/ Arquivo / março, 2010



31 mar

Divulgaçãolaundry-boys
Camisas da primeira coleção masculina da Laundry

Eba! Duas novas opções no pedaço pra nós meninos comprarmos roupa. A Laundry, loja descolada do 2º andar da Galeria Ouro Fino, acaba de lançar sua primeira coleção masculina. Trata-se de uma linha especial de camisaria com diversas padronagens de estampas, com destaque para os florais, xadrezes e poás, além de jaquetas, blazers estruturados, calças com modelagens especiais e acessórios. “O conceito é o mesmo da versão feminina e o rock’n roll continua em pauta. A diferença é que a Laundry Boys terá uma loja só para ela, também na Galeria. Vamos receber novidades a cada semana e a mesma peça pode ganhar diferentes versões em uma mesma coleção”, explica Patricia Grejanin, estilista da marca. Pra quem não conhece, a Laundry chegou ao público em 2003 (com o rock e o underground no DNA) no Mercado Mundo Mix. Passou pela Casa de Criadores, evento onde desfilou suas coleções durante quatro edições, e hoje é comercializada em mais de 20 pontos de venda em todo o Brasil, por meio do site www.laundrysp.com.br e nas duas lojas na região dos Jardins, em São Paulo. Vale dar um chego lá!

Laundry
r. Augusta, 2690, Jardins, São Paulo, 2º andar, lojas 323 e 325
Informações: (11) 3085-0604/ 3062-7987

DivulgaçãoPassarella-Death-Squad
Peças da marca inglesa Pasarella Death Squad são feita com tecidos japoneses

Novidade dois: a marca inglesa Passarella Death Squad chega ao Brasil este ano. Fundada por Danny Broddle e Emilie Albisser em 2004, a grife só trabalha com tecidos importados do Japão com uma composição de 50% algodão e 50% seda orgânica… A coleção é fabricada em Londres e vendida em lojas como Liberty e Selfridges (Ingaletrra) e Loveless (Japão). No Brasil, a marca iniciará em breve uma pré-venda para um número restrito de pessoas e no segundo semestre lançará a coleção em multimarcas de todo o país. O valor de cada camiseta é R$ 180. As outras peças da marca como jaquetas e cardigans poderão ser adquiridas, neste primeiro momento, por encomenda. Ah, só pra constar: a grife também tem linha feminina.

Passarela Death Squad
brazil@passarella.co.uk

30 mar

A simples gola da sua camisa já passou por muitas variações pra chegar no que ela é hoje… No século XVIII, época em que ninguém curtia muito tomar banho, era uma espécie de chemise usada sob as roupas. Muito utilizada na Espanha e na França, indicava a limpeza corporal – as pessoas ficavam semanas sem ver a cara da água, só trocando a tal chemise.

ReproduçãoChemise-sec-XVIII
Reprodução de uma chemise do século XVIII (reparem no rufo superdiscreto da gola)

No século seguinte, as chemises foram engomadas e plissadas até darem origem ao chamado rufo. A lógica era a mesma: o rufo protegeria o resto da roupa de, por exemplo, restos de comida. E como sempre ocorre na moda, as pessoas começaram a competir entre si para mostrar quem tinha a versão mais absurda dos tais rufos. Virou sinônimo de status social: em seu livro “A Roupa e a Moda”, o historiador James Laver, conta que quem os usava não precisava trabalhar, ou mesmo realizar qualquer tarefa que exigisse esforço. Chegando ter até 45 cm de altura, o rufo tornava o visual “empertigado e austero, impedindo de certa forma que se tivesse uma postura mais relaxada”. Hábitos simples, como comer de talheres, pentear-se ou maquiar-se, por exemplo tornavam-se tarefas extremamente complicadas.

DivulgaçãoElizabeth-I-cate-blanchett-rufo
Cate Blanchett como rainha Elizabeth I, que adorava um rufo

Com o desaparecimento dos rufos, começaram a surgir os modelos de gola mais próximos do que conhecemos hoje. Só que mesmo assim elas eram extremamente altas e rígidas. Até o início dos anos 1800, eram realmente um perigo, já que seu acabamento engomado tornava-as afiadas ao ponto de cortarem as orelhas dos homens. Mesmo em 1902, HG Wells ainda queixava-se que o tecido engomado fazia “o [pescoço] ficar bastante dolorido, deixando uma marca vermelha nas orelhas.”

Reproduçãogolas-collar-1800
Saca a altura da gola da camisa desse cara!

Embora hoje não seja muito comum ver homens com a gola das camisas levantadas, as pólos foram projetadas para serem usadas dessa forma. Em 1929, René Lacoste criou uma camisa para a prática do tênis com colarinho levantado para evitar queimaduras de Sol. Foi só quando as tais pólos começaram a sair das quadras para as ruas, que as pessoas começaram a usar as golas abaixadinhas.

Reproduçãorenee-lacoste-polo-shirt
Sr. René Lacoste e as pólos que são sucesso até hoje

Mas olha que engraçado: ultimamente, tenho visto muito rapazes cheios de estilo usando elas da maneira como foram inventadas… Questão de gosto, de atitude e de modismos. Faça sua escolha.

29 mar

DivulgaçãoAdidas-Originals
A nova campanha da Adidas Originals

Gostei da nova campanha da Adidas Originals: uma enorme festa nas ruas de um bairro londrino, onde pessoas estilosas do mundo da música, moda e esporte fazem o que sabem de melhor. Todos devidamente vestidos com a marca ao som da versão remixada por Pilooski de “Why can’t there be love”. O comercial, dirigido por Nima Nourizadeh (famosa pelos clipes de Hot Chip e Lilly Allen), conta com convidados como Ciara, o ex-Oasis Noel Gallager, Snoop Dogg, Whitney Port, Agyness Deyn, Jeremy Scott entre outros. Há inclusive um brasileiro entre os convidados: Klaus Bohms, skatista da modalidade street e patrocinado pela grife das três listras. E como em toda festa cheia de estrelas não pode faltar papparazi, a campanha impressa foi fotografada na mesma ocasião por Ari Marcopoulos, ex-assistente de Andy Warhol – cujo trabalho inspira-se pela vida intimidante de skatistas, snowboarders e músicos. Assistam!

26 mar

Pra animar seu fim de semana, tenho uma promoção nova: 100 contos para você comprar o que quiser no site da Pino, que faz objetos de decoração super criativos – muitos deles, respeitando os princípios de sustentabilidade. Pra participar, basta retuitar a seguinte frase: “Quero dar um up na minha casa com a ajuda do @descolex http://tinyurl.com/yz26bky #promodescolex3”. A promo termina na terça, às 17h. Lembre-se: só os seguidores do @descolex e do @blogopino estão dentro da promoção. Por isso, se você ainda não segue o blog no Twitter, fique esperto e participe!

DivulgaçãoPinos-de-parede
A loja não vende só pinos de parede, mas eles são a coisa mais fofa

Confira as regras:

- Para participar tem que ser seguidor do @descolex e do @blogopino e retuitar a frase na íntegra;
- Antes de publicar a frase da promoção, soltarei um aviso no Twitter;
- O ganhador será escolhido por sorteio através do site Random.org;
- Após o sorteio, divulgarei o nome do vencedor, que deverá enviar nome e RG para que eu possa informar à marca;
- A Pino irá entregar o prêmio escolhido no endereço escolhido pelo vencedor em até 30 dias;
- Não haverá reembolso caso o valor do produto escolhido seja inferior ao vale de R$ 100.

25 mar

fauxreel-mendigo-toronto

Depois que falei do Joey L., que faz fotos muito bonitas de mendigos, a Lina, leitora do blog, indicou um site que traz uma outra abordagem do tema. Um artista que assina como Fauxreel denuncia a situação dos moradores de rua em Toronto, no Canadá, por meio de lambe-lambes. Ele espalha fotos em tamanho real dessas pessoas segurando cartazes com diversos dizeres, como “Para mim, isso não é uma escolha” ou “Não ouse negar minha existência”… Achei um trabalho político bem forte, que vale a pena ser mostrado:

fauxreel-mendigo-toronto (1)

fauxreel-mendigo-toronto (2)

fauxreel-mendigo-toronto (3)

fauxreel-mendigo-toronto (4)

Aproveitando a deixa, convido vocês a acessarem esse post do blog do Sylvain que fala do mendigo estiloso de Ningbo, na China. As imagens dele estão correndo o mundo e o visual por ele propagado já tem até nome: homeless chic. Acho interessante, mas é delicado esse lance da moda querer estetizar até a miséria alheia, não acham?

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