/ Arquivo / janeiro, 2011



29 jan

O SPFW começou já em ritmo de badalação. A começar pela cenografia incrível logo na entrada da Bienal com uma passarela gigante cercada por espelhos d’água, criação do coletivo formado pelos estúdios Árvore e 20.87, além da Luminosidade. Só no primeiro dia, contei três desastrados enfiando o pé na água por descuido. E ainda teve gente que viu Paulo Borges, organizador do evento, descendo a língua numa dessas descuidadas que ousou cair na água. Não queria estar na pele dela.

Charles Naseh/Chic

E com tanta correria e tantos bafos do primeiro dia, o mais divertido foi mesmo entrevistar a Paris Hilton. Quer dizer, uma pseudo entrevista. Estou eu lá cobrindo os backstages pro GNT Fashion, quando me avisam no rádio da produção que seria eu a conversar com a loira. Fui pra porta do backstage da Triton, naquele maior esquema de segurança e de seleção de “quem entra e quem não entra”. Daí, dá-lhe espera. Tecnicamente, Paris concederia apenas três entrevistas. Mas, apaixonada por câmeras e atenção que ela é, acabou atendendo a muito mais veículos. Uma fofa! Pena que a loira quase não fala nada que se aproveite. Paris não responde a uma pergunta sequer sem consultar o empresário. Até pra dizer suas cinco músicas favoritas do iPod pra uma jornalista ela recorreu ao rapaz.

Charles Naseh/Chic

Tudo bem. O que falta nela em repertório e expressividade, ela compensa com simpatia e poses, muitas poses. Sem contar a obsessão que ela tem por acrescentar “HOT” ao final de cada frase. Então eu já sei que ela acha o Brasil HOT, que os brasileiros são HOT e que a festa de aniversário dela de 30 anos vai ser HOT, very HOT. Festa não. Festas! No plural mesmo,como ela me contou. E mesmo sem perder o espírito festeiro, ela ainda diz que se sente “crescida” no momento que está prestes a se tornar uma balzaquiana. Tirando isso, a modela-empresária-apresentadora-atriz-e-cantora não acrescentam nada demais. Só pra Triton, que com essa presença mais que bem paga na passarela, vê sua marca aparecendo em tudo que é lugar, até no Fala Que Eu Te Escuto. Paris, you’re hot!

27 jan

Pode ser que eu esteja viajando, mas penso que Fukuoka, no Japão, é uma das grandes capitais dos viciados em moda. É só se ligar na quantidade de fotos que a gente vê por aí de pessoas com as roupas mais coloridas e descoladas em toda parte dessa cidade. E foi lá, a pouco mais de um ano, que a Nike escolheu pra inaugurar sua primeira “flagship Premium”, a NikeiD Genegator. A loja tem toda uma pegada interativa digital, usando uma ferramenta super bacana que cria o design de um tênis de acordo com a roupa que o cliente está vestindo, em tempo real. Como assim? Eu explico: o cliente entra na loja e, diante de um espelho, ele posa pra uma foto. A maquina registra a imagem e filtrando as cores e analisando o look, ela cria um Nike personalizado de acordo com o que o cliente gosta de vestir. Em seguida, essa imagem é impressa e o cliente pode decidir se quer ou não fazer o seu exclusivo par de sneakers. Um vídeo bem explicativo mostra todas as etapas do processo:

O resultado da experiência com a nova ferramenta foi impressionante: em apenas quatro dias cerca de 18 milhões de pessoas testaram a ideia, sendo que 95% delas foram até a etapa final e levaram seus pares pra casa. Outras 40 mil pessoas baixaram o aplicativo para celular. Isso, num prazo de duas semanas, uma loucura.

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Cliente tira foto na NikeiD Generator

E falando em personalizar tênis, me lembrei de um site muito legal que faz mais ou menos a mesma linha. O Pimp My Kicks fabrica os pares criados pelos clientes, que escolhem os mais diferentes estilos e desenhos. O mais bacana é que todas as estampas são feitas a mão, o que dá margem à escolha de umas imagens bem bizarras, como esta do Justin Bieber.

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E ai, vocês usariam?

Curioso foi como os caras decidiram montar o site. O criador Richard Brown estava em casa assistindo ao programa “Pimp My Ride”, da MTV Americana, e pensou: por que não “pimpar” tênis?! Foi ai que ele começou a mexer os pauzinhos pra criar o domínio e botar a ideia em prática. Como sócio, ele chamou seu colega de faculdade Andre Scott. O resto é história, mas como sucesso do “Pimp My Kicks”, os caras pretendem estender as vendas para fora dos EUA. Alguém duvida que eles estão ficando ricos com o site?

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Tênis customizado pelo pessoal do “Pimp My Kicks”

26 jan

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Fachada da Concreto, na Vila Madalena

A Vila Madalena é um dos lugares mais legais e gostosos de se passear em São Paulo. Tem sempre uma lojinha nova, um espaço diferente, um restaurante gostoso… No sábado, fui dar um passeio por lá e descobri uma galeria, inaugurada em novembro, que vale conhecer. A Concreto funciona numa casa construída nos anos 20 e tem como proposta oferecer um ambiente descolado, cheio de arte e cultura, pra quem circula pela região.

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Parte da exposição “Salão dos Urbanos”

Depois de passar por uma reforma, a casa manteve características marcantes como uma janela de pinho de Riga e uma jabuticabeira enorme de 70 anos de idade que dá um super charme para o lounge a céu aberto. O espaço conta com rede wi-fi para quem gosta de trabalhar fora do escritório ou de casa curtindo música boa (que vai do punk ao jazz) e saboreando coisinhas deliciosas ali do café.

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A jabuticabeira com mais de 70 anos no lounge da galeria

Pra quem é da noite, rola um chill-in com drinks e petiscos. A ideia da Esoaço Concreto é mostrar a arte de diversas maneiras. O lugar conta com exposições de artistas contemporâneos como Celso Gitahy, responsável pela fachada, Vanderley Lopes, que tem uma pegada mais pós-modernista, Sergio Barbo com ilustrações retro-pop, entre outros. Vale conferir também a lojinha com produtos de artistas e designers brasileiros e livros sobre cultura urbana, arte e música. Pra galera que quer fazer parte desse universo, a Concreto oferece oficinas e cursos, entre eles: conceito e criação de sucata e técnicas de spray.

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Ilustração de Sérgio Barbo, que mistura “Os três patetas” (“Three Stooges, no original em inglês) com a o grupo “The Stooges”

E só pra deixar o lugar mais interessante ainda, tem o lance da sustentabilidade na hora de preparar o espaço. A reforma foi feita reaproveitando o máximo de materiais: o entulho serviu de aterro, madeiras viraram bancos e peças resgatadas de ferro-velho foram transformadas em objetos de decoração. As lâmpadas também foram uma preocupação: eles optaram pelas LED de voltagem 220V, com maior economia de energia elétrica.

Concreto
r. Fradique Coutinho, 1209, Pinheiros, São Paulo
Informações sobre oficinas e cursos: (11) 2615-8555. Eles também estão no Twitter e no Facebook.

Higor Dorta, colaborador do Descolex, em São Paulo

26 jan

Sempre me perguntam se eu sinto saudades de Londres. É claro que sinto. Mas também não me dá aquele desespero de querer voltar pra lá, não. Tô bem feliz no Brasil, obrigado. Só fico assim quando fico sabendo de coisas incríveis que estão rolando por lá. Por exemplo, as duas expos que estão sendo realizadas no Victoria & Albert Museum.

Shadow Catchers: Camera-less Photography” apresenta o trabalho de cinco artistas contemporâneos – Floris Neusüss, Pierre Cordier, Susan Derges, Garry Fabian Miller e Adam Fuss – que trabalham sem uma câmera para criar imagens por meio da manipulação da luz e sombra, e dos tratamentos químicos da superfície do papel fotográfico. Bem loko!

Já “Imperial Chinese Robes from the Forbidden City” mostra três séculos de beleza e história das vestes reais usadas pelos imperadores e imperatrizes da Dinastia Qing, a última da China (1644-1911). É a primeira vez que as peças são exibidas na Europa, tipo oportunidade rara.

Quer mais motivos? No Museu de Ciências tem a “Trash Fashion Show”, que apresenta tendências e ideias inovadoras para reduzir a quantidade de lixo causada pela indústria da moda. Em uma das “alas”, eles mostram como as mais recentes tecnologias científicas podem reduzir o desperdício: novos tipos de materiais e técnicas de corte e tintura, que podem criar moda sem entupir aterros. Bem atual.

Por fim, tem ainda a expo de fotos do Robert Mapplethorpe com curadoria do pessoal do Scissor Sistes na galeria Alison Jacques. Pra quem não conhece, Mapplethorpe foi um fotógrafo norte-americano famoso por suas polaroids e por retratar a subcultura gay na década de 70. Expoente da pop art, ele retratou também famosos de Hollywood, membros da nobreza europeia e nomes como Andy Warhol, David Hockney e Patti Smith.

É por essa e por outras que tenho vontade de voar agorinha pra Londres. E se você não é jornalista e está ferrado com o SPFW que vem por aí e tem uma grana de sobra, recomendo muito fazer essa viagem por mim. Pra ficar tudo mais rhyco ainda, recomendo uma hospedagem no Mandarin Oriental, hotel luxo no Hyde Park. É muito caro? Se você tiver os cartões Visa Platinum e Visa Infinite e participar do programa Visa Luxury Hotel Collection não fica tão caro assim. Com eles, você garante a melhor tarifa disponível, upgrade de categoria de quarto automático na chegada, se disponível, status VIP para hóspede, um voucher para comida ou bebida de USD 25, entre outras coisas. Phyno! O resumo do programa e o endereço de outros hotéis bacanas por lá ou em qualquer outra parte do mundo que te dê na telha viajar estão aqui. Se joga e manda um postal!

[Este é um post patrocinado. Todas as ações de publicidade aqui realizadas serão sempre informadas e escolhidas criteriosamente, para que estejam de acordo com o principal objetivo deste blog: oferecer ao leitor informações que sejam interessantes e relevantes.]

24 jan

O André Rodrigues e o Luigi Torre são dois queridos que trampam lá no site FFW e mandam muito bem no que fazem. São do tipo mil e uma utilidades: jornalistas em horário comercial, fazem as vezes de DJ na noite, colaboram em publicações, fazem blog, Tumblr… E como se essas coisas já não ocupassem bastante o tempo da dupla, eles resolveram lançar um novo projeto. A ideia era poder “expor toda a paixão” pelo que eles fazem, como me contou o Luigi num e-mail, “de forma independente e livre”. Concepção fechada, foram atrás do Romeuuu pra fazer a parte gráfica da publicação. O Romeu só não adorou a ideia, como sugeriu que sua U+MAG, revista digital que eu já mostrei aqui, fosse reeditada a partir dessas novas ideias.

Muito trabalho depois, sai agora a U+MAG VOL. II ISSUE #1, que traz nesse número de estreia textos de Erika Palomino, editora bem conhecida de vocês, e de André Hidalgo, organizador da Casa de Criadores. Não poderia haver melhor escolha, já que a revista tem uma pegada jovem, bem a cara do trabalho que esses dois nomes fazem e se dedicam há anos. O conteúdo todo repaginado traz fotos incríveis e muito bem produzidas, matérias com novos fotógrafos e novos estilistas, além de um perfil do modelo Andrej Peijic (aquele da campanha do Marc by Marc) e um texto sobre como as redes sociais influenciam nos hábitos da juventude. Vale muito clicar e conferir um trabalho tão bem feito e, o que é melhor, sem gastar um tostão. Ficadica.

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