Arquivo de fevereiro 2008

Não dá pra perder

Estão rolando duas exposições bem legais aqui em São Paulo… Quem estiver sem planos pro fim de semana, já pode ir se programando:

Magnum 60 anos

“Ver as coisas de forma diferente”. Esse sempre foi o mote da poderosa agência Magnum, fundada em 1947, por quatro dos maiores fotógrafos da história: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger. Todos de diferentes nacionalidades, mas juntos pelo prazer de fotografar.

Desde o ano passado, a Magnum está celebrando seu aniversário de 60 anos com uma série de exposições pelo mundo. Mesmo com o atraso, ela chega agora a São Paulo e reúne um seleção de 50 fotos das mais de 1 milhão que a agência acumula.  Vale à pena passar lá para conferir como, através da lente de seus fotógrafos, a Magnum conseguiu priorizar os flagrante sem esquecer o olhar humano e autoral.

Não dá pra perder

Pequim, China 1989. Foto de Stuart Franklin

 Serviço
Caixa Cultural – Av. Paulista, 2083, Jardins
Até 6 de abril/ Grátis
Informações: (11) 3321-4400
 

Street Art – do graffiti à pintura

Até 23 de março, o Museu de Arte Contemporânea do Ibirapuera recebe a mostra “Street Art – do graffiti à pintura”. São obras de 10 artistas italianos e 10 brasileiros, utilizando suportes como tela e madeira. A exposição é uma parte do projeto Italian Street Arts Meets The World, de um grupo de italianos que desejam fazer um intercâmbio entre os grafiteiros de seu país com artistas de outras partes do planeta.

Não dá pra perder

Brilho da Força (Série Aspectos da Força – 2007), de Highraff

Serviço 
MAC USP Ibirapuera – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso (prédio da Bienal)
Até 23 de março/ grátis

Eu no Cobra Snake

Eu sei que foi há um tempão, mas só agora que eu me vi no site do Mark Hunter, o famoso The Cobra Snake. A foto foi feita na festa da Zapping que rolou no Love Story durante o último SPFW. Pra quem não sabe porque ele é famoso, vale ler esse post que escrevi falando sobre os “sartorialists” de balada.

Eu no Cobra Snake

Da esq. para a dir.: Fred, Cris (da Oficina de Estilo), eu e o Romeu (do The 1988)

Fazendo a Marilyn

Foi divulgado hoje em todos os sites que cobrem celebridades do mundo imagens da atriz Lindsay Lohan caracterizada de Marilyn Monroe. As fotos, que estão na última edição da revista americana “New York Magazine”, reproduzem um famoso ensaio feito pelo fotógrafo Bert Stern em 1962, no hotel Bel-Air, para a Vogue. Digo famoso, pois essa foi a última sessão de Marilyn, já que seis semanas depois de posar para as lentes do fotógrafo, a atriz foi encontrada morta na casa dela em Brentwood, na Califórnia. A causa da morte foi overdose por ingestão de barbitúricos.

Fazendo a Marilyn
Fazendo a Marilyn

Lindsay Lohan encarnando Marilyn Monroe (acima). Não se espante com a fidelidade dos originais (abaixo): foi o mesmo Bert Stern que fotografou a atriz.

Daí, fiquei pensando como Marilyn é realmente um ícone fashion atemporal. Cheguei à essa conclusão não porque simplesmente todo mundo diz isso, mas porque fui lembrando como atrizes, cantoras e modelos, vira e mexe, aparecem vestidas como ela: Kate Moss, Christina Aguilera, Madonna, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Charlize Theron e até a montadérrima Amanda Lepore são alguns desses nomes.

Fazendo a Marilyn

Nicole Kidman na Harper’s Bazaar australiana

Símbolo de beleza da década de 50, Marilyn Monroe nasceu Norma Jeane. Sua estréia no cinema foi com um papel irrelevante em “The Shocking Miss Pilgrim”, em 1947. Dois anos depois, sem dinheiro, a loira concordou em posar nua para um calendário. As vendas foram tantas, que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista Playboy em 1953, onde mostrava toda beleza de seus 1,66 metros de altura, 94 centímetros de busto, 61 de cintura e 89 de quadril. Foi nesse mesmo ano que seu nome começou a atrair multidões aos cinemas, graças ao sucesso de “Como Agarrar um Milionário”. O boom foi seguido por “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este, considerado “a melhor comédia de todos os tempos”.

Fazendo a Marilyn

Charlize Theron

Uma das mais célebres performances de Marilyn foi o tal “Parabéns a Você”, feito de maneira sensualíssima para o presidente americano John Kennedy, no Madison Square Garden. Na época, o fato reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes. A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, era o glamour hollywoodiano daquela época personificado. A aparente vulnerabilidade e inocência de seu visual, cá entre nós, era uma verdadeira contraposição a seu inato sexy appel. Não é toa que a combinação dois a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20.

Fazendo a Marilyn

Kate Moss na W Magazine

Exposição

E quer saber o que é mais legal em toda essa história? É que, coincidentemente, está rolando até o dia 16 de março a exposição “Marilyn Monroe – O Mito”. Após passagem pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, São Paulo recebe justamente as 60 imagens da atriz realizadas pelo fotógrafo Bert Stern, na Galeria Estação. De quebra, dá ainda para conferir uma série de imagens feitas pela fotógrafa Telma Saraiva, intitulada “Telma Saraiva – A Procura de um Mito”. O objetivo é estabelecer elos entre a cultura popular e a figura mundialmente conhecida da atriz norte-americana.

Serviço

Marilyn Monroe – O Mito
Galeria Estação: Rua Ferreira de Araújo, 625, Pinheiros
R$ 10. Informações: (11) 3813-7253

Confira mais algumas fotos de personalidades que encarnaram Marilyn Monroe:

Fazendo a Marilyn

À dir., Christina Aguilera na Advocate, revista gay americana. À esq., Penélope Cruz.

Fazendo a Marilyn

À dir., Amanda Lepore clicada por David Lachapelle em 2002, num ensaio à la Andy Warhol. À esq., dá para ver que até a Barbie foi Marilyn por um dia.

Fazendo a Marilyn

Em 1990, Madonna fz um ensaio para a Vanity Fair onde reproduzia várias fotos famosas de Marilyn. A cantora também copiou toda a estética de um clipe:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=p0FDGnAIWpk]

“Diamonds are a Girls Best Friend”, de Marilyn

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7qBsAnBgfCI]

Virou “Material Girl” nas mãos de Madonna

Estilo Charles Chaplin

Estava dando uma olhada no “top 10 looks” masculinos outono-inverno 2008 do site Men.Style e me deparei com uma “vontade” (porque “tendência” está fora de uso…rs) que me chamou muito atenção: o visual Charles Chaplin. Como diz a pequena legenda que acompanha a foto, “é engraçado, mas é verdade – a grande lenda das telas foi o maior ditador de estilo da temporada”. E sabe qual o elemento mais, digamos, interessante, desse novo visual? O chapéu-coco! Pois é, o modelo, de uma forma ou de outra, apareceu em diversos desfiles: Bottega Veneta, Jean Paul Gaultier (o melhor!), Yohji Yamamoto e Junya Watanabe.

Estilo Charles Chaplin

Da esq. para a dir.: chapéus-coco nos desfiles de Bottega Veneta, Jean Paul Gaultier, Yohji Yamamoto e Junya Watanabe

Eu, que super prevejo o que se vai usar com anos de antecedência – hehehe – já tinha comprado meu chapéu à lá Charles Chaplin há dois anos. Deixei ele encostadinho depois de usar algumas vezes, porque achei que eu estava com cara de Laranja Mecânica. Mas, agora, estou pensando em colocá-lo na roda novamente. Sabe por quê? Porque o que senti vendo algumas fotos dos desfiles das marcas que mencionei é um desejo de um novo tipo de dândismo, um boêmio bem vestido, manja? No show do Gaultier, por exemplo, mais do que calças baggy e chapéus-coco, vimos uma alfaiataria perfeita, com uma super atenção aos detalhes e acabamentos (o que tem tudo a ver com o estilo dândi de ser, certo?). Enfim, a coleção tinha esse ar excêntrico, mas era cool e, por conseqüência, perfeitamente usável. Agora, resta saber como é que nossos estilistas vão traduzir isso (se é que vão) e como esse look Charles Chaplin vai chegar por aqui (já que eu ainda não tenho grana para bancar um JPG de verdade…). Até lá, vou ficar mesmo só com o chapeuzinho.