Fazia um tempão que não rolava um editorial aqui no blog, hein? E a gente estava com saudades! Por isso, pra celebrar a chegada do inverno, reunimos uma turma muito legal pra produzir esta matéria superespecial. Dessa vez, a inspiração vem do outro lado do mundo: o korean pop, k-pop para os íntimos. O estilo musical é um fenômeno. Por meio das redes sociais, boy bands e girl bands de pop coreano estão levando suas músicas para além das fronteiras da Ásia, onde já são considerados verdadeiros ídolos e formam o segundo maior mercado musical do planeta. Bandas como “Girls’ Generation” já tiveram quase 60 milhões de visualizações no Youtube, o que as levou a serem convidadas por David Letterman pra participar de seu programa “Late Show” em janeiro, nos EUA. A “Billboard” criou até uma parada exclusiva para o gênero, o “K-pop Hot 100 chart”. Em Paris, o primeiro espetáculo de pop coreano na França teve os ingressos esgotados em minutos. A loucura foi tanta que, pelo twitter, fãs organizaram um flash mob para exigir novas apresentações, reproduzindo as coreografias dos seus grupos favoritos em frente ao Museu do Louvre.
O segredo pra tanto sucesso está basicamente na mistura de três elementos: vídeos superproduzidos, com figurinos bafônicos e, claro, um bom refrão chiclete pra colar na cabeça e não sair mais. “Super Junior”, “Wonder Girls”, “Se7en”, “Big Bang”, “2NE1”, “GD&TOP”, “TVXQ” e “SHINee” estão entre os conjuntos, só de garotos ou garotas, que vem trazendo para o mundo a imagem de uma Coréia cool. Pra isso, a cada clipe, mudam de visual e misturam o maior número de referências possíveis – de elementos disco, passando pelo hip-hop e techno até o rock. Sempre com uma pitada de manga oriental e cosplay, que nenhum americano ainda conseguiu copiar. Pra nossa stylist, a maravilhosa Ana Wainer, esse caldeirão de estilos foi um prato cheio, que a gente ainda temperou com um pouquinho da nossa essência tropical. Numa tarde de domingo, logo depois que o último baladeiro saiu do Clube Glória, entramos pra fotografar esse editorial. Foi uma delícia criar junto com a maquiadora Maria Pia e com o talentoso fotógrafo Cauê Moreno cada personagem e situação dessas fotos que você vê agora. E como a gente não gosta de nada muito literal, as nossas musa pop-coreanas são tão diferentes quantos as mulheres brasileiras. Se o segredo do sucesso dos coreanos é misturar tudo, a gente deve estar acertando em cheio. Espero que curtam e que arrasem no inverno com nossas ideias!
Esse é o povo que arrasa
Concepção: Glauco Sabino
Produção Executiva: Letícia Santos (3xt) e Andressa Zanandrea (iG)
Fotos: Cauê Moreno
Styling: Ana Wainer (3xt)
Beleza: Maria Pia
Assis. de fotos: Rafael Jota
Modelos: Keiji Lemos (Way Model) e Caren Utino (Ford Models)
Agradecimentos: André Hidalgo (Clube Glória)
#ficadica 1
Pra quem quiser saber mais sobre k-pop, recomendo dois sites: soompi.com e allkpop.com
#ficadica 2
Até semana que vem, estaremos de cara nova! O layout tá ficando incrível e não vejo a hora de dividir com todos. Fiquem ligados.
#ficadica 3
No Flickr do Descolex vocês encontram outras fotos do editorial que não entraram na ediçãoo final, mas que a gente também ama!
Você acha que fazer unha ombré é foda? Pensa que desenhar pintinhas de onça é a coisa mais chata e complicada do universo? Pense de novo. A inglesa Georgia Rose Fairman, de 23 anos, foi parar nas revistas “Vogue UK” e “Vice” graças ao talento especial que possui na suprema arte da manicure. Bartender em Londres, ela começou a brincadeira porque nunca ficava satisfeita com o trabalho feito no salão. Seus temas favoritos são paisagens com “ovelhinhas, árvores e casinhas” e pessoas famosas “com um rosto facilmente reconhecível”, como essas aqui:
Reprodução
Alber Elbaz, Giorgio Armani, Vivienne Westwood, Karl Lagerfeld, Donatella Versace
Reprodução
Churchill, Napoléon, Hitler, Mao, Julius Caesar
Nuns textos que eu li sobre ela, Rose ainda tira onda e diz que, com o pincel certo, o trampo fica pronto rapinho e que a única coisa que odeia é quando pedem pra ela fazer print de leopardo. Vê se pode! Seu sonho é pintar as unhas de Lady Gaga com o próprio rosto da cantora, mas Rose só tem medo “que fique parecido com a cara da Donatella Versace”. Não é pra se apaixonar?
Reprodução
Olha que cute a Georgia!
Se você estiver de passagem por Londres e quiser testar o talento da moça, manda um e-mail pra ela: georgia.rose.f@googlemail.com. Quem sabe ela te encaixa na agenda dela?
Desde 1989, quando “De Volta ao Futuro 2” foi lançado, os apaixonados por tênis sonham com o dia em que a Nike lançaria o modelo que se amarra automaticamente. Lembra dele?
Bom, 2011 chegou e realmente tivemos a chance de comprar o tênis de verdade, igualzinho ao do filme. Lembram que falei desse lançamento aqui no blog? Mas, tristeza, ele não vinha com essa super tecnologia de 2015 (ano em que se passa a história). Só que o mundo está cheio de gente criativa e desocupada por aí… Uma busca rápida no Youtube e você encontra dezenas de protótipos deles:
Viável ou não, comercial ou não, fato é que o filme com Michael J. Fox mexeu com a imaginação dos sneaker heads. E desde então, uma série de tentativas para acabar com inconveniente de amarrar os sapatos foram lançadas pelas principais marcas de tênis. Afinal, se os materiais, acabamentos, processos de fabricação e modelagens de tênis evoluíram, porque o cadarço não poderia mudar também?
O site da revista Sneaker Freaker (sempre ele) trouxe recentemente uma divertida matéria com os exemplos mais inusitados, estranhos, mal e bem sucedidos dessas tentativas… E eu separei quatro delas:
1991 – Nike Air Moc
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Sem cadarço e ainda parece uma batata
O que falar disso? Interpretação dos calçados usados por esquimós, esse tênis tem a única e exclusiva intenção de ser confortável. Por isso a ausência do cadarço e da língua. Mas, desde quando conforto é sinônimo de feio? Como diz o site da revista, “ ele parece uma batata gigante com furinhos de garfo”. Pior: ele é produzido até hoje e parece que faz algum sucesso no Japão. Ah, e tem mais: a Liberty, de Londres, ainda teve a coragem de lançar uma colaboração em que os tênis apareciam cobertos de florzinhas. Somebody, just shoot me!
1994 – Puma Disc Closure System
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Discreto, né?
O nome era uma homenagem ao disco plástico na língua do tênis que retraia uma série de fios internos, apertando o calçado no pé. Pelo menos três gerações de discos foram lançados de lá pra cá, mas o discão plástico, feio, estranho, nunca permitiu que a ideia se tornasse um grande sucesso de vendas.
1994 – Reebok Insta Pump Fury
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Tá faltando um pedaço da sola, não tá?
O tênis vinha acompanhando de uma bombinha. Você encaixava ali onde deveria ficar a língua e inflava o tênis pra deixar ele apertado. Sabe quando você tira a pressão e o médico fica bombeando aquele troço no seu braço? Igual! O fato de ser todo vazado e de – bizarro – não ter um pedação da sola no meio, tornava o modelo um dos mais leves do mercado. Parece que até a Chanel ia fazer uma versão dele. Ainda bem que isso não aconteceu.
2000 – Puma Mostro
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Devia chamar Puma MoNstro
Esse modelo horroroso, acredite, fez um sucesso enorme. Depois que celebs como Chris Martin, Björk e Meg (do White Stripes) apareceram com ele no pé, mais de 3,3 milhões de pares foram vendidos até 2004. A ideia da tira elástica presa por velcro não é o que incomoda tanto. Mas essas bolinhas, o material e o desenho me fazem lembrar aqueles tênis especiais pra escalada, sabe? Uó!
Bom depois de ver esses modelos, acho que tenho uma boa resposta pra pergunta do começo deste post: porque os cadarços não poderiam evoluir? Porque muitas vezes é na simplicidade que estão as maiores criações. E se você não se convenceu, vai lá no site da Sneaker Freaker, que eles têm mais 17 motivos pra você repensar.
Ele dirige um escritório de tipografia na Suiça. Sua “B+P Swisstypefaces” desenvolveu os novos logos da Balenciaga e de Rick Owens, só pra citar dois clientes das modas. Ele também fez a direção de arte da campanha da Mugler com Rick Genest (aka Zombie Boy) e é editor da “Sang Bleu”, uma das revistas de tattoos mais descoladas atualmente. Tão descolada que Kris Van Assche produziu uma coleção com o mesmo nome em homenagem a ela em 2008… Pra completar, o suíço Maxime Büchi, de 34 anos, é ainda um excelente tatuador! Aliás, muito badalado e com uma agenda restrita. Entre seus clientes, a top Lea T., o DJ Mike Nouveau, o RP Marcelo Burlon, o stylist Nicola Formichetti e a supertatuada esposa de Rick Owens, Michele Lamy.
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Tattoo #1
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Tatto0 #2
Seus desenhos fogem do comum… É daqueles que você reconhece de cara pelo traço, pelo uso das formas geométricas e de símbolos religiosos. A “Hint Magazine” diz que ele é um “homem da renascença dos tempos modernos, criando seu próprio movimento social por meio da mistura de referências estéticas, literatura, street style e, principalmente, tattoos”.
A bacanérrima U+Mag, ligada em tudo que é mais cool por aí, já trouxe uma entrevista com ele. Assim como o site do NY Times. Eu cruzei com o trabalho de Maxime por acaso, pesquisando referências pras minhas novas tattoos… O lance é que ninguém pode reproduzir um Büchi.
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Tattoo #3
O jeito seria conseguir um horário com ele em seu estúdio em Lausanne, sua cidade natal, ou então no “East River Tattoo”, estúdio no Brooklyn, em NY, onde ele às vezes dá expediente. Mas, enquanto uma viagem pros EUA ou pra Suiça não entram nos meus planos, fico com as dicas do que é um bom cliente pra ele. Dicas, vale observar, que servem pra qualquer pessoa que pretende fazer uma tatuagem com qualquer profissional bacana por aí:
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Tattoo #4
“Qual é o cliente e o desenho ideal pra você?
1- Alguém com uma ideia original que estimula minha imaginação
2- Alguém que fique feliz em me deixar interpretar essa ideia com meu próprio vocabulário e técnicas
3- Um desenho que me deixe esteticamente satisfeito
4- Um desenho com uma execução perfeita
5- E, por fim, um desenho com um bom preço”
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Tattoo #5
Traduzindo: seja uma tattoo de grife, como um maravilhoso Büchi, seja uma tatuagem feita por um bom artista (mesmo que não tão pop), ela ficará perfeita se rolar uma confiança do cliente no trabalho do profissional escolhido e um respeito com o preço cobrado. Acha caro? Você tem toda liberdade de achar algo mais em conta. Mas, quem garante que aquele desenho, que vai ficar estampado em você pra sempre, vai ficar tão bom? O barato pode sair caro.
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Tattoo #6
Fica esse toque e a dica desse tatuador incrível, com um trabalho muito especial. Quem conseguir um horário com ele, me conta!
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A imagem é de um minotauro, metade homem, metade animal
Quando vi as fotos da coleção masculina de inverno 2012/13 da Givenchy, pensei “esse Riccardo Tisci é um fodão!”. A estética que ele cria colocando esse piercings no septo dos modelos é muito forte. Na verdade, ele já tinha até feito o mesmo com as modelos femininas na coleção de alta-costura de verão 2012. Mas, dessa vez, pareceu mais legal, me lembrando a figura mítica do minotauro, meio homem, meio animal. E a imagem final que fica disso, pra mim, é gótica, com uma puta pegada tribal (uma palavra chave pra estação). Enfim, muito incrível!
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Riccardo já tinha usado o piercing na coleção de alta-costura
Daí, pesquisando um pouco, descobri que esse tipo de piercing remonta aos tempos antigos: os membros das civilizações maia, asteca e inca gostavam de inserir grandes peças de joalharia no septo, a fim de dar ao rosto uma aparência feroz e assustara ao inimigo. Mais recentemente, piercings de septo foram adotadas por americanos nativos; mas também já foram populares em partes da Índia, Tibet e Nepal. As mulheres Bengali, aliás, costumam usar a “Nathori”, um anel de ouro com uma “lágrima” que se move ao longo do anel, como um sinal de ser uma mulher casada. Isso sem falar quando estes piercings são usados em animais, geralmente touros, como um requisito para ser exibido em feiras agrícolas, ou para incentivar a desmama de bezerros jovens e outros animais, desencorajando-os da sucção.
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E aí, você usa?
Muita história e muitas referências para uma pequena peça que parecia mais um recurso de styling apenas. O lance é que os piercings chegarão de fato nas lojas da Givenchy. Agora, a pergunta: quem vai usar isso? Como? Vamos esperar as fashionistas (alguém pensou em Anna Dello Russo aí?) darem suas respostas. Até lá, fico pensando: será que piercing no nariz é um trend que vai voltar? A ver.