Arquivo de outubro 2008
31 de Outubro | 2008
E pra quem queria saber da roupa…


Eu prometi, algumas pessoas escreveram cobrando e eu pago a divida agora. Como vocês sabem, vivi um drama fashion pré-Moda Brasil. Conversei com diversos amigos e todos foram unânimes: terno é um investimento. Apesar da grana ser alta na hora de pagar, é o tipo de roupa que você sempre vai ter e sempre vai precisar. Como vida de jornalista em começo de carreira não é nada mole, tive que pedir um “paitrocínio”. Dei o xavequinho de que para ele seria um orgulho ver o filho dele de terno, todo “hominho, que um terno dado pelo pai é carregado de simbologia… Enfim, toda aquela psicologia de botequim que super deu certo: recebi um ok de R$ 600. Minha missão, portanto, era achar um look que coubesse dentro desse orçamento. Na VR da Oscar Freire encontrei o costume (em tempo: terno é quando tem colete. Sem colete, é costume, ok?) que tinha o melhor custo-beneficio. Por R$ 650, levei o traje mais uma camisa azul clarinha super bacana.
Pena que não aparece o tênis! Não tem uma foto de look inteiro, humpf. (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)
O pulo do gato foi comprar a linha infantil, que mesmo assim precisou de muuuitos ajustes. Tiveram que diminuir e apertar tudo. Não ficou um Dior, mas ficou bem bom. Daí, faltava cinto, sapato e gravata. Gente, sapato legal tá pela hora da morte! Quem me salvou foi o Dadi Rodrigues, o queridíssimo produtor deste blog, que me emprestou um tênis Lacoste dele. Ficou ótimo! Era tudo o que eu precisava pra dar uma quebrada na seriedade da coisa e deixar o visual mais a minha cara. Pra completar, usei um chapéu e um colete de alfaiataria que eu já tinha. O Rick Salgado, outro produtor amigo-mega-fofo, me emprestou uma gravata preta fininha e, no final, o resultado era um look “wanna be Justin”. Adorei! E saí do evento com o maior sentimento de dó dos bancários: terno é um inferno de quente. Sou mais meu jeans, camiseta e tênis.
Gente, a minha foto com o look ta aí. Diz nos comments o que vocês acharam, vai?
30 de Outubro | 2008
Prêmio Moda Brasil me surpreendeu


Gente, escrevi esse post ontem de madrugada… Tava tão podre que não consegui postar. Vai agora.
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Acabo de voltar do Prêmio Moda Brasil. Foi minha primeira vez no Teatro Municipal, um lugar lindo, com uma arquitetura incrível, bem no centro de São Paulo. Fui pra lá de táxi, cheguei atrasado, peguei um comecinho de chuva e morri de medo ao descer do carro… É nessas horas que me sinto como se estivesse numa bolha, sabia? É que todo mundo estava tão lindo, tão sorridente, tão educado, como se o mundo fosse uma festa de gente elegante, enquanto o entorno – o degradado centro de São Paulo – se juntava numa massa de anônimos separados por uma grade. Enfim, filosofia barata de madrugada…
Maria Bethânia abriu a noite declamando “Canção da Tarde no Campo”, de Cecília Meireles, seguido da música “Sonho Impossível”. Foi lindo! (foto: Iwi Onodera/ Ego)
O post mesmo é pra contar das minhas impressões da festa. Regina Casé, como apresentadora, foi ótima. Nada como muitos anos de televisão pra dar traquejo a uma pessoa, né? Traquejo suficiente, aliás, pra corrigir a gafe de trocar o nome de Dudu Bertholini por Dudu Molinos. Regina pediu desculpas, fez piada, gritou o nome correto do estilista cinco vezes, falou que a Neon a veste e ficou tudo certo. A premiação me surpreendeu um pouco. Achei que, por uma questão, digamos, política, os prêmios principais seriam mais bem distribuídos. Na minha conta, a coisa ficaria assim: Paulo Borges como o site do SPFW, Érika Palomino com a revista Key, Lilian Pacce com o GNT Fashion e Glória Kalil com o de jornalista. Só que aí, ao longo da cerimônia, fui me ligando o quão absurdo era colocar Lilian, Glória e Costanza pra disputar, por exemplo, o prêmio de melhor jornalista. Gente, não é querer fazer média com ninguém, mas convenhamos: elas estão anos luz acima desse prêmio, hein? Esses nomes me pareciam ter sido indicados mais pelo conjunto da obra de uma vida, do que o ótimo trabalho realizado ao longo de 2008.
Dalma Callado, a grande homenageada da noite (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)
Penso que, se o Prêmio durar (e tomara que dure por muitos e muitos anos!) a coisa vai melhorar. Tipo, “vamos premiar os grandes dessa vez, todo mundo fica feliz, e depois a gente começa fazer a disputa de verdade”. Porque, afinal, esse Prêmio tem que trazer nomes novos, e não pessoas que já são mais do que consagradas no mercado. Senti falta de ver a Érika Palomino, o Alcino Leite Neto, a Alexandra Farah e a Maria Prata disputando o Prêmio… Enfim, o saldo “jornalismo” da noite ficou assim:
Site – Chic, da Glória Kalil
Programa de TV – GNT Fashion, da Lilian Pacce
Revista – Vogue
Jornalista – Glória Kalil
Lilian fazendo seu discurso de agradecimento (foto: Mariana Maltoni/ Blog LP)
Outras surpresas
Seguindo a linha o meu humilde raciocínio fashion – de que os consagrados seriam os premiados – a noite reservou mais surpresas. Felipe Veloso ficou com o troféu de melhor stylist, sendo que pra mim o favorito era o Paulo Martinez. Reinaldo Lourenço levou o de melhor estilista feminino, sendo que eu achava que ia dar Glória Coelho. E Oskar Metsavaht levou o de melhor campanha publicitária, desbancando Giovanni Bianco, uma referência e um ícone nessa área.
Uma última questão: a categoria novos talentos. Grande parte das pessoas que eu conversei antes e depois do evento, se perguntavam “quem são eles?”. É não é querer acabar com ninguém, não. É que entre os novos estilistas, tem gente que está fazendo um trabalho tão mais merecedor de destaque. Eu adoraria ter visto o João Pimenta lá, por exemplo. Um cara que começou na Casa de Criadores, fez desfiles incríveis e emocionantes e foi integrar o Fashion Rio só agora nessa última edição.
Pra terminar
Wagner Moura arrasou cantando Waldick Soriano e Radiohead no encerramento da premiação (foto: Iwi Onodera/ Ego)
Sem a mínima intenção de fazer a Poliana, acho que no final, o saldo do evento é positivo. Todos os indicados são mega merecedores e, independentemente do prêmio, são grandes nomes da nossa moda. Quem me dera daqui uns 20, 30 anos estar numa disputa dessas… Rs. A noite foi incrível, com apresentações ótimas (cadê o Wagner Moura lendo um trecho da carta do Pierre Bergé para o Yves Saint Laurent?). O Felipe Veloso surpreso e quase chorando ao receber o prêmio me emocionou, Maria Bethânia abrindo a noite com um poema de Cecília Meireles, seguido de uma música foi demais, o coquetel pós-cerimônia como todos os amigos da moda lindos e montadérrimos fez a noite mais divertida e tudo isso junto me deu vontade de ter Prêmio Moda Brasil toda semana. Mas daí, haja roupa!
29 de Outubro | 2008
Xadrez verdinho tá na moda


Essa é pra quem quer ser trendy no último… O site Men.Style reuniu uma série de fotos pra provar que um certo padrão de xadrez tá na moda. Eu, sinceramente, não sei se ele tem um nome (super me enrolo com os nomes dessas coisas, sorry), mas sei que ele está realmente aparecendo em tudo:
No Brasil, lembrei que a Cavalera investiu forte na tendencinha nesta temporada. No último editorial do Descolex, a gente até usou uma bermuda da marca que era assim. Fica a dica.
28 de Outubro | 2008
Livros de moda pela metade do preço


Voa pro site da Cosac Naify! A editora está com uma promoção até a meia noite de hoje de 50% de desconto em todo o catálogo. É pra surtar: a biografia da Chanel, de Edmonde Charles-Roux, tá saindo por R$ 60. “Moda do Século”, aquele livro básico e fundamental pra quem curte o tema, por R$ 47,50! E tem muito mais lá. Só toma cuidado pra não fazer uma loucura com o cartão de crédito, hein?












