma de parede de tijolos.

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Mimi le Clown

O francês Miguel Donvez, conhecido como Mimi the Clown, espalha suas colagens com figuras de palhaços, que envolvem elementos políticos e religiosos. A suiço-brasileira Nicole Heiniger traz seus retratos onde despe as modelos de qualquer armadura social (e de roupa também)! Já o brasileiro Rafael Suriani, que mora desde 2006 na França, apresenta alguns símbolos da cultura francesa: o gato, animal de estimação preferido dos parisienses e o Bulldog Francês, a única raça concebida originalmente em Paris.

“Todo muro é uma Porta”
Até 05/11, ter. a sáb., das 11h às 20h
Tag and Juice: r. Gonçalo Afonso, 99, Vila Madalena
Tel.: (11) 2362-6888 / 2362-5888
Entrada livre e gratuita/ wi-fi liberado

15 jul

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Jeremy Fish (EUA)

Bem legal as serigrafias criadas por artistas brasileiros e americanos para o projeto “MCD Lab#3: Fake Sunset”. A série de mostras coletivas, que vai passar pelo Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e Califórnia, começa dia 30 de julho em São Paulo, na recém inaugurada galeria Logo. Reúne dez obras que seguem detalhes clássicos da arte serigráfica, como a camada de tinta em dégradé e a orientação horizontal (paisagem) do papel.

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Aiyana Udesen (EUA)

A partir desse plano, cada artista teve liberdade para abordar sua relação particular com o tema proposto: a imagem clássica da Califórnia, com por do sol dégradé e o mar adornados por silhuetas de palmeiras. Além das mostra, que segue até 27 de agosto, o evento em São Paulo também vai contar com duas performances audiovisuais: Vallejo Sunset, projeto musical do artista Sesper e do beatmaker Slop.

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Sesper (Brasil)

E ainda discotecagem 80´s do artista Matt Furie, assim como projeções que incluem o jogo de video game “Return of the Quack”. No site do evento há mais informações, incluindo datas e locais da expo nas outras cidades, além de um monte de informações bacanas pra quem curte arte urbana. Ficadica.

23 fev

Acho o trabalho Zevs muito legal. Tento sempre acompanhar o que esse artista plástico francês anda fazendo por aí e sempre paro pra ler quando falam dele. Dia desses vi uma entrevista onde ele indica sua marca favorita de acessórios, que não podia ter mais sua cara. Chama-se “Liberty Symbol”, fica na França e oferece uma coleção completa de… um único broche! Pois é, a marca vende um triangulo invertido branco e só. E porque é tão legal? Porque o Zevs usa o triângulo pra cobrir os logos das roupas que ele compra (ele tem todo um histórico anti-marcas) e porque o triângulo tem uma proposta política até que simples: somos todos iguais. No site, o texto inglês explica que a inspiração veio dos triângulos coloridos que os nazistas usavam pra estupidamente classificar seus inimigos – dos gays aos imigrantes. Daí esse broche ser branco, pra contrapor todas essas ideias de separação e censura. Claro que não é a quintessência da moda política, mas pelo menos tem uma mensagem interessante. Dá para comprar pela internet e três broches custam 10 euros.

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“Liberty Symbol” serve pra cobrir os logos das roupas

Quem é Zevs, pô?

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Prazer, eu sou o Zevs!

Bom, eu to aqui falando de Zevs pra lá, Zevs pra cá e certamente tem alguém irritado comigo por não explicar quem é a pessoa. Vamos lá: Zevs começou sua carreira nos anos 90 como grafiteiro. Em 2001, estourou quando anúncios publicitários tornaram-se foco do seu trabalho. Ele fazia intervenções nos outdoors usando spray vermelho para “assassinar” os modelos das grandes campanhas nas ruas de Paris. Quem iria ter desejo por uma bolsa cuja modelo parecia ter tomado um tiro na testa?

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Visual Attack: tiro na testa e sangue no zóio

Com o tempo seu “Visual Attack”, como era chamada a intervenção, evoluiu para o “Visual Kidnapping”: ele “seqüestrava” os modelos dos anúncios e ainda colava o recado “Seqüestro Visual. Pagar Agora!”. Depois de algumas ações, a marca de café Lavazza até cedeu e pagou. Simples, mas muito criativo (e lucrativo!).

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A modelo sequestrada no anúncio da Lavazza. Pior que a marca pagou o resgate!

Porém, sem dúvida, o trabalho mais notável de Zevs é o “Liquidated Logo”. Ele pega os símbolos de grande força visual e cria a ilusão de que eles estão derretendo, se desfazendo. Entre os alvos, as marcas Louis Vuitton, Nike, Lacoste e até o Google. O trabalho ganhou exposição no museu Ny Carlsberg Glyptotek, na Dinamarca, ao lado de obras de Manet e Rodin. Mas não é porque a arte até então marginal do Zevs ganhou espaço em museus e galeria, que tudo foi lindo.

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Liquidated Logo do monograma da Louis Vuitton colorido por Takashi Murakami

Em 2009, na China, ele estampou o logo da Chanel na fachada da Giorgio Armani. As duas lojas, muito próximas uma da outra, disputavam clientes ferrenhamente. Por isso, não é de se surpreender que Zevs tenha sido convidado a se hospedar no xadrez por uns dias, além de segurar a bronca de um processo indenizatório milionário.

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Pintando a fachada da Giorgio Armani, na China. Resultado: foi direto pra prisão

No ano passado, Zevs veio ao Brasil para o evento Pense Moda. Além de sua palestra no evento, o cara fez uma performance na rua Haddock Lobo, em São Paulo, com Marina Dias. A modelo foi a “Fashion Victim” assinada no meio da rua com o logo da Vuitton ao seu lado e a boca cheia de sangue falso.

Reprodução/Mistura Urbana
Marina Dias, uma fashion victim da Louis Vuitton, em SP

23 ago

Se você ainda não foi, não perca a chance de conferir duas boas exposições que estão rolando em São Paulo e acabam agora em setembro. “Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações” traz mais de 500 obras surgidas por meio do movimento punk, do skate, do grafitti, do hip hop e dos fanzines. A mostra é dividida em quatro eixos, como se fossem escolas dentro desse vasto campo:

ReproduçãoOSGEMEOS
Osgêmeos são um dos “Autoindicados”

“Autoindicados” apresenta uma seleção de obras da galera que passou a ser vista quando os museus e galerias desse mundão começaram a abrir os olhos para o trabalho feito na cena cultural alternativa. No geral, esses artistas não precisaram de diplomas ou indicações, foram os pioneiros.

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Coleção Nike “Beautiful Losers”

“Beautiful Losers” é uma seleção da exposição de mesmo nome que aconteceu em março de 2004 no Contemporary Arts Center de Cincinnati, nos EUA. Conta a trajetória de artistas norte-americanos que vieram à tona por conta de movimentos como hip hop, grafitti e punk. Em 2008, aliás, foi lançado um documentário intitulado “Beautiful Losers”, dirigido por Aaron Rose, que rendeu uma parceria com a Nike: a série “Make Something!”, com 22 modelos de tênis estampados com as cenas do documentário.

ReproduçãoTiti-Freak
Titi Freak é um dos “Intervencionistas”

“Intervencionistas” mostra a parte brasileira da coisa: uma seleção de obras interessantes do cenário de intervenção urbana contemporânea do Brasil. Está representada seja através de vídeos e fotografias como também por meio da street art e do skate. Basicamente, o que está super presente nas ruas e nós passamos batido.

ReproduçãoBilly-Argel-Transfer
As pranchas de skate de Billy Argel estão em “Mauditos”

Por último, “Mauditos”, também de artistas brasileiros, retrata os que passaram pelos anos 80 e 90 sem chamarem muita atenção na época. Nessa seção, estão os trabalhos de quem expressou suas idéias através de fitas K7, discos, pranchas de skate, fanzines e cartazes de shows. Os representantes dessa parte da expo nasceram do espírito “faça você mesmo” da cultura punk e expunham seus trabalhos no encarte Mau, da revista “Animal”, que foi bem importante no cenário underground da época.

A mostra fica em cartaz até o dia 12 de setembro e tem um site bem legal e informativo com vídeos, fotos do making of da montagem da exposição e posts sobre o processo criativo de artistas envolvidos. Vai lá!

Transfer
Até 12 de setembro, terça a domingo, das 9h às 17h
Parque Ibirapuera: Pavilhão das Culturas Brasileiras
Entrada Gratuita

Sem fugir dessa linha arte urbana e cena alternativa, aproveite o dia e vá conferir também “Keith Haring – Selected Works”, na Caixa Cultural. Recordando os 20 anos de morte do artista que ganhou reconhecimento internacional entre 1980 e 1989, a mostra traz 94 obras, entre elas gravuras, desenhos inéditos, artigos pessoais, fotografias, vídeos e litografias. Fortemente influenciado pela independência e democracia do grafitti, sua arte pode ser reconhecida pelas cores vibrantes, linhas grossas e figuras características. Keith acreditava na acessibilidade da arte e sempre teve uma grande preocupação social no seu processo criativo.

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Keith Haring

Expressava de forma bem direta conceitos universais de nascimento, morte, sexo e guerra e assim assegurou o poder de permanência de mensagens que foram reconhecidas como uma linguagem visual do século 20. Sua obra ainda inspira e não as vemos só nas ruas e exposições. Ilustraram o backdrop da música “Into de Groove”, da turnê Sticky & Sweet da Madonna , estão estampadas nos tênis que a Tommy Hilfiger lançou em parceria com a sua fundação e já passearam pelas criações do francês Jean-Charles Castelbajac.

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Look de Jean Charles Castelbajac inspirada em Keith Haring

Keith morreu de Aids e a questão da prevenção do HIV está fortemente ligada ao seu nome. Por isso, além de oficinas de criação e informação que vão acontecer paralelamente à mostra, programas educacionais sobre o alerta e a prevenção do vírus, também estão sendo organizados.

Keith Haring – Selected Works
31 de julho a 5 de setembro, terça a sábado, das 9h às 21h, domingos e feriados das 10h às 21h
Caixa Cultural: av. Paulista, 2083, Cerqueira César, São Paulo
Informações: (11) 3321-4400
Entrada Gratuita

Ana Olyveira e Izadora Gauche, colaboradoras do Descolex, de São Paulo

24 set

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Cic-campanha-incêndio
Campanha para levantar o Centro Interativo de Circo

Eu confesso que faz um bom tempo que não pratico malabares, mas teve uma época em que fazer swing poi era tipo uma obrigação semanal. Eu até fiz post sobre o Beco das Artes ali na Vila Madalena e entrei em centenas de comunidades no Orkut declarando meu apoio e apreço pela arte de rua. Daí eu fui ficando sem tempo pra nada e a coisa esfriou… Bom, eis que dias desses chega um e-mail da Mônica, rapper combatente do Centro Interativo de Circo (CIC), lá do Rio, me pedindo uma força. É que no último dia 2 de julho rolou um incêndio por lá, destruindo vários equipamentos que eles tinham. Daí, lançaram agora uma campanha pra reerguer esse projeto super bacana que funciona dentro da Fundição Progresso, na Lapa, no centro carioca. E a ajuda não é só financeira, não. Tudo o que as pessoas puderem fazer pra ajudar, está sendo mais que bem vindo. Se tiverem interesse, entrem no site da campanha pra conhecer melhor o CIC, saber dos trabalhos deles nas áreas de arte, educação, cultura e entretenimento e descobrir como dá pra contribuir com a causa.