Arquivo de fevereiro 2011

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Pra estourar a boca do balão

ReproduçãoPra estourar a boca do balão
Vestido todo feito de balões de Rie Hosokai

Como eu disse no post anterior, amo a criatividade do povo japonês. Por isso, tô sempre de olho na premiação para novos designers organizada pela renomada escola Bunka. Na última edição do evento, entre os três finalistas, me chamou atenção a designer Rie Hosokai, que desenvolve vestidos feitos inteiros com aqueles balões de festa. Sabe aqueles que o povo usa pra fazer esculturas fofas de poodles em festinhas infantis? Esse mesmo! Aliás, balões são a especialidade da artista, que resolveu começar a trabalhar com látex quando tinha um emprego em uma floricultura. “Eu decidi trocar os arranjos de flores por arranjos de balões”, conta ela em entrevista à Hint Magazine. Não é à toa, que acabou sendo chamada de Daisy Balloon.

ReproduçãoPra estourar a boca do balão
Rie ganhou competições de arte em balões no Japão, EUA e Bélgica.

ReproduçãoPra estourar a boca do balão
Ela criou um sistema para que caso algum balão estoure, não afete o restante da peça.

Ela ganhou competições de arte em balões no Japão, EUA e Bélgica e expôs suas obras por toda a Ásia e EUA. Nesse delicado trabalho de criar vestidos, Hosokai não deixou de pensar que algum desavisado pudesse estourar alguma parte das peças. Por isso, criou um sistema para que caso alguma parte estoure, não afete o restante da peça. Mas isso não é moleza, afinal exige um cuidado maior na hora de juntar todos os balões para que fiquem todos no lugar certo. “É extremamente difícil e desgastante. Mas mesmo assim compensador”, diz. Recentemente, ela criou peças que foram expostas na galeria Sunday Issue, em Tóquio. Entre elas, moicanos e toucas que imitam orelhas de poodle. A designer só lamenta a durabilidade das peças. “Ela vai perder a sua forma em dois dias, assim como as flores”, lamenta. Mas é tempo suficiente pra que a gente admire as formas tão bonitas, que são de estourar a boca do balão.

ReproduçãoPra estourar a boca do balão
Moicanos e toucas que imitam orelhas de poodle estão entre as criações mais recentes.

ReproduçãoPra estourar a boca do balão
Bexiga murcha também serve pra fazer peruca!

liberty-symbol

O anti-acessório favorito de Zevs

Acho o trabalho Zevs muito legal. Tento sempre acompanhar o que esse artista plástico francês anda fazendo por aí e sempre paro pra ler quando falam dele. Dia desses vi uma entrevista onde ele indica sua marca favorita de acessórios, que não podia ter mais sua cara. Chama-se “Liberty Symbol”, fica na França e oferece uma coleção completa de… um único broche! Pois é, a marca vende um triangulo invertido branco e só. E porque é tão legal? Porque o Zevs usa o triângulo pra cobrir os logos das roupas que ele compra (ele tem todo um histórico anti-marcas) e porque o triângulo tem uma proposta política até que simples: somos todos iguais. No site, o texto inglês explica que a inspiração veio dos triângulos coloridos que os nazistas usavam pra estupidamente classificar seus inimigos – dos gays aos imigrantes. Daí esse broche ser branco, pra contrapor todas essas ideias de separação e censura. Claro que não é a quintessência da moda política, mas pelo menos tem uma mensagem interessante. Dá para comprar pela internet e três broches custam 10 euros.

DivulgaçãoO anti acessório favorito de Zevs
“Liberty Symbol” serve pra cobrir os logos das roupas

Quem é Zevs, pô?

Reprodução/FFWO anti acessório favorito de Zevs
Prazer, eu sou o Zevs!

Bom, eu to aqui falando de Zevs pra lá, Zevs pra cá e certamente tem alguém irritado comigo por não explicar quem é a pessoa. Vamos lá: Zevs começou sua carreira nos anos 90 como grafiteiro. Em 2001, estourou quando anúncios publicitários tornaram-se foco do seu trabalho. Ele fazia intervenções nos outdoors usando spray vermelho para “assassinar” os modelos das grandes campanhas nas ruas de Paris. Quem iria ter desejo por uma bolsa cuja modelo parecia ter tomado um tiro na testa?

ReproduçãoO anti acessório favorito de Zevs
Visual Attack: tiro na testa e sangue no zóio

Com o tempo seu “Visual Attack”, como era chamada a intervenção, evoluiu para o “Visual Kidnapping”: ele “seqüestrava” os modelos dos anúncios e ainda colava o recado “Seqüestro Visual. Pagar Agora!”. Depois de algumas ações, a marca de café Lavazza até cedeu e pagou. Simples, mas muito criativo (e lucrativo!).

ReproduçãoO anti acessório favorito de Zevs
A modelo sequestrada no anúncio da Lavazza. Pior que a marca pagou o resgate!

Porém, sem dúvida, o trabalho mais notável de Zevs é o “Liquidated Logo”. Ele pega os símbolos de grande força visual e cria a ilusão de que eles estão derretendo, se desfazendo. Entre os alvos, as marcas Louis Vuitton, Nike, Lacoste e até o Google. O trabalho ganhou exposição no museu Ny Carlsberg Glyptotek, na Dinamarca, ao lado de obras de Manet e Rodin. Mas não é porque a arte até então marginal do Zevs ganhou espaço em museus e galeria, que tudo foi lindo.

ReproduçãoO anti acessório favorito de Zevs
Liquidated Logo do monograma da Louis Vuitton colorido por Takashi Murakami

Em 2009, na China, ele estampou o logo da Chanel na fachada da Giorgio Armani. As duas lojas, muito próximas uma da outra, disputavam clientes ferrenhamente. Por isso, não é de se surpreender que Zevs tenha sido convidado a se hospedar no xadrez por uns dias, além de segurar a bronca de um processo indenizatório milionário.

ReproduçãoO anti acessório favorito de Zevs
Pintando a fachada da Giorgio Armani, na China. Resultado: foi direto pra prisão

No ano passado, Zevs veio ao Brasil para o evento Pense Moda. Além de sua palestra no evento, o cara fez uma performance na rua Haddock Lobo, em São Paulo, com Marina Dias. A modelo foi a “Fashion Victim” assinada no meio da rua com o logo da Vuitton ao seu lado e a boca cheia de sangue falso.

Reprodução/Mistura UrbanaO anti acessório favorito de Zevs
Marina Dias, uma fashion victim da Louis Vuitton, em SP

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Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

Com Lady Gaga é assim: piscou, virou nota na imprensa. E tem cada chamada sem a mínima graça envolvendo o nome dela… Haja paciência! Mas, claro, nem tudo é tão ruim assim. Essa semana, por exemplo, todo mundo viu que Gaga foi clicada por Terry Richardson para um editorial da revista “Purple” em parceria com a marca de skate Supreme. As fotos são provocantes como é de se esperar de um trabalho vindo de Terry. Mas, o interessante é que ela aparece na maior parte do tempo sem roupa (amooo a que ela está coberta apenas por um skate!) ou com looks básicos, bem diferentes das mega produções que estamos acostumados a ver. Fofo também o momento em que um garotinho posa ao lado dela com um baita sorrisão e fazendo jóia. Um verdadeiro very “little monster”, né não? Vê no vídeo:

E falando em fãs da cantora, me mostraram umas fotos de um povo na porta do show dela em Tóquio no ano passado, que eu pirei. Como eu curto esses japoneses! Existe figura mais maluca e criativa do que eles? Lá, não basta ser tiete, usar faixa na cabeça, pintar o rosto e usar a camiseta do fã clube. É preciso acampar devidamente à caráter.

Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

Meninas (e meninos também!) capricham na hora de imitar a figura exótica de Gaga. Mais do que recriar looks idênticos aos videoclipes e apresentações, eles incrementam os figurinos dando uma cara nova e criando um novo estilo… Gagaísmo ao quadrado! Até mesmo na hora de imitar a cantora Beyoncé no clipe de “Telephone”as meninas dão um jeito. Engraçado é ver uma japinha tentando se passar por uma negra daquele porte, mas não é que ficou bacana?

Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

Terry Richarson, Lady Gaga e seus fãs japas

É claro que tem aquelas que exageram na produção, mas mesmo nesses casos é divertido. Afinal, tudo é diversão! E, enquanto nós brasileiros continuamos esperando uma apresentação de Lady Gaga por aqui, pergunto: dá pra ir nessa montação toda a um show da cantora em um estádio em São Paulo?

As fotos dos fãs japonês são todas do site Tokyo Fashion. Dá pra clicar nelas pra ver tudo grandão, ok?

Nina-Ricci_90

Pra encontrar óculos vintage por um preço bacana

DivulgaçãoPra encontrar óculos vintage por um preço bacana
Nina Ricci original por 90 pilas

Tenho uma dica bem legal pra quem gosta de óculos vintage. Aos sábados, na praça Benedito Calixto, em SP, tem sempre um cara, chamado Rafael Nunes, que fica ali quase na esquina da rua Cardeal Arcoverde vendendo modelos restaurados e com lentes novas. Quando eu fui há duas semanas, tinhas uns baphos por tipo R$ 80. Dando uma olhada no site dele, descobri que na verdade a “Loucos por Óculos” é carioca e desde 2005 reúne acervo dos anos 50 aos 2000. No Rio, dá pra encontrá-los todo domingo na Galeria Café, em Ipanema. Confesso que me surpreendi com o preço dos modelos mais legais que eu vi no blog deles , mas acho que indo pessoalmente dá pra garimpar boas compras. Quem for, me conta depois!

DivulgaçãoPra encontrar óculos vintage por um preço bacana
Dior por R$ 499

DivulgaçãoPra encontrar óculos vintage por um preço bacana
Paco Rabanne por R$ 330

DivulgaçãoPra encontrar óculos vintage por um preço bacana
Balenciaga por R$ 330