7 mai

A curiosa história das gravatas (ou algo que mais ou menos se assemelhava a elas), pode ser remontada a partir de um grupo de mercenários croatas que viviam na corte francesa de Luís XIV. Os soldados usavam gravatas e iniciaram uma moda que deveria ser passageira: tratavam-se apenas de coloridos lenços de seda amarrados no pescoço e serviam absolutamente para nada (como até hoje, se você parar pra pensar). Mas o lance é que o estilo pegou em Versalhes. E o que as pessoas estavam usando em Versalhes era muito importante pro resto da Europa.

Divulgaçãoleonardo-di-caprio-luis-xiv-ferro
Leonardo di Caprio fez Luís XIV no cinema. Olha a gravatinha dele!

Logo, os homens estavam cortando a circulação de suas cabeças com seus próprios lenços em todo o continente. Esses lenços foram então chamados de gravatas, palavra derivada do termo francês para “croata”. No início de 1800, quando os homens corriam o risco de perderem as orelhas por conta de golas altíssimas e rígidas, as gravatas também eram um sucesso e estrangulavam os homens com amarrações cada vez mais complexas. Embora o conhecimento de um ou dois nós sejam suficientes para o usuário moderno da peça (alguns livros dizem que existem mais de 80 tipos de nós conhecidos!), a gravata deu origem a uma verdadeira arte da amarração. Era um esforço tão longo e complexo que amarrar uma gravata podia envolver vários criados. Tanto que, por muito tempo, bagunçar a gravata de um outro homem era uma grave ofensa, respondida com um duelo. Tipo, “não toca na minha gravata se não o bicho come!”, manja?

DivulgaçãoBeau-Brummell
Estátua de cera de Beau Brumell no museu Ventura. O cara levava 5h pra fazer um nó de gravata!

Uma vez, o Lula Rodrigues, um dos grandes especialistas em moda masculina que temos no país hoje, me contou que o maior representante do dandismo, o Beau Brummel, usava gravatas com nós tãaao complexos que levavam até cinco horas para ficarem prontos. E sabe o que é mais bizarro? As pessoas consideravam uma honra poderem ficar sentadinhas durante todo esse tempo vendo o cara fazer esse trabalho. Depois de saber disso, só pensava numa coisa: isto é o que acontece quando você não tem televisão.


6 comentários »

KiimBlog:

Oee Olha a gavatenha dele.. uuu!

Nossa é uma perfeiCao de estatua nossa mto bom . bjoo

maio 7th, 2010 às 1:43 pm | Comentário #7583
KiimBlog:

gratenha*

maio 7th, 2010 às 1:44 pm | Comentário #7584
Violeta:

Amo seus posts históricos!!!
=)

Vc vai morrer no Mmme Tussaud em Londres!!
;)

maio 7th, 2010 às 3:41 pm | Comentário #7587

[...] This post was mentioned on Twitter by Glauco Sabino, Rafael Bittencourt. Rafael Bittencourt said: RT @descolex: A curiosa história das gravatas: http://tinyurl.com/25v2j3z [...]

maio 7th, 2010 às 4:05 pm | Comentário #7588

[...] de detalhes legais de conhecer, tem a história desses pedacinhos tão significativos de tecido no *Descolex*. Tags: costanza pascolato, descolex, fashion gazette, gazette, living, mais da gente!, my [...]

maio 13th, 2010 às 11:00 pm | Comentário #7628
Manuel correia:

se isto e curiozidade nao imagino quantos morrerao

dezembro 16th, 2010 às 9:38 am | Comentário #8225
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