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Pessoa phiiina de bicicleta na Europa
Já repararam como andar de bicicleta virou uma atitude fashion? De uns pra cá, a moda começou a olhar para este meio de transporte verde e dar uma forcinha pra que ele se torne mais popular. E isso, aliás, é coisa mais bacana da moda: quando estilistas, editores e toda cadeia voltam o olhar pra determinado assunto, ele acaba ganhando em status, acaba se tornando desejado, cool, descolado… E em tempos de trânsito caótico e aquecimento global, isso é mais do que bem-vindo, não?
Divulgação
A bike da Chanel
Eu acho que esse movimento começou em 2007, quando a Prefeitura de Paris passou a disponibilizar para locação da população cerca de 20 mil bicicletas com design exclusivo, espalhadas em 1.500 pontos da capital francesa. O projeto, batizado de Vélib – contração de “vélo” (bicicleta) e “liberté” (liberdade) – fazia parte da política de promoção dos transportes alternativos defendida pelos ecologistas. Esse vídeo do GNT Fashion explica mais:
Daí, as grifes começaram a criar seus modelos luxuosos de bikes… Emporio Armani fez uma em parceria com a Bianchi, responsável pela fabricação e distribuição. Karl Lagerfeld criou um modelo pra Chanel, com detalhes que são a cara da marca, como a pochete preta em matelassê que imita o modelo da bolsa 2.55, aquela com alças de corrente.
Divulgação
A bicicleta de luxo da Fendi
Já a Fendi criou a “Abici Amante Donna”. Feita à mão, a bike vinha com essa caixinha fofa no lugar da cestinha. Sem a bolsinha de pele, saia por US$ 6.500. Com o acessório, o preço ia para US$ 9.500. E ainda teve Marc Jacobs, que desfilou uma coleção masculina pela Louis Vuitton na temporada de verão 2010 inspirada nos mensageiros que se locomovem de bicicleta.
GQ.com

Looks Louis Vuitton verão 2010 inspirados nos mensageiros que se locomovem de bicicleta
Já na internet, as referências sobre moda + bicicleta são muitas. Na Oficina de Estilo, Cris fez um post incrível dando dicas pras meninas andarem de bike sem perder o estilo. No Blog LP, a gente fez uma matéria falando dos biker boys, uma espécie de serviço de motoboys só que de bicicleta; sem contar o Moda Rua que a Re Shoel fez em Toronto, no Canadá, só com o povo de bike. No Sneaker Freaker tem também uma seção fixa onde os leitores mandam as fotos de suas magrelas para uma galeria que é atualizada semanalmente… Demais!
Sneaker Freaker
Na galeria semanal da Sneaker Freaker tem fotos bem divertidas das pessoas e suas bicicletas
Pra terminar, ainda existem os blogs dedicados ao assunto. Dos que eu mais gosto, estão o “Gata de Rodas – São Paulo Cycle Chic”, da Verônica Mambrini, que prega que os ciclistas não precisam abrir mão do estilo porque usam bicicleta, provando isso em fotos, e o “Curitiba Cycle Chic” que fez um editorial bacana tendo as bikes como protagonistas. De entrar nesses sites, você acaba descobrindo um monte de outros links para outros sites e blogs sobre o tema. Pra quem curte, serão horas navegando… Ou melhor, pedalando!


Adoro andar de bicicleta, e essa da Fendi é linda!
Seu blog é ótimo Glauco, parabéns!
Grande Abraço
Amo andar de bicicleta!
é tudo de bom e a da Chanel é maravilhosa, adorei!
Parabéns pelo seu blog Glauco!
abraço
Pedalar está super na moda! Adorei pedalar em Barcelona, super alternativa pra visitar a cidade. Londres é super busy pra bikes, mas mesmo assim a galera não se intimida. Em Toronto mesma coisa, mas não esqueça o capacete ou leva multa. Montreal é super delícia pedalar…well, adorei seu blog, adorei o lance sobre bikes, adoro pedalar por aí…. B-jos
Faltou dar conhecimento na matéria do blog Gata de Rodas, que existe há um ano e é exclusivamente dedicado ao chamado “Cycle Chic”: http://gataderodas.blogspot.com/
E outra coisa: elegância sobre pedais na Europa é anterior aos editoriais de moda e à atenção das grifes. Ao contrário do nosso cafundó, onde a “cultura ciclística” luta ferozmente por espaço nas nossas cidades construídas exclusivamente para os carros, em lugares civilizados como Amsterdam e Copenhagen a “cultura ciclística” não é dissociada do dia-a-dia, porque TODO MUNDO pedala na rua.
O que tem ocorrido de novo é que um punhado de pessoas no Brasil se tocou de que a respeitabilidade do transporte urbano por bike necessita de uma ajudinha no campo da imagem. Ajuda o fato de que na verdade não existe motivo para pedalar vestido/a toscamente, em lugar nenhum.
beem bom pra natureza hehehe só na bici..
gosteei
bjin
Eu dava um dedinho pra ir trabalhar nessa bicicleta Chanel, passando por uma estradinha plana, cheia de gramados e flores…
Oi Mario! Tudo bem?
Não sei se vc leu o post inteiro, mas no final eu falo do Gata de Rodas, sim, blog que me inspirou a escrever o texto, aliás. Em relação à elegância sobre pedais na Europa concordo que isso é bem anteiror aos editoriais. Mas o que eu quis mostrar na matéria é simplesmente que a moda voltou seu olhar pro assunto e isso é muito positivo, você não concorda? Ela dá sua contribuição pra que não só na Europa, mas no Brasil tbm – onde eu tbm acho que não há o minimo respeito pela cultura ciclistica – as pessoas possam ver as bikes com outros olhos.
Valeu pelo seu comment! Grande abs,
Glauco
Glau, mas como assim bicicleta com bolsa de pele? De pele mesmo? Pô, Fendi, que ser sustentável faz direito, c não acha?
Adoooooro quando nossos mundos se encontram! bjs
Se você mencionou o GdR, eu pulei totalmente essa parte, na
> necessidade de ler alucinadamente todos os sites ao mesmo tempo.
> Desculpe! Tem como editar o comentário?
>
> Concordo que o aparecimento da bicicleta no rol dos acessórios de moda
> ajuda a criar uma nova visão. Que me perdoem os puristas do esporte
> que só pedalam de Lycra e posam de atletas emigrados de outra
> civilização, mas já estava na hora de a bike ganhar uma abordagem mais
> realista! A “estética Tour de France” não se mistura às ruas, enfeia a
> paisagem; e ainda é alienante, pois não conquista identidade entre as
> pessoas “comuns”.
>
> Quantas mulheres que pedalam querem parecer uma atleta andrógina
> coberta de logos, e quantas prefeririam parecer uma dessas damas
> elegantes de Paris?
>
> Eu mesmo tenho no armário todas as roupas de Lycra que preciso para
> pegar trilhas e estradas, mas em 90% do tempo pedalo nas ruas da
> cidade usandojeans em vez da embaraçosa bermudinha com o famoso
> “malão”.
>
> A outra coisa é a que comentei lá, mostrar explicitamente ao pessoal
> ainda não atualizado que a bike não é necessariamente brinquedo nem
> transporte de pobre sem opção, como nossos pais pensavam. Claro que os
> governantes vão ser os últimos a perceberem isso a ponto de acharem
> uma boa reformar a infraestrutura viária. Mas o cidadão desassistido
> resolveu tomar sua atitude. A bike como alternativa de mobilidade na
> minha cidade começou a se impor nas ruas e aparecer na mídia por causa
> de pessoas de classe B e A. É irônico, porque é da mesma classe que
> vem a legião de SUVs que atravancam as nossas ruas. E o movimento
> “Cycle Chic” também visa inicialmente essa fatia da população.
>
> A revolução não está vindo da periferia, mas das boutiques.
Já por três anos tive uma idéia que agora tramita no INPI e visa transformar a bicicleta num objeto mais confortável.
O protótipo nº 3 está pronto e em fase de testes e se tudo ocorrer como a física prevê, creio que haverá uma “bike” mais fácil de pedalar e mais ergonômica.
Nada de acessório, mas uma revolução do processso de pedalar e aproveitar o esforço de todo o corpo.