Não sei… Talvez seja apenas uma impressão minha, mas eu vejo por aí muitas reportagens sobre o grafite e pouca coisa sobre uma das vertentes mais legais dessa expressão urbana: a stencil art. Basicamente, ela utiliza um material (a cartolina, o papelão e o plástico são alguns deles) que é perfurado com desenhos ou textos, funcionando como uma máscara para ser preenchida com tinta. Com isso, forma-se a imagem na superfície desejada. Pouco se sabe da origem exata dessa técnica, mas há registros dela antes do ano 500 d.C em países orientais de cultura milenar como o Japão e a China. Os fenícios, inclusive, já faziam moda com estêncil, produzindo os primeiros tecidos estampados da história.
Com o passar dos anos, as máscaras foram adquirindo inúmeras utilidades, servindo para assinar documentos em série e decorar ambientes, especialmente nos EUA e na Europa. Durante a Segunda Guerra Mundial, começou a ser utilizado em intervenções urbanas, como forma de propaganda do movimento fascista e demarcação de território pela marinha – avisando que determinada companhia havia atingido um objetivo.

Em São Paulo, foi uns dos primeiros estilos de grafite utilizados, tendo sido introduzido na cidade, no final da década de 70, por meio do trabalho de artistas como
Alex Vallauri e
Carlos Matuck.
Hoje, com a valorização e popularização da
arte, é possível encontrar muito material sobre o tema na internet. No site Stencil Brasil , por exemplo, há uma grande quantidade de imagens de estêncils brasileiros, além de entrevistas com artistas, links para projetos, portifólio de artistas gringos e galerias de arte. Já no site Stencil Revolution, além de muitas fotos, há tutoriais interessantes. Por exemplo: “como converter fotos coloridas em estêncil” ou “estamparia com estêncil”. Com esses dois você pode, numa super demonstração de self-love, estampar a sua cara numa Hering velha que você tenha no armário.
E já que estamos falando de estamparia, também achei na internet alguns sites que vendem camisetas com desenhos feitos com a técnica do stencil. Vale um clique:
Pintassilgo – a marca é de Florianópolis (SC), mas eles entregam para o Brasil todo. Cada camiseta custa R$ 35,00.
Satisfação Garantida – o site não é lá essas coisas, mas há modelos de camisetas legais.
Camiseteria – na verdade, eles não trabalham com estêncil. Só coloquei o link por que há um trocadilho engraçadinho numa estampa de camiseta com o nome do ator Estênio Garcia.

Por fim, para quem quiser ter uma obra sobre estêncil para colocar na mesinha de centro da sala, há um livro a venda no Submarino chamado “Stencil Graffiti”, de Tristan Manco, publicado pela Thames and Hudson. Ele traz mais de 400 imagens de trabalhos do mundo todo. Como é importando, demora cerca de seis semanas pra chegar. Custa R$ 61,00.
- As fotografias dos estêncils foram feitas nas ruas de São Paulo pelo meu querido amigo Érico Björk
-A sequência de fotografias de estamparia foram retiradas do site Stencil Revolution
adorando
muito bom texto e adorei a dica do livro…
super recomendo tb
dei uma olhada por aí um dia destes e tavam falando dele…
e tah certissimo
se joga
Mau
bacana o novo layout glaucooooooooo
amei!!
Caramba, Glau, adorei o layout novo!!!!
bjos!
Ahh, também adorei o novo visu do blog!
)
Beijos!
O Stêncil do ” Eu tenho medo do mesmo” é acção do coletivo contracultura ms. A foto ficou muito boa e se quiser mais informações pro seu texto pode entrar em contato conosco no: raitek.ms@gmail.com
Parabéns pelo novo layout! Muito interessante o texto!!!!! O stencil tem uma leitura muito urbana!!!!
bacana o novo formato.
e bom … eu amo stencil.
adoro o jeito que as pessoas se mostram através deles.
e posso até dizer que já pratiquei em camisetas mas juro que meu namorado vive fazendo isso.
acho muito legal e fácil.
bjOx.
jaQ.
eu também tenho medo do mesmo!
adorei o novo layout do blog..
e muito boa a materia sobre stencil art…
eu tenho muito medo do mesmo
aê Glauco, gostei da cara nova, e da menção ao stencil lá da AG. Valeu.
medo do mesmo…nao, só se cometer os mesmos erros. Evolução.