/ Arquivo / junho, 2010



30 jun

Se você ainda acha que só de praia, carnaval e festa é feito o Rio, vale (e muito) você andar pelo centro da cidade. Recheado de construções históricas, é lá que estão os principais museus e centros culturais, além é claro da Lapa, que reúne todo tipo de gente na noite carioca. Tem que ir pelo menos duas vezes: de noite pra uma balada daquelas e durante o dia pra um programinha mais “cultura”. Aos domingos, a visita fica mais agradável já que não rola aquela correria característica dos grandes centros. Localizado na Av. Rio Branco, uma das principais do bairro, o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) sempre reúne boas exposições e, o melhor: com entrada gratuita. Lá, rola até o dia 11 de julho, a mostra “Letras e Imagens do Centro do Rio” do fotógrafo Gustavo Stephan.

Gustavo Stephan/ Divulgação
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Fotos foram produzidas inicialmente para uma disciplina de pós-graduação de Gustavo…
 

Com setenta fotografias – sendo 35 coloridas e 35 em P&B – a exposição retrata uma parte esquecida da cidade. Com fotos desenvolvidas inicialmente para uma disciplina da sua pós, a exposição é formada também por imagens do arquivo do fotógrafo que trabalha hoje no jornal “O Globo” e de material produzido em cerca de uma semana de andanças pelo centro carioca. Apresentadas juntamente com frases de seis autores selecionados (Lima Barreto, Aluísio de Azevedo, Rubem Fonseca, João Antônio, Machado de Assis e Antônio Torres), as fotografias são organizadas sem um caminho certo a seguir. “As cenas devem dar essas ‘escorregadas’ para não ficar artificial”, explica Stephan. Maurício de Castro, curador da exposição, explica que os textos selecionados não são meras legendas das fotografias e ambos, texto e imagem, devem funcionar de maneira independente para as pessoas poderem fazer sua própria leitura.

Gustavo Stephan/ DivulgaçãoGustavo-Stephan-fotos-rio
…Somam-se a elas, imagens de arquivo e o material produzido em cerca de uma semana de andanças pelo centro carioca

Mineiro de nascença e morador da cidade de Niterói, o fotógrafo sempre admirou o centro do Rio. Ao explicar a escolha do cenário, ele diz que o centro é local onde a cidade é de todo mundo. Para quem se animou, o CCJF funciona de terça a domingo de 12h às 19h. Lá também está em cartaz até o dia 8 de agosto o II Festival de Pôster Arte do Rio de Janeiro. Não percam essas dicas!

Nathan Kunigami, colaborador do Descolex, do Rio

28 jun

Slava Mogutin/ Reproduçãonyc-gogo-slava-mogutin
Foto da série “NYC GoGo”, clicada em 2007

Slava Mogutin mudou-se da Russia para Nova York em 1995. Sem conseguir romper a barreira da linguagem, esse escritor interessado em temas relacionados aos gays resolveu adotar uma forma de expressão mais universal: a fotografia. O resultado? Uma série de imagens que brincam com os limites da pornografia e do fetiche. Um exemplo é “NYC GoGo”, um retrato do submundo do sexo nova-iorquino e seus dançarinos nos anos 90. “Quando eu me mudei para Nova York, a cidade era excitante e cheia de pecados. Depois, sob o governo do prefeito Giuliani, eu testemunhei a transformação dela numa corporação conservadora e repleta de policiais homofóbicos. Giuliani começou uma guerra dentro da vida noturna, resultando no fechamento dos melhores clubes. E eu quis documentar o último lampejo dessa cena que um dia foi famosa”, conta ele em entrevista recente à revista “Dazed & Confused”.

Slava Mogutin/ Reproduçãolost-boys-slava-mogutin
“Moscow Punks”, da série “Lost Boys”, fotografada em 2003

Mas não é só de go-go boys que se faz o trabalho de Slava. Em seu site, dá pra encontrar ótimas séries clicadas em outras regiões do planeta – tendo sempre como tema os homens, a subversividade, e uma atitude meio punk eu diria. Junto com seu namorado e parceiro artístico, Brian Kenny, ele também fundou o coletivo de arte Superm. O grupo já expôs em Londres, Nova York, Tóquio, Berlim e Madrid. Vale dar um pulo na página dele pra conferir imagens desse projeto, as fotos (não deixe de ver a série “Lost Boys”), assistir aos vídeos mais conceituais e ler alguns dos textos dele.

25 jun

Pra não perder o costume, hoje separei mais três modelos de tênis que eu adoraria ter no meu armário. Me digam o que acham:

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Supra Cutler

O Supra Cutler vem em couro e em lona. Prefiro a segunda opção e acho que ela é bem legal como alternativa pra essa onda de coturno que ta rolando agora.

Divulgaçãonizza-adidas-tênis
Adidas Nizza

Design mega simples, cores elegantes e cano alto com zíper. Amo essa coleção da Adidas Nizza! Meio que parece um All Star, né? Só que tem as três listras do lado…

DivulgaçãoJeremy-Scott-Mickey-Mouse-tênis
Adidas JS Mickey Hi

Agora, totalmente oposto ao modelo de cima, temos esse Adidas Originals assinado pelo Jeremy Scott. A língua gigante, que já é uma marca registrada dos tênis criados por ele, está lá, na forma de um grande Mickey Mouse. Divertido, hein?

23 jun

Henrique Gendre/ ReproduçãoDaiane-Conterato-Sepp
Daiane Conterato

Em época de Copa do Mundo, o noticiário só fala de futebol. E isso é um belo problema pras editorias de moda, que ficam quebrando a cabeça para juntar dois assuntos aparentemente tão distintos. Daí, surgem aquelas pérolas que se repetem a cada quatro anos, sem falhar nunca: “aprenda a fazer a unha verde e amarela”, “arrase na make verde e amarela para assistir aos jogos da Copa”, “30 sugestões de looks verde e amarelos para você fazer bonito durantes os jogos”… E por aí vai até enjoar de tanto verde a amarelo.

Henrique Gendre/ Reproduçãoana-claudia-michels-sepp
Ana Claudia Michels

Só que há coisas muito mais legais nessa seara do que poderíamos imaginar. Tipo, a revista alemã “Sepp” que, segundo o site da GQ, é uma “ode ao futebol composta através das lentes da moda”. Maravilha, não? Na última edição, que saiu há poucos dias, tem um ensaio com oito tops brasileiras como Ana Claudia Michels, Fernanda Motta, Luciana Curtis e Daiane Conterato. Todas praticamente sem roupa e em clima, digamos, de torcida. O ensaio, realizado em um apartamento em Nova York, leva a assinatura do fotógrafo Henrique Gendre.

Henrique Gendre/ Reproduçãofernanda-motta-luciana-curtis-sepp
Fernanda Motta e Luciana Curtis

A revista é um projeto de dois caras chamados Markus Ebner e Godfrey Deeny e é publicada apenas a cada dois anos. Quem mais colabora por ali? Ninguém de muito especial, não: Paul Smith, Giorgio Armani, Dries Van Noten, Versace, Karl Lagerfeld, Martin Margiela e, pelo que eu li por aí, até o Oskar Metsavaht. Mesmo não sendo fã de futebol, impossível não achar que essa revista bate um bolão!

21 jun

Num raro dia de muito sol em Londres fui conhecer de perto o Victoria and Albert Museum. Também conhecido como V&A, ele talvez seja o maior museu de artes decorativas e design do mundo, dispondo de uma coleção permanente superior a 4,5 milhões de objetos. Fundado em 1852, o prédio reune mais de 3 mil anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente. É lá que está rolando a exposição da Grace Kelly, que mostra o guarda roupa da atriz de Hollywood, que depois se tornou a pricesa de Mônaco. Veja no vídeo minha aventura por lá:

V&A South Kensington
Cromwell Road, Londres, SW7 2RL
Tel.: +44 (0)20 7942 2000
Entrada: na faixa! (Só algumas exposições especiais que são pagas)

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