“As segundas-feiras deixaram de ser tão chatas. A gente vem, encontra os amigos, um ensina os truques para o outro”, diz a estudante de jornalismo Carolina Derivi, que teve contato com o swing poi (um tipo de malabares que utiliza correntes e um peso com fitas coloridas amarradas nas extremidades) há poucos meses. “Fui para a Universo Paralello no final do ano passado e me apaixonei”, conta.
Os motivos do maior interesse pelo malabarismo são vários: desde as apresentações em raves até os benefícios físicos que a brincadeira traz. O fato é que essa é uma arte que vai passando de um praticante para outro, no boca-a-boca. “Eu já ensinei para outras amigas. Elas me vêem fazendo e pedem para aprender”, conta Ana Carolina, produtora de eventos que freqüenta o Beco há dois meses.
Surgido na China, o malabarismo aos poucos foi se espalhando pelo mundo e teve seus conceitos difundidos quando foi incorporada à cultura clubber, justamente por trazer alegria e interação entre os praticantes. Desde a metade dos anos 90 os malabares eram jogados em festas em Londres. Não demorou muito para os brasileiros conhecerem a moda, gostarem da idéia e trazê-la ao país.
Para quem se interessa pelo assunto ou para quem sempre teve vontade de fazer malabares e não sabe como começar, uma passada no Beco pode ser uma boa pedida. O local faz parte de um projeto de revitalização de uma área abandonada e degradada, que se transformou numa verdadeira galeria de arte a céu aberto: nas paredes, um incrível trabalho de grafitagem desenvolvido por integrantes do Projeto Cidade Escola Aprendiz.
Ali, uma vez por mês, acontece também o “Circo no Beco”, um espetáculo aberto, que busca promover e difundir a arte circense e a arte de rua. Além dos malabares, são realizadas apresentações de acrobacia, monociclo, trapézio, tecido, perna de pau e outras linguagens artísticas, como teatro, dança, poesia, artes plásticas e música. A organização e a produção têm uma estrutura de funcionamento aberta e horizontal e não conta com nenhum apoio financeiro, apenas o bom e velho chapéu.
Benefícios Físicos
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Regensburg, na Alemanha, e publicada na revista científica “Nature” traz uma boa notícia: a prática de malabares pode gerar mudanças na estrutura cerebral. Os pesquisadores acompanharam um grupo de 12 pessoas que começou a treinar malabares. Após três meses, os pesquisadores descobriram, com uma técnica que mede a concentração do tecido cerebral, que houve um aumento de 3% em duas regiões responsáveis pelo processamento visual das pessoas desse grupo. Nos três meses seguintes, a orientação foi a de que o grupo parasse o treino. Um novo exame mostrou que as regiões haviam voltado quase ao estágio inicial.
ENCONTRO NO BECO. Toda 2ª feira, das 18h às 22h, na r. Belmiro Braga, esquina com r. Luís Murat, Vila Madalena, São Paulo.




[...] pratico malabares, mas teve uma época em que fazer swing poi era tipo uma obrigação semanal. Eu até fiz post sobre o Beco das Artes ali na Vila Madalena e entrei em centenas de comunidades no Orkut declarando [...]
esse saite na minha opiniao e MUITO BOM