Arquivo do ano de 2006

Menina caridosa…

Menina caridosa...
Penélope Cruz realizou uma festa, no dia 13, para apresentar os quatro vestidos da marca Dolce & Gabbana que estarão em leilão até o dia 08 de janeiro no site Charity Folks. Todo o dinheiro arrecadado com o arremate das peças, feitas sob encomenda para a atriz posar de diva nos tapetes vermelhos ao redor do mundo, será doado para a instituição de caridade The Art of Elysium. A organização cuida de crianças carentes. Os croquis originais das peças, que estão expostos na loja da rua Rodeo Drive, em Los Angeles, também fazem parte do pacote… Quem dá mais?

Nova loja da Taschen

Nova loja da Taschen
A artista plástica Beatriz Milhazes assina parte da decoração interna da nova loja da Taschen, em Nova York. Para quem ainda não conhece, a Taschen é uma editora hype fundada em 1980 por Benedikt Tashen, em Colónia, na Alemanha. É famosa no mundo todo por seus livros de arte e coleções sobre os mais diversos temas ligados à cultura em geral. Beatriz pintou 39 murais, cada um medindo 3,7m de altura, com flores, círculos, espirais e mandalas, tudo muito psicodélico e colorido. A artista, nascida no Rio de Janeiro, já foi destaque em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e, além disso, integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York. A nova loja da Taschen conta com 15 mil volumes, com preços que variam de U$ 9,99 a U$ 4,000!!! Traz ainda a “Taschen TV,” uma série especial de vídeos que estarão à mostra nas 20 televisões de LCD espalhadas pelo interior da loja.

Para ver algumas obras de Beatriz Milhazes, você pode clicar aqui

Poderosas…

Poderosas...O site do São Paulo Fashion Week traz hoje uma relação com as 10 modelos brasileiras “que estremeceram o mundo da moda em 2006″. Entre os nomes estão Carol Trentini (queridinha de Anna Wintour), Raquel Zimmermann, Bruna Tenório, Daiane Conterato e… Camila Finn!!! Desculpem a tietagem, mas é que conheci a garota quando ela ainda dava os primeiros passos na agência da fotógrafa Malu Ornelas, em Botucatu, interior de São Paulo. Uma menina tímida, fofa e linda, óbvio. Camila foi a primeira brasileira a vencer o concurso Supermodel of the World. Nem a poderosa Gisele conquistou esse título. Hoje, ela fica entre Estados Unidos e Europa nos trabalhados mais variados, de Balenciaga a Chanel Haute Couture. Estará fora da próxima edição do SPFW devido às novas regras que exigem a idade mínima de 16 anos para desfilar. Pois é, a garota começou cedo, com 13 anos para ser mais exato. Para conferir a lista completa, acesse: www.saopaulofashionweek.com.br

O meio ambiente agradece

O meio ambiente agradece A ecologia está virando moda. Preocupadas em transmitir uma imagem eco-responsável para os consumidores, marca nacionais e internacionais estão cada vez mais atentas ao tema. Esse é o caso da grife carioca Osklen, cuja parceria com a ONG Esplar, contribui para que 147 famílias do sertão do Ceará plantem algodão orgânico. A produção é toda comprada pela marca e usada para confeccionar tecidos que não utilizam processo químico no tingimento. Além disso, a grife lançou, há dois anos, o e-brigade, um projeto de comunicação multimídia visando à educação ambiental. Foram criadas roupas em tecidos reciclados, com estampas que destacam pontos fundamentais do movimento ecológico, como a Carta da Terra e o Protocolo de Kyoto.
Já em Londres, a estilista Stella McCartney está mudando a idéia de que as mais luxuosas bolsas, sapatos e cintos são feitos de couro. Vegetariana convicta, Stella não usa matéria-prima animal em suas criações. “O mito do couro – de que cada bolsa ou sapato precisa ser feito dele – tem que ser derrubado. É um pouco homem das cavernas demais. Eu não acho estranho um consumidor pedir uma linda bolsa que não seja feita de couro. Triste é não existirem outras 20 casas de moda que façam produtos assim”, declarou Stella para o site da revista Vogue UK.

O meio ambiente agradece

Mas o que leva as marcas a se preocuparem com o meio ambiente ao desenvolverem seus produtos? Conscientização com os problemas que a cada dia surgem em pesquisas e jornais sobre a deterioração do planeta? Talvez. Mas para a Diretora de Marketing do IBModa, Luciane Robic, mais do que simples responsabilidade ambiental, as marcas estão procurando estabelecer uma relação de exclusividade com o consumidor. “Por exemplo, qualquer um pode fazer calçados e, principalmente na área de moda, a gente tem uma indústria de cópia que é muito mais rápida, ágil e bem direcionada – no sentido de chegar até o consumidor – do que até o próprio original. Então, quando você fala de buscar uma condição mais exclusiva, ela não está necessariamente só no produto. Está exatamente nas outras coisas que você vai fazer. E aí, entre elas, entra uma boa relação social, um conceito que nos últimos dez anos vem crescendo muito. O consumidor em si, principalmente o consumidor jovem, ele já vem com essa cultura fortemente implantada no seu ensino, nas escolas e na sociedade. E isso começa ser uma preocupação geral.”, explica Luciane.Conferir uma característica exclusiva e intangível aos seus produtos é o que sempre buscou o vietnamita Thai Quang Nghia, proprietário da marca de calçados Góoc (antes era Yepp). Fundada em 2003, a marca tem sua produção orientada para a ecologia e o reaproveitamento de materiais. No ano passado, a indústria usou 400 quilômetros de pneus reciclados para confeccionar o solado de suas sandálias. A embalagem dos produtos também foi projetada com o objetivo de aproveitar melhor o papel, incentivando a economia e a reciclagem. “Em uma pesquisa de mercado, feita por nós em 2004, o conceito de produto feito de material reciclado como motivo de compra não passava de 7 ou 8% para os entrevistados. Agora, esse motivo de compra subiu quase 20% e a tendência é crescer mais”, conta Quang Nghia.

O meio ambiente agradece

A empresa produz 12 mil pares de calçados por dia, além de acessórios, como bolsas, e peças de vestuário. Nelas, são aplicados detalhes feitos das lonas que são descartadas por caminhoneiros. “A gente tem um motorista que trabalha viajando todo Brasil. Ele vai coletando as lonas que são jogadas pelos caminhoneiros nos postos e beira de estradas. Quando o caminhão fica cheio, ele volta para fábrica e repassa o material para utilizarmos”, explica o gerente de desenvolvimento de produtos da Góoc, César Abrãao. E o trabalho de reciclagem não para por aí. César conta ainda que a empresa desenvolve uma campanha para incentivar os consumidores a devolverem os calçados velhos para que eles possam ser reciclados novamente e reutilizados na fabricação de uma nova sandália.
O sucesso dos produtos de moda ecologicamente corretos tem crescido tanto, que hoje já existe até uma feira mundial dedicada ao setor. Em sua terceira edição, o Ethical Fashion Show, realizado
O meio ambiente agradeceem Paris no mês de outubro, foi uma mostra da excelência da moda que adota critérios éticos. Cerca de 30 estilistas dos cinco continentes, entre os quais vários latino-americanos, apresentaram seus modelos para lojistas e compradores. O colombiano John Estrada, por exemplo, foi ovacionado por sua coleção ao mesmo tempo étnica e contemporânea. “Tudo é ecológico, com tintas naturais”, garantiu em entrevista à agência de notícias AFP. O evento também contou com a exposição das grifes brasileiras de acessórios Tudo Bom?, Veja e Pau Brasil, que se firmaram no mercado europeu. O Ethical Fashion Show de Paris seleciona seus participantes de acordo com o cumprimento de uma série de normas de respeito aos direitos trabalhistas, ao meio ambiente e de colaboração com artesãos em seus respectivos países.
Porém, vale destacar, que mesmo sendo uma tendência mundial cada vez mais forte, o Brasil ainda dá seus primeiros passos nessa área. “Hoje [a ecologia] é um conceito que parece muito utópico, porque a gente tem preocupações ainda muito básicas, principalmente quando diz respeito à moda. Esse é um setor ainda em processo de profissionalização, então, com problemas de gestão, com problemas de desenvolvimento de produtos, com problemas de entrega desses produtos. Mas de qualquer forma, eu vejo iniciativas interessantes, como a própria Góoc, com essa característica de preocupação sócio-ambiental… O design ecológico é uma super tendência, só que ainda temos muito trabalho para fazer”, destaca Luciane. Por fim, a diretora de marketing do IBModa ressalta: “se a marca não tem uma preocupação nesse sentido hoje, ela tem que começar a se movimentar para ter. E isso não é só uma preocupação para comunicação, para divulgação, mas é uma preocupação que deve fazer parte da característica filosófica da empresa. Quem tiver as relações sociais mais trabalhadas, com certeza será mais bem recebida e, conseqüentemente, mais consumidas, gerando o lucro financeiro”, conclui.

Amigos do meio ambiente

Ao longo do texto estão os links para as marcas citadas. A única exceção é a grife Pau Brasil. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e não achei nada. Acho que eles não têm site…rs.